Estudo morfológico da mucosa intestinal de ratos submetidos a carência experimental de zinco
| Ano de defesa: | 1982 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-07012026-180238/ |
Resumo: | A carência de zinco na espécie humana foi relatada primeiramente por Wende (1902) recebendo posteriormente a denominação de acrodermatite enteropática. Ela é uma doença hereditária do tipo autossômica recesiva que ocorre em todas as partes do mundo independendo de raça ou sexo. O início da doença ocorre na infância antes dos dezoito meses, com os sintomas iniciais geralmente coincidindo com o desmame. A partir dos achados de Moinahan (1974) esclareceu-se o papel do zinco na patogenia da doença. A importância deste metal está na participação em muitos sistemas enzimáticos vitais, relacionando-se principalmente com o metabolismo dos ácidos nucleicos e síntese de proteínas. Com o objetivo de estudar a repercussão da carência deste elemento sobre a mucosa do intestino delgado de ratos, utilizamos setenta e cinco (75), ratos Wistar, sendo trinta e cinco (35) do grupo controle e quarenta e cinco (45) do grupo deficiente. Os resultados mostraram que: 1. Os animais do grupo B apresentaram menor ganho ponderal do que os do grupo A. 2. A análise do zinco plasmático mostrou uma diminuição estatísticamente significante no grupo B quando comparada com o grupo A. 3. O resultado da análise de proteínas totais não apresentou diferenças significativas entre os dois grupos. 4. O estudo morfométrico do jejuno e íleo mostrou uma diminuição na espessura total do intestino, no comprimento da vilosidade, na epessura da mucosa e profundidade da cripta nos animais do grupo B que mostrou-se altamente significativa quando comparada com o grupo A. 5. O número de enterócitos e linfócitos da vilosidade do jejuno proximal e íleo distal do grupo B mostraram uma diminuição significativa quando comparados com os do grupo A. 6. O número de células caliciformes na vilosidade do jejuno proximal e íleo distal não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. 7. Na cripta o grupo B apresentou uma diminuição significativa no número de células em mitose, células caliciformes e células da cripta quando comparadas com o grupo A. 8. A altura do enterócito não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. 9. Os índices mitóticos na criptas jejunais e ileais dos animais do grupo B foram estatisticamente menores que os do grupo A. 10. As células de Paneth apresentaram-se em maior número no íleo do que no jejuno e não ocorreram diferenças significantes entre os dois grupo. 11. Os índices de células caliciformes no grupo A foram significativamente menores que no grupo B. Concluindo, os achados do presente estudo sugerem que a deficiência de zinco provoca uma atrofia global na parede do intestino delgado, levando a uma diminuição no número de células epiteliais do intestino delgado mais acentuada sobre os linfócitos não alterando a morfologia do enterócito. Além disso poder-se-ia dizer que a carência deste elemento altera a mecanismo de replicação celular. |
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Estudo morfológico da mucosa intestinal de ratos submetidos a carência experimental de zincoNão informado.Não informado.Não informado.A carência de zinco na espécie humana foi relatada primeiramente por Wende (1902) recebendo posteriormente a denominação de acrodermatite enteropática. Ela é uma doença hereditária do tipo autossômica recesiva que ocorre em todas as partes do mundo independendo de raça ou sexo. O início da doença ocorre na infância antes dos dezoito meses, com os sintomas iniciais geralmente coincidindo com o desmame. A partir dos achados de Moinahan (1974) esclareceu-se o papel do zinco na patogenia da doença. A importância deste metal está na participação em muitos sistemas enzimáticos vitais, relacionando-se principalmente com o metabolismo dos ácidos nucleicos e síntese de proteínas. Com o objetivo de estudar a repercussão da carência deste elemento sobre a mucosa do intestino delgado de ratos, utilizamos setenta e cinco (75), ratos Wistar, sendo trinta e cinco (35) do grupo controle e quarenta e cinco (45) do grupo deficiente. Os resultados mostraram que: 1. Os animais do grupo B apresentaram menor ganho ponderal do que os do grupo A. 2. A análise do zinco plasmático mostrou uma diminuição estatísticamente significante no grupo B quando comparada com o grupo A. 3. O resultado da análise de proteínas totais não apresentou diferenças significativas entre os dois grupos. 