Desenvolvimento de alimentos sustentáveis para nutrição de organismos aquáticos: uso de aditivos funcionais na nutrição de peixes e camarões marinhos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-07012026-181310/ |
Resumo: | Esta tese teve como objetivo avaliar alguns aspectos da nutrição de peixes e camarões marinhos tropicais de relevância para o desenvolvimento da aquicultura com foco na diminuição da utilização de farinha de peixe nas dietas e suplementação de aditivos alimentares. Dois ensaios avaliaram os efeitos da protease sobre a digestibilidade, desempenho e morfologia intestinal de bijupirá. No primeiro experimento (tanques-rede, 3 meses), quatro dietas isoproteicas (50% PB) foram testadas: 1) Controle (AquaMar); 2) PBF (farinha de vísceras + pena); 3-4) PBF com 400 ppm e 800 ppm de protease. Utilizaram-se 160 peixes (524±13,08g). Não houve diferenças no desempenho, mas a digestibilidade variou significativamente entre tratamentos. Observou-se aumento na altura das vilosidades intestinais (p < 0,05), sem alterações hepáticas. O segundo experimento (sistema de recirculação, 2 meses) testou dietas com redução proteica e 800 ppm de protease (8 tratamentos). A suplementação não melhorou os parâmetros produtivos, e a redução proteica prejudicou o ganho de peso e a conversão alimentar, evidenciando a necessidade de manter níveis proteicos adequados para o crescimento ideal da espécie. A protease influenciou a digestibilidade e morfologia intestinal, mas não melhorou o desempenho, reforçando a importância de teores proteicos adequados na nutrição do bijupirá. O terceiro experimento abordou a suplementação de taurina (0,05; 0,10; 0,20; 0,40 e 0,80%) em dietas para Penaeus vannamei com substituição de farinha de peixe por farelo de soja. O experimento, conduzido em sistema de recirculação com 980 camarões (3,85±0,11g) distribuídos em 28 tanques, testou sete dietas (controle e seis níveis de taurina) durante o período experimental. Os resultados demonstraram que a composição corporal não diferiu entre tratamentos (p > 0,05). A suplementação com 0,05% de taurina proporcionou os melhores resultados de desempenho (ganho de peso, peso final e taxa de crescimento específico). A altura das vilosidades intestinais mostrou-se um fator determinante para o desempenho nutricional. Conclui-se que a inclusão de 0,05% de taurina em dietas à base de farelo de soja melhora o desempenho de P. vannamei sem alterar sua composição corporal, sugerindo que esta suplementação pode viabilizar a redução de farinha de peixe na aquicultura de camarões. Os resultados obtidos podem contribuir para a formulação de dietas mais adequadas, visando melhor aproveitamento das espécies aquáticas estudadas. Esse aproveitamento poderia reduzir perdas de restos da dieta para o ambiente natural, podendo contribuir com isso, para melhor sustentabilidade na aquicultura marinha. |
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Desenvolvimento de alimentos sustentáveis para nutrição de organismos aquáticos: uso de aditivos funcionais na nutrição de peixes e camarões marinhosDevelopment of sustainable feeds for aquatic organisms: use of functional additives in marine fish and shrimp nutritionPenaeus vannameiPenaeus vannameiRachycentron canadumRachycentron canadumAditivos alimentaresFeed additivesProteaseProteaseTaurinaTaurineEsta tese teve como objetivo avaliar alguns aspectos da nutrição de peixes e camarões marinhos tropicais de relevância para o desenvolvimento da aquicultura com foco na diminuição da utilização de farinha de peixe nas dietas e suplementação de aditivos alimentares. Dois ensaios avaliaram os efeitos da protease sobre a digestibilidade, desempenho e morfologia intestinal de bijupirá. No primeiro experimento (tanques-rede, 3 meses), quatro dietas isoproteicas (50% PB) foram testadas: 1) Controle (AquaMar); 2) PBF (farinha de vísceras + pena); 3-4) PBF com 400 ppm e 800 ppm de protease. Utilizaram-se 160 peixes (524±13,08g). Não houve diferenças no desempenho, mas a digestibilidade variou significativamente entre tratamentos. Observou-se aumento na altura das vilosidades intestinais (p < 0,05), sem alterações hepáticas. O segundo experimento (sistema de recirculação, 2 meses) testou dietas com redução proteica e 800 ppm de protease (8 tratamentos). A suplementação não melhorou os parâmetros produtivos, e a redução proteica prejudicou o ganho de peso e a conversão alimentar, evidenciando a necessidade de manter níveis proteicos adequados para o crescimento ideal da espécie. A protease influenciou a digestibilidade e morfologia intestinal, mas não melhorou o desempenho, reforçando a importância de teores proteicos adequados na nutrição do bijupirá. O terceiro experimento abordou a suplementação de taurina (0,05; 0,10; 0,20; 0,40 e 0,80%) em dietas para Penaeus vannamei com substituição de farinha de peixe por farelo de soja. O experimento, conduzido em sistema de recirculação com 980 camarões (3,85±0,11g) distribuídos em 28 tanques, testou sete dietas (controle e seis níveis de taurina) durante o período experimental. Os resultados demonstraram que a composição corporal não diferiu entre tratamentos (p > 0,05). A suplementação com 0,05% de taurina proporcionou os melhores resultados de desempenho (ganho de peso, peso final e taxa de crescimento específico). A altura das vilosidades intestinais mostrou-se um fator determinante para o desempenho nutricional. Conclui-se que a inclusão de 0,05% de taurina em dietas à base de farelo de soja melhora o desempenho de P. vannamei sem alterar sua composição corporal, sugerindo que esta