Interferometria holográfica aplicada à odontologia
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-03062021-145904/ |
Resumo: | O método da interferometria holográfica vem sendo extensivamente utilizado em várias áreas da odontologia. Pesquisas envolvendo tecido ósseo, têm empregado o crânio humano macerado como modelo experimental, devido à dificuldade de obtenção e manipulação de peças anatômicas humanas frescas. Frente ao questionamento da diversidade de comportamento do tecido ósseo nas condições seca e úmida, esta pesquisa objetivou avaliar, pelo método da interferometria holográfica de dupla exposição, a transmissão de tensões em mandíbulas de cães, nas condições: frescas, fixadas em solução de formol e maceradas. As mandíbulas foram posicionadas num dispositivo especialmente projetado para manter a constância da força (ponto de aplicação, intensidade, direção e sentido) e possibilitar o reposicionamento da hemi-mandibula na posição original, após o processo de fixação ou maceração. Depois, as hemi-mandíbulas retornaram ao dispositivo, sendo submetidas a mesma força inicial e, dessa forma, obtiveram-se os respectivos hologramas. A análise dos hologramas revelou que as hemimandíbulas frescas transmitiram menos tensão que as hemi-mandíbulas fixadas e maceradas. Os hologramas sugerem que a presença do ligamento periodontal nas amostras frescas fez com que o dente e o osso se comportassem como estruturas distintas, enquanto que nas amostras fixadas e maceradas, o osso e o dente comportaram-se como um corpo rígido. As hemi-mandíbulas maceradas e fixadas sofreram maior torção durante o deslocamento do que as hemi-mandíbulas frescas. Outro trabalho teve como objetivo o estudo das áreas de distribuição das forças induzidas pelo aparelho de expansão rápida da maxila sobre as estruturas dento- crânio faciais. As reações ósseas iniciais foram analisadas por meio da técnica de interferometria holográfica. O arranjo experimental foi montado para obter-se, simultaneamente, um holograma frontal e outro lateral, a fim de se observar a ) distribuição de franjas em ambas as vistas do crânio. Houve mudança de direção das franjas após a passagem pelas suturas, que unem os ossos da face. Em algumas tomadas o padrão de franjas foi assimétrico entre as hemi-maxilas, após ativação do parafuso expansor, que liberou força na região dos primeiros premolares e primeiros molares. As ativações do parafuso expansor geraram forças de deslocamento em várias estruturas crânio- faciais, como o arco dentário superior e os ossos maxilar, temporais, nasais, zigomáticos e assoalho das orbitas. As deformações foram encontradas como sendo menores nos ossos mais distantes do ponto de ativação do aparelho |
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