O debate sobre os usos do sobrenome do homem pela mulher solteira, casada e divorciada (1970-1979)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-18032025-100300/ |
Resumo: | O uso do sobrenome do marido no casamento pela mulher é um costume social que, em certos contextos, foi transformado em obrigatoriedade através de sua normatização e incorporação em legislações e sistemas jurídicos no Brasil, pautado no Direito Civil, e nos Estados Unidos, fundamentado no Direito Consuetudinário. Considerando esta prática social como objeto de estudo, a pesquisa buscou investigar os processos e narrativas de contestações e defesas ao caráter obrigatório da troca de sobrenome imputada à mulher, que culminaram na abolição da obrigatoriedade no decorrer de 1970 a 1979 em ambos os contextos, período fulcral de mudanças nas atuações políticas e sociais das mulheres. A pesquisa se valeu de fontes documentais na investigação do contexto nacional, como excertos da imprensa, sobretudo do jornal O Estado de São Paulo, ocorrências de Ações de Desquite publicadas no Diário Oficial e um conjunto de escritos, artigos e livros sobre a questão. No contexto norte-americano, a pesquisa se concentrou na revisão bibliográfica de um conjunto de artigos publicados neste período sobre o tema que, à luz da defesa da Emenda da Igualdade dos Direitos, apresentaram distintos questionamentos à inequidade entre os sexos na perda do sobrenome. O exame explorou a correlação entre a primeira e segunda onda do feminismo em ambos os contextos, destacando as diferentes tentativas de disrupção e manutenção da norma, instigadas por concepções antagônicas sobre mulher, família e identidade. A abordagem histórica foi complementada pela exploração das potencialidades reflexivas sobre as diferenças e desigualdades entre os sexos a partir dos estudos de gênero |
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O debate sobre os usos do sobrenome do homem pela mulher solteira, casada e divorciada (1970-1979)The debate on the use of man\'s surname by single, married and divorced women (1970-1979)CasamentoGenderGêneroMarriageSobrenomeSurnameO uso do sobrenome do marido no casamento pela mulher é um costume social que, em certos contextos, foi transformado em obrigatoriedade através de sua normatização e incorporação em legislações e sistemas jurídicos no Brasil, pautado no Direito Civil, e nos Estados Unidos, fundamentado no Direito Consuetudinário. Considerando esta prática social como objeto de estudo, a pesquisa buscou investigar os processos e narrativas de contestações e defesas ao caráter obrigatório da troca de sobrenome imputada à mulher, que culminaram na abolição da obrigatoriedade no decorrer de 1970 a 1979 em ambos os contextos, período fulcral de mudanças nas atuações políticas e sociais das mulheres. A pesquisa se valeu de fontes documentais na investigação do contexto nacional, como excertos da imprensa, sobretudo do jornal O Estado de São Paulo, ocorrências de Ações de Desquite publicadas no Diário Oficial e um conjunto de escritos, artigos e livros sobre a questão. No contexto norte-americano, a pesquisa se concentrou na revisão bibliográfica de um conjunto de artigos publicados neste período sobre o tema que, à luz da defesa da Emenda da Igualdade dos Direitos, apresentaram distintos questionamentos à inequidade entre os sexos na perda do sobrenome. O exame explorou a correlação entre a primeira e segunda onda do feminismo em ambos os contextos, destacando as diferentes tentativas de disrupção e manutenção da norma, instigadas por concepções antagônicas sobre mulher, família e identidade. A abordagem histórica foi complementada pela exploração das potencialidades reflexivas sobre as diferenças e desigualdades entre os sexos a partir dos estudos de gêneroThe wife\'s use of the husband\'s surname in marriage is a social custom that was transformed into a legal requirement through its standardization and incorporation both into brazilian legislation and legal systems, based on Civil Law, and american systems, grounded in the Common Law. Considering this social practice as the object of study, the research aimed to investigate the processes and narratives of contestations and defenses regarding the mandatory nature of surname changes imposed on women, which culminated in the abolition of its compulsory character that occurred between 1970 and 1979, a crucial period of change in the political and social actions of women in different contexts. The research utilized documentary sources to investigate the national context, such as press excerpts, especially from the newspaper O Estado de São Paulo, occurrences of Divorce Ordinance Actions published in Diário Oficial, and a collection of writings, articles, and books on the subject. The American context investigation focused on a bibliographic review of the topic, drawing from a body of articles published during this period which, in light of the defense of the Equal Rights Amendment, presented different challenges to the gender inequity in surname loss. The study explored the correlation between the first and second waves of feminism in both contexts, highlighting the different attempts to disrupt and maintain the norm, driven by opposing conceptions of womanhood, family, and identity. The historical approach was complemented by exploring the reflective potential on gender differences and inequalities through gender studiesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Maria Aparecida de AquinoKozesinski, Christiane2024-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-18032025-100300/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-18T16:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-18032025-100300Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-18T16:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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