"Cuidando de quem cuida - notas cartográficas de uma intervenção institucional na montagem de uma equipe de saúde como engenhoca-mutante para produção de vida"

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Fortuna, Cinira Magali
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Resumo: Esta é uma pesquisa cartográfica que conta a análise e intervenção institucional produzidas com trabalhadores de saúde de uma Unidade Básica do município de Ribeirão Preto que também dispõe de trabalhadores do Programa de Saúde da Família. Propõe-se a delimitar as linhas em produção molares, moleculares e de fuga, os “marcos" acerca do trabalho produzido na Unidade e também da produção da equipe de saúde nesse cotidiano. O referencial teórico metodológico utilizado é o da análise institucional, especialmente da linha esquizoanalítica. O método é o da bricolagem em que diversos objetos, idéias, fragmentos de texto de autores de diferentes orientações teóricas são colocados lado a lado sem a pretensão da permanência ou da totalidade. A intervenção teve por norte a produção da auto-análise e da auto-gestão. Realizamos encontros grupais semanalmente, ora no período da manhã, ora à tarde, para facilitar a participação voluntária dos trabalhadores. Os encontros grupais foram gravados, transcritos e analisados. A equipe é definida como máquina a ser construída desmontando referências da totalização e da equipe grande-família, raspando superfícies de registro e controle. Na equipe é necessário que ocorram distintas articulações de saberes e fazeres para a produção de cuidados diferenciados para os usuários e para as famílias, uma vez que suas necessidades são diferentes. Daí a terminologia engenhoca mutante: uma permanente produção e que pode ser agenciada pela supervisão externa. Construímos três territórios de análise: Agenda, Paranóia e Aprenderes. Em cada território buscamos demarcações, ares, levezas, pesares, afetos... Agenda traz o modo como os trabalhadores se relacionam entre si e com a população para incluir ou excluir os usuários do serviço. O imprevisto próprio do trabalho em saúde faz os trabalhadores procurarem as certezas, as lógicas instituídas como o número de vaga por trabalhador médico, e resulta em diversos contornos e delineamentos no trabalho. Paranóia desenha as relações dos trabalhadores, traz momentos de resistência à mudança e de crise da equipe. Aprenderes conflui as possibilidades de transversalizar a equipe pelo seu encontro com o trabalhador agente comunitário de saúde, alguns aprendizados da própria equipe sobre si mesma, sobre o trabalho e ainda aprendizagens da equipe de análise e intervenção.
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O método é o da bricolagem em que diversos objetos, idéias, fragmentos de texto de autores de diferentes orientações teóricas são colocados lado a lado sem a pretensão da permanência ou da totalidade. A intervenção teve por norte a produção da auto-análise e da auto-gestão. Realizamos encontros grupais semanalmente, ora no período da manhã, ora à tarde, para facilitar a participação voluntária dos trabalhadores. Os encontros grupais foram gravados, transcritos e analisados. A equipe é definida como máquina a ser construída desmontando referências da totalização e da equipe grande-família, raspando superfícies de registro e controle. Na equipe é necessário que ocorram distintas articulações de saberes e fazeres para a produção de cuidados diferenciados para os usuários e para as famílias, uma vez que suas necessidades são diferentes. Daí a terminologia engenhoca mutante: uma permanente produção e que pode ser agenciada pela supervisão externa. Construímos três territórios de análise: Agenda, Paranóia e Aprenderes. Em cada território buscamos demarcações, ares, levezas, pesares, afetos... Agenda traz o modo como os trabalhadores se relacionam entre si e com a população para incluir ou excluir os usuários do serviço. O imprevisto próprio do trabalho em saúde faz os trabalhadores procurarem as certezas, as lógicas instituídas como o número de vaga por trabalhador médico, e resulta em diversos contornos e delineamentos no trabalho. Paranóia desenha as relações dos trabalhadores, traz momentos de resistência à mudança e de crise da equipe. Aprenderes conflui as possibilidades de transversalizar a equipe pelo seu encontro com o trabalhador agente comunitário de saúde, alguns aprendizados da própria equipe sobre si mesma, sobre o trabalho e ainda aprendizagens da equipe de análise e intervenção.This is a cartographic research presenting institutional analysis and intervention produced with health professionals at a Basic Health Care Unit in the city of Ribeirão Preto, where there also are Family Health Care Program professionals. It is an invitation for taking the reader to a different future, multiplying senses, searching for "line" and "between-the-line" meaning. It attempts to outline molar, molecular, and escape production, "landmarks" surrounding the work produced within the unit and health care team production as to such routine. The methodological theoretical reference used is based on institutionalist writers, especially the schizoanalytical line. The method is bricolage, where a number of objects, ideas, text passages from writers with different theoretical guidance are placed together with no permanence or totality purpose: it is a performance with rhythm, color, and intensity produced upon researching/intervening. The analysis/intervention aims at producing self-analysis and self-management, professionals analyzing their work and lives, creating their own processes, and building their own responses. The analysis/intervention started as professionals asked for help with their relationships as they were not "getting along well" since the Family Health Care team arrived at the Unit. We has weekly team meetings, mornings and afternoons, in order to facilitate professional volunteer participation. Team meetings were recorded, transcribed, and analyzed. Team work is defined as a machine to be mounted unmounting totalization and large-team-family references, scraping record and control surfaces. The team is a mixture that does not blend, complete inclusion of difference, a net of institutions defines, according to Baremblitt (1994), as a set of said and unsaid rules and regulations that regulate people behavior. The thesis we advocate is that the team needs to be built as a changing device where know`s and do`s articulation takes place for different care production for users and families as they have different needs. The changing device term: a permanent production that may be managed through external supervision - taking care of who cares. We have built three analysis territories: Agenda, Paranoia, and Learning. We search for boundaries, atmospheres, lightness, pain, affection for each territory... Agenda brings the way professional relationships are among themselves and the population for including or excluding users to/from service. Health work unexpectation make professionals look for certainties, logic in the number of positions for medical professional, and it also provides several work outlines and standards. Paranoia outlines professional relationship, provides resistance to modification, and team crises. Learning brings team transversal possibilities through meeting health care community agents, team learning about itself, the work, and the analysis/intervention team.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMishima, Silvana MartinsFortuna, Cinira Magali2003-12-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-31032005-114033/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-04-16T20:48:23Zoai:teses.usp.br:tde-31032005-114033Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.platendimento@abcd.usp.bropendoar:27212024-08-30T22:54:59.733716Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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