Avaliação postural de crianças com deficiência visual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Pádua, Michelle de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-27012012-104543/
Resumo: As crianças com deficiência visual são privadas dos estímulos provenientes da visão, os quais fornecem experiências importantes no seu desenvolvimento motor e que resultam no desenvolvimento estrutural do corpo. Alguns estudos sugerem que a falta destes estímulos resultam em alterações na postura e mobilidade. No entanto, apesar de descritos na literatura ainda não é possível definir a postura e avaliar a mobilidade articular na população de crianças com problemas oculares, visto que as mensurações têm sido realizadas com objetivo apenas de detectar as alterações. Fato que compromete a reprodutibilidade e a repetibilidade dos métodos e impossibilita possíveis comparações entre os dados. Deste modo, é de grande necessidade a verificação das consequências da falta ou déficit da visão na postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar na tentativa de intervir precocemente e reduzir ou abrandar possíveis alterações posturais e consequentemente evitar que estas alterações perdurem ou se agravem na vida adulta. Assim, o objetivo geral deste estudo foi comparar a postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar de crianças com deficiência visual com crianças sem deficiência visual. Foram estudadas 74 crianças de ambos os sexos na faixa etária de 5 a 12 anos. Destas 34 apresentavam deficiência visual (GDV) e 40 eram crianças controle (GC). Fotos digitais da posição ortostática foram utilizadas para analisar a postura. As variáveis posturais inclinação da cabeça, postura do ombro, postura da escápula, desvio lateral da coluna, postura do joelho, postura do tornozelo no plano frontal e postura da cabeça, postura do ombro, ângulo da cifose torácica, ângulo da lordose lombar, postura da pelve, postura do joelho no plano sagital foram mensurados com auxílio do software SAPO* v. 0.63® e de marcadores previamente colocados em referências ósseas pré-determinadas. A goniometria do ombro e quadril foi realizada de forma ativa e passiva. O teste do 3º dedo ao solo foi utilizado para mensurar a flexibilidade e o Índice Chippaux Smirak foi utilizado para avaliar a impressão plantar. Os principais resultados deste estudo mostraram que as crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça (p< 0,001), inclinação no ombro (p=0,004), desvio lateral da coluna (p< 0,001), alterações na postura da escápula (p=0,012), maior cifose torácica (p=0,004) e menor lordose lombar (p<0,001). Além de maior amplitude articular de rotação medial de ombro ativo (p=0,001) e passivo (p=0,001), maior amplitude articular de rotação lateral (p<0,001) e medial (p=0,005) de quadril de forma passiva. Os grupos não apresentaram diferenças na flexibilidade (p=0,945) e impressão plantar (p= 0,446). Conclui-se que a falta ou déficit visual influencia a mobilidade e a postura, visto que crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça, maior desnivelamento dos ombros, maior desvio lateral da coluna, hipercifose torácica, menor lordose lombar e joelhos mais valgos, além de maior mobilidade de rotação medial ativa e passiva de ombros e rotação medial e lateral passiva de quadris. No entanto, a condição criança deficiente visual não altera a flexibilidade e o arco longitudinal medial
id USP_de366a6338b21b49ba1a2ef2896284a2
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-27012012-104543
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Avaliação postural de crianças com deficiência visualPostural evaluation of children with visual impairmentsArticular goniometryBaixa visãoBlindnessCegueiraChildCriançasFlexibilidade goniometriaFotogrametriaLow visionPhotogrammetryPosturaPostureRange of motionAs crianças com deficiência visual são privadas dos estímulos provenientes da visão, os quais fornecem experiências importantes no seu desenvolvimento motor e que resultam no desenvolvimento estrutural do corpo. Alguns estudos sugerem que a falta destes estímulos resultam em alterações na postura e mobilidade. No entanto, apesar de descritos na literatura ainda não é possível definir a postura e avaliar a mobilidade articular na população de crianças com problemas oculares, visto que as mensurações têm sido realizadas com objetivo apenas de detectar as alterações. Fato que compromete a reprodutibilidade e a repetibilidade dos métodos e impossibilita possíveis comparações entre os dados. Deste modo, é de grande necessidade a verificação das consequências da falta ou déficit da visão na postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar na tentativa de intervir precocemente e reduzir ou abrandar possíveis alterações posturais e consequentemente evitar que estas alterações perdurem ou se agravem na vida adulta. Assim, o objetivo geral deste estudo foi comparar a postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar de crianças com deficiência visual com crianças sem deficiência visual. Foram estudadas 74 crianças de ambos os sexos na faixa etária de 5 a 12 