Subjetividade, identidade e geografia: o nascimento da Barra da Tijuca e o cronos fusional (ou a \'morte\' da alteridade)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Santos Junior, Washington Ramos dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-27092016-112714/
Resumo: Este trabalho tem por objetivo compreender o processo de constituição da Barra da Tijuca, bairro da cidade do Rio de Janeiro. Nomeada devido a um acidente geográfico, assim foi reconhecida por séculos, constituindo-se como recorte territorial apenas a partir da década de 1970. Seu desenvolvimento se fortaleceu a partir da década de 1950, como um prolongamento da Zona Sul do Rio de Janeiro. Para racionalizar essa ocupação, foi chamado o mesmo urbanista de Brasília, Lucio Costa, que em nenhum momento menciona a palavra condomínio no Plano-piloto, embora esse tenha sido a forma que se consolidou como moradia no bairro, tornando-se um modelo, associado ao consumo e à idealização, presente tanto no discurso de moradores quanto no estereótipo criado para eles, o do emergente, novo-rico. Parte do preconceito está associada à falta de equipamentos culturais de relevância, falta que a hoje nomeada Cidade das Artes tentou preencher. Esse projeto está de acordo com a mercadização das cidades e do planejamento estratégico e teve início com o prefeito César Maia. Nomeamos a subjetividade existente na vida em condomínio como morte da alteridade, pois decorre fundamentalmente do Ideal do Eu regressivo, dando origem à mimese e ao narcisismo das pequenas diferenças. Interpretamos os mitos gregos de Cronos e de Ulisses, relacionando-os, respectivamente, ao Ideal do Eu regressivo e ao Ideal do Eu maturativo. Ao comentarmos sobre o mito de Babel, trazemos à discussão a função precípua da cidade e do urbano, qual seja, a da individuação. Metodologicamente, utilizamos revisão bibliográfica e entrevistas para a realização dessa tese
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