Modelagem numérica da dinâmica do manto e sua interação com quilhas cratônicas da litosfera continental
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14132/tde-06122024-123442/ |
Resumo: | Diferentes modelos de espessura da litosfera baseados em tomografia sísmica indicam que variações laterais da espessura litosférica podem ser abruptas, especialmente ao longo das bordas dos crátons, onde a espessura pode variar mais de 100 km ao redor dos limites da quilha cratônica. Essas variações laterais podem afetar o fluxo do manto astenosférico durante o movimento das placas litosféricas, o que pode eventualmente impactar o campo de esforços no interior do manto e da crosta e afetar a evolução topográfica das margens continentais. A quantificação correta da interação geodinâmica entre a astenosfera e as quilhas cratônicas envolve processos de escoamento não-lineares e cenários com configuração geométrica complexa. Por essa razão, o uso de códigos numéricos é uma abordagem natural para estudar esses problemas geodinâmicos. No presente trabalho, modelos numéricos termo-mecânicos foram usados com reologia realista para a crosta e o manto para avaliar como o fluxo astenosférico sob quilhas cratônicas afetou a topografia e o campo de esforços no interior da placa litosférica. Foram testados diferentes valores de espessura para a quilha cratônica e a velocidade relativa entre a litosfera e a base do manto superior. Foi possível observar que o fluxo horizontal da astenosfera sob a quilha cratônica induz esforços distensivos na crosta quando o fluxo astenosférico ocorre da litosfera mais fina em direção ao cráton, definido aqui como proa cratônica\'\'. Por outro lado, esforços compressivos na crosta são observados na região onde o fluxo astenosférico ocorre do cráton em direção à litosfera mais fina, uma porção definida aqui como popa cratônica\'\'. A magnitude dos esforços aumenta com maiores velocidades e uma quilha cratônica mais espessa, alcançando uma magnitude de +-8 - 10 MPa na crosta cratônica nos cenários com uma quilha cratônica com 200 km de espessura. O fluxo astenosférico sob a quilha cratônica induz convecção de borda (do inglês edge-driven convection) com maior vigor adjacente à popa cratônica, onde são observadas perturbações topográficas, especialmente em cenários com quilha cratônica espessa, resultando em topografia dinâmica negativa de centenas de metros. Propomos que esse mecanismo de subsidência dinâmica pode explicar parte da topografia residual negativa observada ao longo da margem sul da Austrália, induzida pelo rápido movimento para o norte (7,4 cm/ano) da placa combinado com a presença de uma quilha litosférica espessa no continente. Adicionalmente, a inclinação continental norte-sul observada na Austrália durante o Mioceno pode ser parcialmente explicada como a desaceleração da placa e a consequente redução da amplitude da topografia dinâmica no continente e nas regiões marginais durante os últimos 30 milhões de anos. |
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Modelagem numérica da dinâmica do manto e sua interação com quilhas cratônicas da litosfera continentalNumerical modeling of mantle dynamics and its interaction with cratonic keels of the continental lithosphereConvecção do mantoCratonic keelsEsforços intraplacasIntraplate stressMantle convectionModelagem numéricaNumerical modelingQuilhas cratônicasDiferentes modelos de espessura da litosfera baseados em tomografia sísmica indicam que variações laterais da espessura litosférica podem ser abruptas, especialmente ao longo das bordas dos crátons, onde a espessura pode variar mais de 100 km ao redor dos limites da quilha cratônica. Essas variações laterais podem afetar o fluxo do manto astenosférico durante o movimento das placas litosféricas, o que pode eventualmente impactar o campo de esforços no interior do manto e da crosta e afetar a evolução topográfica das margens continentais. A quantificação correta da interação geodinâmica entre a astenosfera e as quilhas cratônicas envolve processos de escoamento não-lineares e cenários com configuração geométrica complexa. Por essa razão, o uso de códigos numéricos é uma abordagem natural para estudar esses problemas geodinâmicos. No presente trabalho, modelos numéricos termo-mecânicos foram usados com reologia realista para a crosta e o manto para avaliar como o fluxo astenosférico sob quilhas cratônicas afetou a topografia e o campo de esforços no interior da placa litosférica. Foram testados diferentes valores de espessura para a quilha cratônica e a velocidade relativa entre a litosfera e a base do manto superior. Foi possível observar que o fluxo horizontal da astenosfera