anos. Destas 34 apresentavam deficiência visual (GDV) e 40 eram crianças controle (GC). Fotos digitais da posição ortostática foram utilizadas para analisar a postura. As variáveis posturais inclinação da cabeça, postura do ombro, postura da escápula, desvio lateral da coluna, postura do joelho, postura do tornozelo no plano frontal e postura da cabeça, postura do ombro, ângulo da cifose torácica, ângulo da lordose lombar, postura da pelve, postura do joelho no plano sagital foram mensurados com auxílio do software SAPO* v. 0.63® e de marcadores previamente colocados em referências ósseas pré-determinadas. A goniometria do ombro e quadril foi realizada de forma ativa e passiva. O teste do 3º dedo ao solo foi utilizado para mensurar a flexibilidade e o Índice Chippaux Smirak foi utilizado para avaliar a impressão plantar. Os principais resultados deste estudo mostraram que as crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça (p< 0,001), inclinação no ombro (p=0,004), desvio lateral da coluna (p< 0,001), alterações na postura da escápula (p=0,012), maior cifose torácica (p=0,004) e menor lordose lombar (p<0,001). Além de maior amplitude articular de rotação medial de ombro ativo (p=0,001) e passivo (p=0,001), maior amplitude articular de rotação lateral (p<0,001) e medial (p=0,005) de quadril de forma passiva. Os grupos não apresentaram diferenças na flexibilidade (p=0,945) e impressão plantar (p= 0,446). Conclui-se que a falta ou déficit visual influencia a mobilidade e a postura, visto que crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça, maior desnivelamento dos ombros, maior desvio lateral da coluna, hipercifose torácica, menor lordose lombar e joelhos mais valgos, além de maior mobilidade de rotação medial ativa e passiva de ombros e rotação medial e lateral passiva de quadris. No entanto, a condição criança deficiente visual não altera a flexibilidade e o arco longitudinal medialChildren with visual impairment are deprived of visual stimuli from the view, which provide important experiences in the child\'s motor development that result in the structural development of the body. Some studies suggest that lack of these stimuli result in changes in posture and mobility. However, although described in the literature is not yet possible to define the position and assess joint mobility in the population of children with eye problems, since the measurements have been performed only in order to detect changes. Fact that compromises the reproducibility and repeatability of the methods and prevents possible comparisons between the data. Thus, it is very necessary to verify the consequences of failure or shortage of vision in posture, mobility and flexibility in an attempt to intervene early and reduce or mitigate potential postural changes and therefore prevent these changes endure or worsen in adulthood. The objective of this study was to compare the posture, mobility, flexibility and footprint of children with visual impairments with sighted children. We studied 74 children of both sexes aged 5 to 12 years. Of these 34 had visual impairment (GDV) and 40 were children (CG). Digital photos of the standing position were used to analyze posture. The variables postural head tilt, shoulder posture, scapula posture, lateral deviation of the spine, knee posture, ankle posture in the frontal plane and head posture, shoulder posture, thoracic kyphosis angle, lumbar lordosis angle, pelvis posture, knee posture in the sagittal plane were measured using the Postural Assessment Software (PAS/SAPO) and markers previously placed on bone references predetermined. The goniometry made an active and passive was used to evaluate the mobility of shoulder and hip. The Fingertip-to-Floor Test was used to measure the flexibility and Smirak Chippaux Index was used to evaluate the footprints. The main results of this study showed that children with visual impairment have a higher inclination of the head (p <0.001), the shoulder slope (p = 0.004), lateral deviation of the spine (p <0.001), changes in posture of the scapula (p = 0.012), increased thoracic kyphosis (p = 0.004) and lower lumbar lordosis (p <0.001). Increased joint range of active (p = 0.001) and passive (p = 0.001) shoulder internal rotation and greater range of motion of passive hip external (p <0.001) and medial (p = 0.005) rotation. The groups showed no difference in flexibility (p = 0.945) and footprints (p = 0.446). Although the percentage of flat arch foot was higher in patients with visual impairment (38.2%) compared to the control group (22.5%). We concluded that the lack or low vision affects the mobility and posture, as visual impairment children have a higher inclination of the head, shoulder asymmetries, lateral spine deviation, a higher thoracic kyphosis, less lumbar lordosis and a higher valgus knees, and an increase mobility of active and passive medial rotation of shoulders and passive medial and lateral rotation of the hips. However, the visually impaired children condition does not change the flexibility and medial longitudinal archBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJoão, Silvia Maria AmadoPádua, Michelle de2011-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-27012012-104543/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:30Zoai:teses.usp.br:tde-27012012-104543Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:30Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Avaliação postural de crianças com deficiência visual
