Análise da concentração de células dendríticas, linfócitos T reguladores e mastócitos em lesões periapicais crônicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Bergamini, Mariana Lobo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23154/tde-07082019-093645/
Resumo: As lesões periapicais crônicas estão entre as mais frequentes do complexo maxilofacial, porém o perfil inflamatório dessas lesões é pouco compreendido, tanto do ponto de vista da caracterização celular como da expressão de citocinas. Cistos e granulomas periapicais compõem dois terços dessas lesões inflamatórias em região de mandíbula, onde são mais frequentes. O presente estudo propôs-se a estudar e avaliar a expressão imuno-histoquímica de CD1a+ (marcador de células dendríticas imaturas) e de FoxP3+ (marcador de linfócitos T reguladores) e verificar a presença de mastócitos em granulomas periapicais, cistos radiculares e residuais. Foram selecionados 73 casos, sendo 30 de granulomas periapicais, 29 de cistos radiculares e 14 de cistos residuais, dos arquivos do Serviço de Patologia Cirúrgica Oral e Maxilofacial do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Todos os grupos foram submetidos a análise morfológica, para classificação do infiltrado inflamatório e espessura epitelial, análise imuno-histoquímica, para detecção e contagem de células dendríticas e linfócitos T reguladores e coloração com azul de toluidina para contagem de mastócitos nas lesões periapicais crônicas. A análise morfológica revelou que a presença de infiltrado inflamatório grau I foi mais comum nos cistos periapicais. A gradação II e III foi mais comumente encontrada em cistos radiculares e granulomas periapicais. A avaliação da espessura epitelial mostrou que os epitélios atrófico e hipertrófico se apresentaram majoritariamente em cistos radiculares. Não houve diferenças estatisticamente significantes em relação ao infiltrado inflamatório e espessura epitelial nas lesões periapicais crônicas estudadas (p>0,05). A avaliação da contagem do número de células dendríticas (CD1a+) apresentou um valor médio maior em cistos radiculares (8,16 células/0,2mm2) (p<0,001) e o número médio de linfócitos T reguladores (FoxP3+) também foi maior em cistos radiculares (5,910 células/0,2mm2) (p<0,05). Na avaliação do número de mastócitos, os cistos radiculares apresentaram maior número médio dessas células do que as outras lesões periapicais (12.68 células/0,2mm2) (p<0,001). A avaliação da correlação entre infiltrado inflamatório e imunomarcação mostrou que houve diferença estatisticamente significante na correlação entre infiltrado inflamatório e células CD1a+ em granulomas periapicais (p<0,001). A medida que a gradação do infiltrado inflamatório aumentou, o número células CD1a+ diminuiu. E a correlação entre espessura epitelial e imunomarcação das células mostrou que a presença de epitélio hipertrófico em cistos radiculares apresentou maior densidade de células CD1a+. Não houve correlação estatisticamente significante da presença de linfócitos Treg e a gradação do infiltrado inflamatório nem da espessura epitelial. Todos esses resultados foram estatisticamente significativos (p<0,05). A concentração de células dendríticas imaturas e linfócitos T reguladores desempenham um papel importante no controle do microambiente inflamatório nos granulomas periapicais e cistos radiculares, respectivamente. A presença de mastócitos nos cistos radiculares pode estar associada à progressão, expansão da lesão e reabsorção óssea.
