Análise do efeito da epigalocatequina-3-galato na virulência, crescimento inicial e maturação do biofilme de Streptococcus mutans rico em matriz extracelular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Aragão, Maria Gerusa Brito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-101011/
Resumo: O chá-verde é rico em compostos biologicamente ativos, como a epigallocatequina-3-galato (EGCG), que possui efeito antimicrobiano contra Streptococcus mutans, bactéria associada ao desenvolvimento de lesões cariosas destrutivas. S. mutans é um avido formador de biofilme e, na presença de sacarose, sintetiza polissacarídeos insolúveis, que compõem a matriz extracelular do biofilme e são altamente virulentos. Já foi demonstrado que EGCG reduz a viabilidade, acidogenicidade e síntese de polissacarídeos de culturas planctônicas de S. mutans. Todavia, esses efeitos ainda precisam ser investigados utilizando modelos de biofilme cariogênico. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da EGCG na virulência, crescimento inicial e maturação do biofilme de S. mutans utilizando um modelo de alto desafio cariogenico. Na primeira etapa, avaliou-se os efeitos da EGCG na virulência do biofilme de S. mutans, que foi cultivado em regime de constante exposição a sacarose e exposto a NaCl 0,9% (controle negativo), EGCG 4 mg/ml, ou clorexidina 0,12% (controle positivo). O meio de cultura era trocado 2 vezes ao dia, quando também era avaliado seu pH. Após 67 h, o biofilme foi coletado para análise da viabilidade bacteriana e quantificação de polissacarídeos. Foi realizada análise morfológica e 3D do biofilme através de microscopias eletrônica de varredura e confocal a laser. Na segunda etapa, foi avaliado o efeito da EGCG carregada em nanopartículas de quitosana sobre biofilme de S. mutans utilizando o delineamento experimental da etapa 1. O biofilme foi tratado com NaCl 0.9%, nanopartículas de quitosana carregadas com EGCG 4 mg/ml, nanopartículas de quitosana, ou clorexidina 0,12%. Na terceira etapa, foi realizada a análise dos efeitos da EGCG no crescimento inicial e maturação do biofilme. Discos de hidroxiapatita foram pré-tratados com NaCl 0,9%, EGCG 4 mg/ml, ou clorexidina 0,12%, depois inoculados com S. mutans e cultivados por 24 ou 48 h. Após 24 e 46 h, o biofilme foi avaliado por microscopia confocal a laser, tendo sido avaliados os efeitos na arquitetura 3D do biofilme, bem como realizada quantificação do volume bacteriano e de matriz extracelular e medida a espessura da biomassa utilizando os softwares IMARIS® e COMSTAT, respectivamente. Os dados foram avaliados por análise de variância (ANOVA) seguido de teste post hoc de Tukey (α=5%). Os resultados demonstraram que, na etapa 1, o tratamento com EGCG reduziu significativamente a síntese de polissacarídeos extracelulares solúveis e insolúveis, alterando a organização 3D do biofilme, resultando na formação de microcolônias espaçadas e de menor espessura. Não foram observados efeitos significativos na acidogenigenicidade do biofilme ou na viabilidade bacteriana. Para a etapa 2, observou-se que as nanopartículas de quitosana carregadas com EGCG desorganizaram a matriz do biofilme sem afetar a viabilidade bacteriana. Por fim, demonstrou-se, na etapa 3, que tratamento com EGCG, no protocolo de 24 h, levou a redução da biomassa do biofilme. No protocolo de 46 h, o biofilme tratado com EGCG desenvolveu-se com aspecto semelhante ao do biofilme tratado com NaCl após 24 horas de crescimento. Não foi observada redução no volume de bactérias no biofilme, mas foi observada importante alteração de sua estrutura 3D devido à redução significante do volume e espessura da matriz extracelular. Dessa forma, conclui-se que o tratamento tópico com EGCG reduz a virulência do biofilme de S. mutans através da redução da síntese de polissacarídeos extracelulares, o que altera o crescimento inicial do biofilme e atrasa a sua maturação.