Postural evaluation of children with visual impairments
title Avaliação postural de crianças com deficiência visual
spellingShingle Avaliação postural de crianças com deficiência visual
Pádua, Michelle de
Articular goniometry
Baixa visão
Blindness
Cegueira
Child
Crianças
Flexibilidade goniometria
Fotogrametria
Low vision
Photogrammetry
Postura
Posture
Range of motion
title_short Avaliação postural de crianças com deficiência visual
title_full Avaliação postural de crianças com deficiência visual
title_fullStr Avaliação postural de crianças com deficiência visual
title_full_unstemmed Avaliação postural de crianças com deficiência visual
title_sort Avaliação postural de crianças com deficiência visual
author Pádua, Michelle de
author_facet Pádua, Michelle de
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv João, Silvia Maria Amado
dc.contributor.author.fl_str_mv Pádua, Michelle de
dc.subject.por.fl_str_mv Articular goniometry
Baixa visão
Blindness
Cegueira
Child
Crianças
Flexibilidade goniometria
Fotogrametria
Low vision
Photogrammetry
Postura
Posture
Range of motion
topic Articular goniometry
Baixa visão
Blindness
Cegueira
Child
Crianças
Flexibilidade goniometria
Fotogrametria
Low vision
Photogrammetry
Postura
Posture
Range of motion
description As crianças com deficiência visual são privadas dos estímulos provenientes da visão, os quais fornecem experiências importantes no seu desenvolvimento motor e que resultam no desenvolvimento estrutural do corpo. Alguns estudos sugerem que a falta destes estímulos resultam em alterações na postura e mobilidade. No entanto, apesar de descritos na literatura ainda não é possível definir a postura e avaliar a mobilidade articular na população de crianças com problemas oculares, visto que as mensurações têm sido realizadas com objetivo apenas de detectar as alterações. Fato que compromete a reprodutibilidade e a repetibilidade dos métodos e impossibilita possíveis comparações entre os dados. Deste modo, é de grande necessidade a verificação das consequências da falta ou déficit da visão na postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar na tentativa de intervir precocemente e reduzir ou abrandar possíveis alterações posturais e consequentemente evitar que estas alterações perdurem ou se agravem na vida adulta. Assim, o objetivo geral deste estudo foi comparar a postura, mobilidade, flexibilidade e impressão plantar de crianças com deficiência visual com crianças sem deficiência visual. Foram estudadas 74 crianças de ambos os sexos na faixa etária de 5 a 12 anos. Destas 34 apresentavam deficiência visual (GDV) e 40 eram crianças controle (GC). Fotos digitais da posição ortostática foram utilizadas para analisar a postura. As variáveis posturais inclinação da cabeça, postura do ombro, postura da escápula, desvio lateral da coluna, postura do joelho, postura do tornozelo no plano frontal e postura da cabeça, postura do ombro, ângulo da cifose torácica, ângulo da lordose lombar, postura da pelve, postura do joelho no plano sagital foram mensurados com auxílio do software SAPO* v. 0.63® e de marcadores previamente colocados em referências ósseas pré-determinadas. A goniometria do ombro e quadril foi realizada de forma ativa e passiva. O teste do 3º dedo ao solo foi utilizado para mensurar a flexibilidade e o Índice Chippaux Smirak foi utilizado para avaliar a impressão plantar. Os principais resultados deste estudo mostraram que as crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça (p< 0,001), inclinação no ombro (p=0,004), desvio lateral da coluna (p< 0,001), alterações na postura da escápula (p=0,012), maior cifose torácica (p=0,004) e menor lordose lombar (p<0,001). Além de maior amplitude articular de rotação medial de ombro ativo (p=0,001) e passivo (p=0,001), maior amplitude articular de rotação lateral (p<0,001) e medial (p=0,005) de quadril de forma passiva. Os grupos não apresentaram diferenças na flexibilidade (p=0,945) e impressão plantar (p= 0,446). Conclui-se que a falta ou déficit visual influencia a mobilidade e a postura, visto que crianças com deficiência visual apresentam maior inclinação da cabeça, maior desnivelamento dos ombros, maior desvio lateral da coluna, hipercifose torácica, menor lordose lombar e joelhos mais valgos, além de maior mobilidade de rotação medial ativa e passiva de ombros e rotação medial e lateral passiva de quadris. No entanto, a condição criança deficiente visual não altera a flexibilidade e o arco longitudinal medial
publishDate 2011
dc.date.none.fl_str_mv 2011-12-12
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-27012012-104543/
url http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-27012012-104543/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1865491407496544256