suplementação pode viabilizar a redução de farinha de peixe na aquicultura de camarões. Os resultados obtidos podem contribuir para a formulação de dietas mais adequadas, visando melhor aproveitamento das espécies aquáticas estudadas. Esse aproveitamento poderia reduzir perdas de restos da dieta para o ambiente natural, podendo contribuir com isso, para melhor sustentabilidade na aquicultura marinha.This thesis aimed to evaluate key aspects of tropical marine fish and shrimp nutrition relevant to aquaculture development, focusing on reducing fishmeal use in diets and supplementing feed additives. Two trials assessed protease effects on digestibility, performance, and intestinal morphology in cobia. The first experiment (net pens, 3 months) tested four isoproteic diets (50% CP): 1) Control (AquaMar); 2) PBF (poultry byproduct + feather meal); 3-4) PBF with 400 ppm and 800 ppm protease, using 160 fish (524±13.08g). While performance showed no differences, digestibility varied significantly among treatments. Increased intestinal villi height (p < 0.05) was observed with no hepatic changes. The second experiment (recirculation system, 2 months) evaluated protein-reduced diets with 800 ppm protease (8 treatments). Supplementation did not improve production parameters, and protein reduction compromised weight gain and feed conversion, underscoring the need to maintain adequate protein levels for optimal growth. Protease influenced digestibility and intestinal morphology but did not enhance performance, reinforcing the importance of proper protein content in cobia nutrition. The third experiment investigated taurine supplementation (0,05; 0,10; 0,20; 0,40; 0,80%) in Pacific white shrimp (Penaeus vannamei) diets with soybean meal replacing fishmeal. Conducted in a recirculation system with 980 shrimp (3.85±0.11g) distributed across 28 tanks, seven diets (control plus six taurine levels) were tested. Results showed no differences in body composition (p < 0.05). The 0.05% taurine supplementation yielded best performance (weight gain, final weight, specific growth rate), with intestinal villi height emerging as a determinant factor for nutritional efficiency. Conclusion: 0.05% taurine supplementation in soybean-based diets improves P. vannamei performance without altering body composition, suggesting viability for reducing fishmeal in shrimp aquaculture. These findings contribute to developing more sustainable feeds for marine aquaculture.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLemos, Daniel Eduardo Lavanholi deSantos, Ana Paula dos2025-08-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-07012026-181310/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-01T18:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-07012026-181310Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-01T18:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta tese teve como objetivo avaliar alguns aspectos da nutrição de peixes e camarões marinhos tropicais de relevância para o desenvolvimento da aquicultura com foco na diminuição da utilização de farinha de peixe nas dietas e suplementação de aditivos alimentares. Dois ensaios avaliaram os efeitos da protease sobre a digestibilidade, desempenho e morfologia intestinal de bijupirá. No primeiro experimento (tanques-rede, 3 meses), quatro dietas isoproteicas (50% PB) foram testadas: 1) Controle (AquaMar); 2) PBF (farinha de vísceras + pena); 3-4) PBF com 400 ppm e 800 ppm de protease. Utilizaram-se 160 peixes (524±13,08g). Não houve diferenças no desempenho, mas a digestibilidade variou significativamente entre tratamentos. Observou-se aumento na altura das vilosidades intestinais (p < 0,05), sem alterações hepáticas. O segundo experimento (sistema de recirculação, 2 meses) testou dietas com redução proteica e 800 ppm de protease (8 tratamentos). A suplementação não melhorou os parâmetros produtivos, e a redução proteica prejudicou o ganho de peso e a conversão alimentar, evidenciando a necessidade de manter níveis proteicos adequados para o crescimento ideal da espécie. A protease influenciou a digestibilidade e morfologia intestinal, mas não melhorou o desempenho, reforçando a importância de teores proteicos adequados na nutrição do bijupirá. O terceiro experimento abordou a suplementação de taurina (0,05; 0,10; 0,20; 0,40 e 0,80%) em dietas para Penaeus vannamei com substituição de farinha de peixe por farelo de soja. O experimento, conduzido em sistema de recirculação com 980 camarões (3,85±0,11g) distribuídos em 28 tanques, testou sete dietas (controle e seis níveis de taurina) durante o período experimental. Os resultados demonstraram que a composição corporal não diferiu entre tratamentos (p > 0,05). A suplementação com 0,05% de taurina proporcionou os melhores resultados de desempenho (ganho de peso, peso final e taxa de crescimento específico). A altura das vilosidades intestinais mostrou-se um fator determinante para o desempenho nutricional. Conclui-se que a inclusão de 0,05% de taurina em dietas à base de farelo de soja melhora o desempenho de P. vannamei sem alterar sua composição corporal, sugerindo que esta suplementação pode viabilizar a redução de farinha de peixe na aquicultura de camarões. Os resultados obtidos podem contribuir para a formulação de dietas mais adequadas, visando melhor aproveitamento das espécies aquáticas estudadas. Esse aproveitamento poderia reduzir perdas de restos da dieta para o ambiente natural, podendo contribuir com isso, para melhor sustentabilidade na aquicultura marinha. |
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