O acesso de gestantes à assistência odontológica na atenção primária à saúde
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-01072025-083745/ |
Resumo: | Introdução: a adesão à consulta odontológica durante o pré-natal é relevante para a saúde bucal de gestantes e seus bebês, prevenindo complicações. Desse modo, faz-se relevante investigar os motivos que comprometem esse cuidado. Objetivo: identificar os motivos da não realização da primeira consulta odontológica pelas gestantes ao iniciar o acompanhamento pré-natal. Método: trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal e abordagem quantitativa. O estudo foi conduzido em seis Unidades Básicas de Saúde e uma Unidade de Saúde da Família no Distrito Leste de Ribeirão Preto, São Paulo. Participaram gestantes em acompanhamento pré-natal nessas unidades que não agendaram ou não compareceram à primeira consulta odontológica entre fevereiro e abril de 2023. Foram incluídas mulheres acima de 18 anos, com atendimento prévio em obstetrícia nas unidades e que não realizaram a consulta odontológica inicial. O levantamento das gestantes foi realizado pela Divisão de Informática da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, utilizando o sistema HygiaWeb, e os dados foram exportados em planilhas Excel. A coleta de dados se baseou em um questionário, validado em duas fases. Um estudo-piloto, realizado em fevereiro de 2023, testou a aplicabilidade do questionário com dez mulheres fora da área de estudo. Cada entrevista durou aproximadamente 10 minutos. A análise dos dados envolveu estatística descritiva e estatística analítica, testes Qui-Quadrado de Pearson, Kruskal-Wallis e Dunn. Resultados: participaram 182 gestantes, entre 18 e 44 anos. Quanto ao estado civil, 61,5% estão em relacionamentos formais, enquanto 26,4% são solteiras, e 4,9% separadas. A maioria (40,1%) possui ensino médio completo, e as ocupações mais comuns estão em serviços administrativos e atendimento, com uma considerável taxa de desemprego (17%). A jornada de trabalho de 8 horas foi mais frequente. Observou-se que 42% das gestantes não têm dias úteis livres e 60% não trabalham nos finais de semana. Foram identificados os fatores de impedimento para agendamento de consultas odontológicas, como baixa percepção de necessidade e dificuldades logísticas. Mulheres casadas apresentam baixa percepção de necessidade (52,63%), solteiras e separadas indicam mais medo/ansiedade (33,96%). A associação entre a jornada de trabalho e os motivos de impedimento foi significativa (p<0,001), especialmente em jornadas longas, com dificuldades logísticas. A presença de dias úteis livres influenciou o agendamento, com maior baixa percepção de necessidade entre aquelas com disponibilidade (43,59%). Conclusão: a adesão à consulta odontológica entre gestantes pode ser melhorada com campanhas educativas e acesso facilitado, abordando a baixa percepção de necessidade e limitações de tempo. Estratégias de saúde pública são importantes para grupos com maior resistência ou restrições, com vistas a propiciar melhor saúde bucal materno-infantil. |
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O acesso de gestantes à assistência odontológica na atenção primária à saúdePregnant women´s access to dental care in primary health careAssistência odontológicaAtenção primária à saúdeDental careDentistryGestantesGravidezOdontologiaPregnancyPregnant womenPrimary health careIntrodução: a adesão à consulta odontológica durante o pré-natal é relevante para a saúde bucal de gestantes e seus bebês, prevenindo complicações. Desse modo, faz-se relevante investigar os motivos que comprometem esse cuidado. Objetivo: identificar os motivos da não realização da primeira consulta odontológica pelas gestantes ao iniciar o acompanhamento pré-natal. Método: trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal e abordagem quantitativa. O estudo foi conduzido em seis Unidades Básicas de Saúde e uma Unidade de Saúde da Família no Distrito Leste de Ribeirão Preto, São Paulo. Participaram gestantes em acompanhamento pré-natal nessas unidades que não agendaram ou não compareceram à primeira consulta odontológica entre fevereiro e abril de 2023. Foram incluídas mulheres acima de 18 anos, com atendimento prévio em obstetrícia nas unidades e que não realizaram a consulta odontológica inicial. O levantamento das gestantes foi realizado pela Divisão de Informática da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, utilizando o sistema HygiaWeb, e os dados foram exportados em planilhas Excel. A coleta de dados se baseou em um questionário, validado em duas fases. Um estudo-piloto, realizado em fevereiro de 2023, testou a aplicabilidade do questionário com dez mulheres fora da área de estudo. Cada entrevista durou aproximadamente 10 minutos. A análise dos dados envolveu estatística descritiva e estatística analítica, testes Qui-Quadrado de Pearson, Kruskal-Wallis e Dunn. Resultados: participaram 182 gestantes, entre 18 e 44 anos. Quanto ao estado civil, 61,5% estão em relacionamentos formais, enquanto 26,4% são solteiras, e 4,9% separadas. A maioria (40,1%) possui ensino médio completo, e as ocupações mais comuns estão em serviços administrativos e atendimento, com uma considerável taxa de desemprego (17%). A jornada de trabalho de 8 horas foi mais frequente. Observou-se que 42% das gestantes não têm dias úteis livres e 60% não trabalham nos finais de semana. Foram identificados os fatores de impedimento para agendamento de consultas odontológicas, como baixa percepção de necessidade e dificuldades logísticas. Mulheres casadas apresentam baixa percepção de necessidade (52,63%), solteiras e separadas indicam mais medo/ansiedade (33,96%). A associação entre a jornada de trabalho e os motivos de impedimento foi significativa (p<0,001), especialmente em jornadas longas, com dificuldades logísticas. A presença de dias úteis livres influenciou o agendamento, com maior baixa percepção de necessidade entre aquelas com disponibilidade (43,59%). Conclusão: a adesão à consulta odontológica entre gestantes pode ser melhorada com campanhas educativas e acesso facilitado, abordando a baixa percepção de necessidade e limitações de tempo. Estratégias de