O brincar sob a perspectiva da criança.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Braga, Ana Claudia Raimundo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5175/tde-06022026-161300/
Resumo: O brincar é um tema de relevância e ainda pouco pesquisado na perspectiva da criança. Na rotina clínica do terapeuta ocupacional é corriqueiro receber famílias que afirmam não brincar ou não saber brincar com suas crianças, principalmente devido à intensidade da rotina de uma família na atualidade. Faz-se necessário questionar sobre esse brincar, a perspectiva da criança e a influência do brincar, ou a falta dele, nas relações familiares. Assim, buscou-se identificar como ocorre o brincar sob a perspectiva da criança, e oferecer aos profissionais da Terapia Ocupacional uma visão ampliada para o reconhecimento do brincar no cotidiano da criança. Trata de uma pesquisa qualitativa, que buscou apreender os movimentos da criança por meio de conversas lúdicas e da observação participante. Foi selecionada uma criança de cinco anos, que apresentamos com o nome fictício de Joana, e foram realizados oito encontros entre os meses de maio e início de julho. O diário de campo foi o instrumento utilizado para registro das informações, falas e reflexões sobre essa experiência. A pesquisa evidencia como o diálogo com a criança revelou a riqueza de pequenas ações cotidianas, que frequentemente passam despercebidas, mas que puderam ser evocadas como brincadeiras. As perguntas dirigidas ao ambiente familiar foram potentes para produzir essa relação. A brincadeira para Joana aparecia como um modo de ser no mundo: espontânea, criativa e profundamente simbólica. A conversa lúdica com Joana deu visibilidade às brincadeiras que povoam o cotidiano e não requerem materiais rebuscados, nem brinquedos super elaborados. A busca em bases de dados evidencia escassez de trabalhos de Terapia Ocupacional sobre o tema na literatura científica, bem como a falta de estudos considerando a perspectiva das crianças.
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