Olha, mãe! É a minha professora: corporeidades trans e travestis na educação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Rô Albuquerque
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48135/tde-23012026-094227/
Resumo: A experiência trans e travesti na sociedade brasileira é atravessada por inúmeras violências e tentativas de apagamento. Atualmente, os direitos conquistados com anos de luta do Movimento de Pessoas Trans e Travestis são constantemente ameaçados. Por exemplo, pelos representantes do conservadorismo no congresso nacional, que alimentam ódio e desinformação acerca de nossas existências, mas não só. A presença e as pautas LGBTQIAPN+ em escolas têm representado atualmente uma ameaça a estes setores, portanto, a Educação está entre as áreas mais atacadas, por configurar-se como território fértil de transformação e renovação de pensamento e cultura. Assim, esta pesquisa teve por objetivo compreender a experiência de professoras trans e travestis inseridas nas redes municipal e estadual de ensino básico, incluindo as limitações e potencialidades de atuação, no cruzo com a experiência autoetnográfica da pesquisadora. Para este estudo foi realizada uma pesquisa qualitativa, de inspiração fenomenológica, com entrevistas em profundidade, com quatro professoras auto identificadas como duas travestis, uma mulher transexual e outra, trans não-binária. De modo não intencional, mas buscando representatividade, duas delas são negras, e duas são brancas. As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas fenomenologicamente, observando-se recorrências, ressonâncias e repercussões. Como resultado, apresentamos quatro eixos estruturantes na relação corpo-escola: o uso dos banheiros no ambiente escolar; a relação com os estudantes; a relação com os companheiros de trabalho e a relação com as famílias dos estudantes. A escuta atenta e sensível às professoras antes também estudantes revela que a presença trans e travesti na escola é atravessada por tensões, afetos e potencialidades, onde seu corpo rompe barreiras, dilui preconceitos, e assim forma crianças e comunidades sensíveis à diversidade.
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