saúde pública são importantes para grupos com maior resistência ou restrições, com vistas a propiciar melhor saúde bucal materno-infantil.Introduction: adherence to dental consultations during prenatal care is crucial for the oral health of pregnant women and their babies, helping to prevent complications. Thus, it is important to investigate the reasons compromising this care. Objective: to identify the reasons why pregnant women do not attend their first dental consultation when beginning prenatal care. Method: this is a descriptive, cross-sectional study with a quantitative approach. The research was conducted in six Basic Health Units and a Family Health Unit East District of Ribeirão Preto, São Paulo. Participants included pregnant women receiving prenatal care at these units who did not schedule or attend their first dental consultation between February and April 2023. Women over 18 years old, with prior obstetric care in the units, and who did not undergo the initial dental consultation were included. Data collection was carried out by the Division of Informatics of Municipal Health Department of Ribeirão Preto using the HygiaWeb system, with data exported into Excel spreadsheets. Data collection was based on a questionnaire validated in two phases. A pilot study conducted in February 2023 tested the questionnaire\'s applicability with ten women outside the study area. Each interview lasted approximately 10 minutes. Data analysis included descriptive and analytical statistics, using Pearson\'s ChiSquare, Kruskal-Wallis, and Dunn tests. Results: a total of 182 pregnant women, aged 18 to 44, participated. Regarding marital status, 61.5% were in formal relationships, 26.4% were single, and 4.9% were separated. Most (40.1%) had completed high school, and the most common occupations were in administrative services and customer service, with a notable unemployment rate (17%). An 8-hour workday was the most frequent. It was observed that 42% of pregnant women did not have weekdays off, and 60% did not work on weekends. Barriers to scheduling dental appointments were identified, such as low perceived need and logistical challenges. Married women showed a low perceived need (52.63%), while single and separated women indicated fear/anxiety (33.96%). The association between working hours and barriers was significant (p<0.001), especially for long hours, with logistical difficulties. Having weekdays off influenced scheduling, with a higher low perceived need among those available (43.59%). Conclusion: adherence to dental consultations among pregnant women can be improved through educational campaigns and facilitated access, addressing low perceived need and time constraints. Public health strategies targeting resistant or restricted groups are essential for promoting better maternal and infant oral health.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGomes-sponholz, Flávia AzevedoCaixe, Ana Paula2025-04-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-01072025-083745/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-02T19:47:02Zoai:teses.usp.br:tde-01072025-083745Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-02T19:47:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: a adesão à consulta odontológica durante o pré-natal é relevante para a saúde bucal de gestantes e seus bebês, prevenindo complicações. Desse modo, faz-se relevante investigar os motivos que comprometem esse cuidado. Objetivo: identificar os motivos da não realização da primeira consulta odontológica pelas gestantes ao iniciar o acompanhamento pré-natal. Método: trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal e abordagem quantitativa. O estudo foi conduzido em seis Unidades Básicas de Saúde e uma Unidade de Saúde da Família no Distrito Leste de Ribeirão Preto, São Paulo. Participaram gestantes em acompanhamento pré-natal nessas unidades que não agendaram ou não compareceram à primeira consulta odontológica entre fevereiro e abril de 2023. Foram incluídas mulheres acima de 18 anos, com atendimento prévio em obstetrícia nas unidades e que não realizaram a consulta odontológica inicial. O levantamento das gestantes foi realizado pela Divisão de Informática da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, utilizando o sistema HygiaWeb, e os dados foram exportados em planilhas Excel. A coleta de dados se baseou em um questionário, validado em duas fases. Um estudo-piloto, realizado em fevereiro de 2023, testou a aplicabilidade do questionário com dez mulheres fora da área de estudo. Cada entrevista durou aproximadamente 10 minutos. A análise dos dados envolveu estatística descritiva e estatística analítica, testes Qui-Quadrado de Pearson, Kruskal-Wallis e Dunn. Resultados: participaram 182 gestantes, entre 18 e 44 anos. Quanto ao estado civil, 61,5% estão em relacionamentos formais, enquanto 26,4% são solteiras, e 4,9% separadas. A maioria (40,1%) possui ensino médio completo, e as ocupações mais comuns estão em serviços administrativos e atendimento, com uma considerável taxa de desemprego (17%). A jornada de trabalho de 8 horas foi mais frequente. Observou-se que 42% das gestantes não têm dias úteis livres e 60% não trabalham nos finais de semana. Foram identificados os fatores de impedimento para agendamento de consultas odontológicas, como baixa percepção de necessidade e dificuldades logísticas. Mulheres casadas apresentam baixa percepção de necessidade (52,63%), solteiras e separadas indicam mais medo/ansiedade (33,96%). A associação entre a jornada de trabalho e os motivos de impedimento foi significativa (p<0,001), especialmente em jornadas longas, com dificuldades logísticas. A presença de dias úteis livres influenciou o agendamento, com maior baixa percepção de necessidade entre aquelas com disponibilidade (43,59%). Conclusão: a adesão à consulta odontológica entre gestantes pode ser melhorada com campanhas educativas e acesso facilitado, abordando a baixa percepção de necessidade e limitações de tempo. Estratégias de saúde pública são importantes para grupos com maior resistência ou restrições, com vistas a propiciar melhor saúde bucal materno-infantil. |
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