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O presente estudo propôs-se a estudar e avaliar a expressão imuno-histoquímica de CD1a+ (marcador de células dendríticas imaturas) e de FoxP3+ (marcador de linfócitos T reguladores) e verificar a presença de mastócitos em granulomas periapicais, cistos radiculares e residuais. Foram selecionados 73 casos, sendo 30 de granulomas periapicais, 29 de cistos radiculares e 14 de cistos residuais, dos arquivos do Serviço de Patologia Cirúrgica Oral e Maxilofacial do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Todos os grupos foram submetidos a análise morfológica, para classificação do infiltrado inflamatório e espessura epitelial, análise imuno-histoquímica, para detecção e contagem de células dendríticas e linfócitos T reguladores e coloração com azul de toluidina para contagem de mastócitos nas lesões periapicais crônicas. A análise morfológica revelou que a presença de infiltrado inflamatório grau I foi mais comum nos cistos periapicais. A gradação II e III foi mais comumente encontrada em cistos radiculares e granulomas periapicais. A avaliação da espessura epitelial mostrou que os epitélios atrófico e hipertrófico se apresentaram majoritariamente em cistos radiculares. Não houve diferenças estatisticamente significantes em relação ao infiltrado inflamatório e espessura epitelial nas lesões periapicais crônicas estudadas (p>0,05). A avaliação da contagem do número de células dendríticas (CD1a+) apresentou um valor médio maior em cistos radiculares (8,16 células/0,2mm2) (p<0,001) e o número médio de linfócitos T reguladores (FoxP3+) também foi maior em cistos radiculares (5,910 células/0,2mm2) (p<0,05). Na avaliação do número de mastócitos, os cistos radiculares apresentaram maior número médio dessas células do que as outras lesões periapicais (12.68 células/0,2mm2) (p<0,001). A avaliação da correlação entre infiltrado inflamatório e imunomarcação mostrou que houve diferença estatisticamente significante na correlação entre infiltrado inflamatório e células CD1a+ em granulomas periapicais (p<0,001). A medida que a gradação do infiltrado inflamatório aumentou, o número células CD1a+ diminuiu. E a correlação entre espessura epitelial e imunomarcação das células mostrou que a presença de epitélio hipertrófico em cistos radiculares apresentou maior densidade de células CD1a+. Não houve correlação estatisticamente significante da presença de linfócitos Treg e a gradação do infiltrado inflamatório nem da espessura epitelial. Todos esses resultados foram estatisticamente significativos (p<0,05). A concentração de células dendríticas imaturas e linfócitos T reguladores desempenham um papel importante no controle do microambiente inflamatório nos granulomas periapicais e cistos radiculares, respectivamente. A presença de mastócitos nos cistos radiculares pode estar associada à progressão, expansão da lesão e reabsorção óssea.Chronic apical periodontitis are among the most frequent in the maxillofacial complex, but their inflammatory profile is poorly understood regarding both cell characterisation and cytokine expression. Cysts and periapical granulomas account for two-thirds of these inflammatory lesions in the mandibular region, where they are more frequent. The present study is aimed at investigating and assessing the immunohistochemical expressions of CD1a+ (marker for immature dendritic cells) and FoxP3+ (maker for T regulatory lymphocytes), as well as at verifying the presence of mastocytes in periapical granulomas and radicular and residual cysts. Seventy three cases (30 of periapical granulomas, 29 of radicular cysts and 14 of residual cysts) were selected from the Oral and Maxillofacial Pathology Unit of the Department of Stomatology, School of Dentistry, University of São Paulo. All groups were submitted to morphological analysis for classification of inflammatory infiltrate and epithelial thickness and to immunohistochemical analysis for detection and counting of dendritic cells and T regulatory lymphocytes. Toluidine blue staining was used for counting mastocytes in the chronic periapical lesions. Morphological analysis revealed that grade I inflammatory infiltrate was the most common in periapical cysts. Grading II and III were more frequently found in radicular cysts and granulomas. Evaluation of epithelial thickness showed that atrophic and hypertrophic epithelia are mostly found in radicular cysts. There were no statistically significant differences in the chronic apical periodontitis regarding inflammatory infiltrate and epithelial thickness (P > 0.05). The mean numbers of dendritic cells (CD1a+) and T regulatory lymphocytes (FoxP3+) were higher than that of radicular cysts, respectively, 8.16 cells/0.2 mm2 (P < 0.001) and 5.910 cells/0.2 mm2) (P < 0.05). As for the mastocytes, the radicular cysts had a higher mean number than that of other periapical lesions (12.68 cells/0.02 mm2) (P < 0.001). Assessment of the correlation between inflammatory infiltrate and immunomarkers showed a statistically significant difference regarding CD1a+ cells in periapical granulomas (P < 0.001). As the inflammatory infiltrate grading increased, the number of CD1a+ cells decreased. The correlation between epithelial thickness and cell immunomarkers showed that the presence of hypertrophic epithelium in radicular cysts presented a higher density of CD1a+ cells. There was no statistically significant correlation of the presence of T regulatory lymphocytes with inflammatory infiltrate grading or epithelial thickness. All these results were statistically significant (P < 0.05). The concentration of immature dendritic cells and T regulatory lymphocytes plays an important role in the control of the inflammatory micro-environment in periapical granulomas and radicular cysts, respectively. The presence of mastocytes in radicular cysts may be associated to progression and expansion of the lesion as well as to bone resorption.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Paulo Henrique Braz daBergamini, Mariana Lobo2019-05-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23154/tde-07082019-093645/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-11-08T21:00:06Zoai:teses.usp.br:tde-07082019-093645Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-11-08T21:00:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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