4. O estudo morfométrico do jejuno e íleo mostrou uma diminuição na espessura total do intestino, no comprimento da vilosidade, na epessura da mucosa e profundidade da cripta nos animais do grupo B que mostrou-se altamente significativa quando comparada com o grupo A. 5. O número de enterócitos e linfócitos da vilosidade do jejuno proximal e íleo distal do grupo B mostraram uma diminuição significativa quando comparados com os do grupo A. 6. O número de células caliciformes na vilosidade do jejuno proximal e íleo distal não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. 7. Na cripta o grupo B apresentou uma diminuição significativa no número de células em mitose, células caliciformes e células da cripta quando comparadas com o grupo A. 8. A altura do enterócito não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. 9. Os índices mitóticos na criptas jejunais e ileais dos animais do grupo B foram estatisticamente menores que os do grupo A. 10. As células de Paneth apresentaram-se em maior número no íleo do que no jejuno e não ocorreram diferenças significantes entre os dois grupo. 11. Os índices de células caliciformes no grupo A foram significativamente menores que no grupo B. Concluindo, os achados do presente estudo sugerem que a deficiência de zinco provoca uma atrofia global na parede do intestino delgado, levando a uma diminuição no número de células epiteliais do intestino delgado mais acentuada sobre os linfócitos não alterando a morfologia do enterócito. Além disso poder-se-ia dizer que a carência deste elemento altera a mecanismo de replicação celular.The deficiency of zinc in human species was first described by Wende (1902) and later on wos called Acrodermatitis Enteropathica. It is a inherited disease, autossomic and recessive, manifestations occurring all over the world independently of race or sex. This disease starts at childhood, before eighteen months, the first symptons ocorring at the time of weaning. Since the findings of Moinahan (1974) the role of zinc in the pathogenesis of the disease was established. This oligoelement important because of its role in several vital enzyrnatic systems, and it is mainly related to the metabolism of nucleic acids and protein synthesis. We used seventy-five (75) Wistar male rats, belonging thirty five (35) to the control group and forty five (45) to the deficient group, with the aim of studying the effects of the deficiency of this element over the small intestine mucosa. The results showed: 1. Animals from B group presented a smaller weight gain than A group. 2. Analysis of plasmatic zinc shows a statistically significant decrease in group B when compared with A group. 3. The result of total protein analysis did not show significant differences between the two groups. 4. The morphometric study of the jejunum and ileum presented a hiliby significant decrease in the total tickenss of the intestine, in the length of the vilosity, in the tickness of the mucosa and in the depth of the crypt in animals of B group when compared with A group. 5. The enterocyte and lymphocyte number of the vilosity in proximal jejunum and distal ileum in B group showed a significant decrease when compared with A group. 6. The number of caliciform cells in the vilosity of the proximal jejunum and distal ileum did not show difference between the two groups. 7. In the crypt, group B presented a significant decrease in number of cells indivision, caliciform cells and crypt cells when compared with A group. 8. The height of interocyte did not show significant difference between the 2 groups. 9. Mitolic indexes in jejunal and ileal crypts of B group animals are statistically smaller than A group. 10. There were more Paneth cells in the ileum than in the jejunum and there were not significant differences between the 2 groups. 11. The number of caliciforms cells were significantly decresead, as compared to group B. Concluding, the findings in this study suggest that zinc deficiency causes global atrophy in the small intestine wall, causing a decrease in the number of epithelial cells in the small intestine, more accentuased on lymphocytes, withont alteratin in themorphology of the enterocyte. Besides that one could say that the lack of this element alters meeaniseu cell replication.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCollares, Edgard FerroAmorim, Claudio Sergio Carvalho de1982-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-07012026-180238/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-07T20:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-07012026-180238Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-07T20:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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