sob a quilha cratônica induz esforços distensivos na crosta quando o fluxo astenosférico ocorre da litosfera mais fina em direção ao cráton, definido aqui como proa cratônica\'\'. Por outro lado, esforços compressivos na crosta são observados na região onde o fluxo astenosférico ocorre do cráton em direção à litosfera mais fina, uma porção definida aqui como popa cratônica\'\'. A magnitude dos esforços aumenta com maiores velocidades e uma quilha cratônica mais espessa, alcançando uma magnitude de +-8 - 10 MPa na crosta cratônica nos cenários com uma quilha cratônica com 200 km de espessura. O fluxo astenosférico sob a quilha cratônica induz convecção de borda (do inglês edge-driven convection) com maior vigor adjacente à popa cratônica, onde são observadas perturbações topográficas, especialmente em cenários com quilha cratônica espessa, resultando em topografia dinâmica negativa de centenas de metros. Propomos que esse mecanismo de subsidência dinâmica pode explicar parte da topografia residual negativa observada ao longo da margem sul da Austrália, induzida pelo rápido movimento para o norte (7,4 cm/ano) da placa combinado com a presença de uma quilha litosférica espessa no continente. Adicionalmente, a inclinação continental norte-sul observada na Austrália durante o Mioceno pode ser parcialmente explicada como a desaceleração da placa e a consequente redução da amplitude da topografia dinâmica no continente e nas regiões marginais durante os últimos 30 milhões de anos.Different lithosphere thickness models based on seismic tomography indicate that lateral variations of lithospheric thickness can be abrupt, especially along the borders of cratons, where the thickness can vary more than 100 km around the limits of the cratonic keel. These lateral variations can affect the flow of the asthenospheric mantle during the movement of the lithospheric plates which can eventually impact the stress field in the interior of the mantle and crust and affect the topographic evolution of continental margins. The correct quantification of the geodynamic interaction between asthenosphere and cratonic keels involves non-linear flow and scenarios with complex geometric configurations. For this reason, the use of numerical codes is a natural approach to study these geodynamic problems. In the present work, thermo-mechanical numerical models were used with realistic rheology for the crust and mantle to assess how the asthenospheric flow under cratonic keels affected the topography and intraplate stress field. Different thickness values for the cratonic keel and the relative speed between the lithosphere and the base of the upper mantle were tested. It was possible to observe that the horizontal flow of the asthenosphere under the cratonic keel induces extensional stresses in the crust when the asthenospheric flow occurs from the thinner lithosphere towards the craton, defined here as the cratonic bow\'\'. On the other hand, compressional stresses in the crust are observed in the region where the asthenospheric flow occurs from the craton towards the thinner lithosphere, a portion defined here as the ``cratonic stern\'\'. The magnitude of the stresses increases with higher speeds and a thicker cratonic keel, reaching a magnitude of +-8 - 10 MPa in the cratonic crust in the scenarios with a cratonic keel with 200 km in thickness. The asthenospheric flow under the cratonic keel induces edge-driven convection with larger vigor adjacent to the cratonic stern, where topographic perturbations are observed especially in scenarios with thick cratonic keel, resulting in negative dynamic topography of hundreds of meters. I propose that this mechanism of dynamic subsidence can explain part of the negative residual topography observed along the southern Australian margin, induced by the fast (7.4$ cm/year) northward movement of the plate combined with the presence of a thick lithospheric keel in the continent. Furthermore, the north-south continental tilt observed in Australia during the Miocene can be partially explained as the slowdown of the plate and consequent reduction of the dynamic topography amplitude in the continent and marginal regions during the last 30 Myr.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSacek, VictorSantos, Edgar Bueno dos2024-10-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14132/tde-06122024-123442/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-17T14:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-06122024-123442Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-17T14:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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