Estudo das interações entre o azul de metileno e partículas de argilas com diferentes capacidades de troca iônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Spaziani, Eliana Cristina Fonseca
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
dye
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-12082025-095539/
Resumo: Neste trabalho, foi realizado um estudo da interação do corante azul de metileno com partículas de RCMs em suspensão. As RCMs (Reduced Charge Montmorillonites) são argilas modificadas pelo método de HofmannKlemen, visando à redução de cargas superficiais. Esse método consiste em saturar a argila com Li+ e aquecê-la durante 24 horas em diferentes temperaturas, geralmente entre 100 e 200 °C. Após o aquecimento, os cátions Li+ passam a fazer parte da estrutura da argila, neutralizando cargas negativas. Quanto maior a temperatura de aquecimento, maior o número de cargas neutralizadas. Foram realizadas medidas espectrofotométricas na região do visível, desde o instante em que o corante foi adicionado à suspensão de argila até 40 dias após. Pela análise dos resultados, foi possível observar mudanças nas propriedades da argila relacionadas com a temperatura de aquecimento. O aquecimento em temperaturas entre 100 e 140 °C resultou em RCMs com melhores propriedades de dispersão e com regiões internas mais disponíveis para a intercalação do corante. O corante, após adsorver nas superfícies externas das partículas de argila, migrava para as regiões interlamelares, onde sofria protonação. Por outro lado, o aquecimento em temperaturas entre 160 e 200 °C resultou em RCMs com graus de dispersão menores em comparação com aquelas aquecidas na outra faixa de temperaturas. Como consequência do maior tamanho das partículas em suspensão, a adsorção do corante ocorreu mais lentamente e, nos instantes iniciais, detectou-se a presença do corante na fase aquosa. As regiões interlamelares tornaram-se progressivamente inacessíveis às moléculas de corante, observando-se intensa floculação das partículas de argila à medida que o corante era adsorvido. Os resultados obtidos neste trabalho são semelhantes aos reportados na literatura por outros autores, porém com diferentes interpretações para os processos envolvidos nas interações coranteargila.
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