Taxonomia integrativa de Gymnotus (Gymnotus) e Gymnotus (Tigre) (Gymnotiformes: Gymnotidae) do Paraná-Paraguai, São Francisco, e bacias costeiras do sul, sudeste e leste do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cardoso, Vinicius de Carvalho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-06022025-163721/
Resumo: Gymnotus é o gênero mais diverso e amplamente distribuído de todos os peixes elétricos neotropicais. Com uma longa e complicada história taxonômica desde sua descrição, a aplicação de nomes de espécies é difícil e muitos nomes têm sido usados indiscriminadamente. Através da integração de evidências morfológicas e moleculares para a delimitação de espécies, este estudo teve como objetivos principais: (1) investigar os limites específicos das espécies de Gymnotus (Gymnotus) e Gymnotus (Tigre) do Paraná-Paraguai, São Francisco, e bacias costeiras do sul, sudeste e leste do Brasil; e (2) revisar a delimitação das sete subespécies propostas para G. carapo. No primeiro capítulo, foram analisadas a morfologia de 1521 lotes (3985 espécimes) e as sequências de 219 amostras de gene COI. Como resultados, oito espécies são reconhecidas para a região: G. bahianus, G. chimarrao, G. cuia, G. interruptus, G. pantanal, G. sylvius e G. inaequilabiatus e uma espécie nova para as bacias do Rio Doce, Rio Jequitinhonha, Rio Mucuri e Rio São Francisco. Gymnotus carapo australis, G. carapo madeirensis e G. paraguensis são considerados sinônimos júnior de G. sylvius, e Gymnotus omarorum é considerado sinônimo júnior de G. chimarrao. No segundo capítulo, G. carapo carapo é uma espécie válida reconhecida para as bacias costeiras do norte da América do Sul, desde as Guianas até a bacia do Rio Botafogo, no nordeste do Brasil; G. carapo occidentalis é considerada sinônimo júnior de G. arapaima; G. caatingaensis, G. orientalis e G. septentrionalis são reconhecidas como espécies válidas. Esse estudo demonstra a importância do uso de abordagens multidisciplinares na delimitação de espécies em gêneros com alta diversidade críptica, bem como a necessidade de revisão crítica de táxons e caracteres morfológicos previamente propostos no grupo.
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