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Já foi demonstrado que EGCG reduz a viabilidade, acidogenicidade e síntese de polissacarídeos de culturas planctônicas de S. mutans. Todavia, esses efeitos ainda precisam ser investigados utilizando modelos de biofilme cariogênico. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da EGCG na virulência, crescimento inicial e maturação do biofilme de S. mutans utilizando um modelo de alto desafio cariogenico. Na primeira etapa, avaliou-se os efeitos da EGCG na virulência do biofilme de S. mutans, que foi cultivado em regime de constante exposição a sacarose e exposto a NaCl 0,9% (controle negativo), EGCG 4 mg/ml, ou clorexidina 0,12% (controle positivo). O meio de cultura era trocado 2 vezes ao dia, quando também era avaliado seu pH. Após 67 h, o biofilme foi coletado para análise da viabilidade bacteriana e quantificação de polissacarídeos. Foi realizada análise morfológica e 3D do biofilme através de microscopias eletrônica de varredura e confocal a laser. Na segunda etapa, foi avaliado o efeito da EGCG carregada em nanopartículas de quitosana sobre biofilme de S. mutans utilizando o delineamento experimental da etapa 1. O biofilme foi tratado com NaCl 0.9%, nanopartículas de quitosana carregadas com EGCG 4 mg/ml, nanopartículas de quitosana, ou clorexidina 0,12%. Na terceira etapa, foi realizada a análise dos efeitos da EGCG no crescimento inicial e maturação do biofilme. Discos de hidroxiapatita foram pré-tratados com NaCl 0,9%, EGCG 4 mg/ml, ou clorexidina 0,12%, depois inoculados com S. mutans e cultivados por 24 ou 48 h. Após 24 e 46 h, o biofilme foi avaliado por microscopia confocal a laser, tendo sido avaliados os efeitos na arquitetura 3D do biofilme, bem como realizada quantificação do volume bacteriano e de matriz extracelular e medida a espessura da biomassa utilizando os softwares IMARIS® e COMSTAT, respectivamente. Os dados foram avaliados por análise de variância (ANOVA) seguido de teste post hoc de Tukey (α=5%). Os resultados demonstraram que, na etapa 1, o tratamento com EGCG reduziu significativamente a síntese de polissacarídeos extracelulares solúveis e insolúveis, alterando a organização 3D do biofilme, resultando na formação de microcolônias espaçadas e de menor espessura. Não foram observados efeitos significativos na acidogenigenicidade do biofilme ou na viabilidade bacteriana. Para a etapa 2, observou-se que as nanopartículas de quitosana carregadas com EGCG desorganizaram a matriz do biofilme sem afetar a viabilidade bacteriana. Por fim, demonstrou-se, na etapa 3, que tratamento com EGCG, no protocolo de 24 h, levou a redução da biomassa do biofilme. No protocolo de 46 h, o biofilme tratado com EGCG desenvolveu-se com aspecto semelhante ao do biofilme tratado com NaCl após 24 horas de crescimento. Não foi observada redução no volume de bactérias no biofilme, mas foi observada importante alteração de sua estrutura 3D devido à redução significante do volume e espessura da matriz extracelular. Dessa forma, conclui-se que o tratamento tópico com EGCG reduz a virulência do biofilme de S. mutans através da redução da síntese de polissacarídeos extracelulares, o que altera o crescimento inicial do biofilme e atrasa a sua maturação.Green tea is rich in biologically active compounds such as epigallocatechin-3-gallate, which presents antimicrobial effects against Streptococcus mutans, a microorganism associated with the development of destructive caries lesions. S. mutans is an avid biofilm former that, besides being acidogenic and aciduric, in the presence of sucrose, can also synthesize insoluble polysaccharides, which are the main components of the biofilm matrix and are also highly virulent. There have been reports on the effects of EGCG on microbial viability, acidogenesis, and polysaccharide synthesis of S. mutans planktonic cultures. However, the effects of EGCG on the virulence of S. mutans biofilm have yet to be fully investigated using validated cariogenic biofilm models. Thus, the objective of this study was to evaluate the effects of EGCG on the virulence, initial growth, and maturation of S. mutans biofilm using a high-challenging validated biofilm model. In the first stage of this study, we evaluated the effects of EGCG on the virulence of S. mutans biofilm, which was cultivated in a regimen of constant exposure to sucrose and exposed twice a day to a 0.9% NaCl (negative control), EGCG 4 mg/ml, or 0.12% chlorhexidine (positive control). The culture media was changed twice a day, when its pH was also evaluated. After 67 h, the biofilm was collected for analysis of bacterial viability and quantification of soluble and insoluble polysaccharides. Morphological and 3D analyses of the biofilm were also performed using scanning electron microscopy and confocal laser scanning microscopy, respectively. In the second step of this study, the effects of chitosan nanoparticles loaded with EGCG were evaluated by using the same protocol described for experimental stage 1. The biofilm was treated with 0.9% NaCl, chitosan nanoparticles loaded with EGCG, chitosan nanoparticles, or 0.12% chlorhexidine. Acidogenesis, microbial viability and effects on the biofilm morphology were evaluated. In the third stage, an analysis of the effects of EGCG on S. mutans biofilm initial growth and maturation was performed. Hydroxyapatite discs were pre-treated with 0.9% NaCl, EGCG 4 mg/ml, or 0.12% chlorhexidine, then inoculated with S. mutans and grown for 24 or 46 h. After 24 and 46 h, the biofilm was imaged using confocal laser scanning microscopy and evaluated for changes in the 3D organization of the biofilm structure and for bacterial and EPS volume and thickness by using IMARIS® and COMSTAT, respectively. The data were evaluated by analysis of variance (ANOVA) followed by post hoc Tukey Test (α=5%). The results demonstrated that, for experimental stage 1, topical with EGCG significantly reduced the synthesis of soluble and insoluble polysaccharides, altering the 3D organization of the biofilm, which resulted in the formation of interspaced microcolony-EPS complexes that presented reduced thickness. No significant effects on microbial viability and acidogenesis were observed. Comparable results were found for stage 2 experiments, demonstrating that chitosan nanoparticles loaded with EGCG dismantle the biofilm matrix without affecting microbial viability. Lastly, stage 3 experiments demonstrated that in the 24 h protocol, EGCG led to significant reduction of biofilm biomass volume and thickness. The 46-h protocol demonstrated that the biofilm treated with EGCG did not form complex EPS-microcolony complexes and presented a 3D organization that represented the one of the biofilm treated with the negative control at 24 h. No reduction of bacterial volume was observed but important effects on the 3D structure of the biofilm were seen due to the significant reduction of biofilm matrix volume and thickness. Altogether, we demonstrated that topical treatment with EGCG reduces the virulence of S. mutans biofilm by reducing the synthesis of soluble and insoluble polysaccharides, which alters the biofilm initial growth and delays the biofilm maturation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCorona, Silmara Aparecida MiloriGarbellini, Carolina Patricia AiresAragão, Maria Gerusa Brito2024-04-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-101011/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-13T20:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-06112024-101011Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-13T20:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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