Boas práticas de fabricação e o processo de validação no desenvolvimento e produção de kit imunodiagnóstico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Meneghisse, Claudia Solimeo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07052008-170634/
Resumo: A produção de kits para diagnóstico in vitro deve ser feita seguindo-se a legislação vigente de Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPF). O objetivo deste trabalho foi elaborar um procedimento para desenvolvimento, produção e validação de um produto para diagnóstico in vitro, de acordo com a legislação vigente. Adotamos como modelo um kit imunoenzimático para Doença de Chagas. Dentro dos requisitos de BPF, a validação é uma etapa importante, pois tem por objetivos, dentre outros: auxiliar no estabelecimento de procedimentos de produção e controle de qualidade, avaliar desvios e dimensionar possíveis erros, avaliar o desempenho quanto à utilidade médica dos resultados obtidos e estabelecer condições ideais de uso. No estabelecimento dos requisitos para validação devem-se considerar as características do método utilizado, a utilidade clínica e diagnóstica dos resultados e as condições de uso do kit. Os parâmetros para validação devem ser definidos considerando a finalidade do uso do produto. Os resultados obtidos em três lotes pilotos demonstraram que o kit pode ser utilizado tanto com soro como com plasma, as amostras podem ser congeladas e descongeladas antes do uso por até 5 ciclos, o índice de concordância com kit comercial é de 0,9 (ótimo) e o kit mantém-se estável por pelo menos 7 dias à 37ºC, o que neste trabalho foi equivalente a pelo menos um ano na sua condição ideal de armazenamento de 2 a 8ºC. Além disso, o kit apresentou 100% de sensibilidade, 99% de especificidade, com coeficiente de variação 15,2% tanto na repetitividade como na reprodutibilidade de amostras positivas. Quanto à análise de interferentes, amostras hemolisadas e a presença de fator reumatóide podem interferir nos resultados e anticorpos anti-Leishmania na amostra podem dar reação cruzada. Conclui-se que o procedimento elaborado e o kit desenvolvido e validado atenderam aos requisitos pré-estabelecidos, de acordo com as regras de BPF vigentes.
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Dentro dos requisitos de BPF, a validação é uma etapa importante, pois tem por objetivos, dentre outros: auxiliar no estabelecimento de procedimentos de produção e controle de qualidade, avaliar desvios e dimensionar possíveis erros, avaliar o desempenho quanto à utilidade médica dos resultados obtidos e estabelecer condições ideais de uso. No estabelecimento dos requisitos para validação devem-se considerar as características do método utilizado, a utilidade clínica e diagnóstica dos resultados e as condições de uso do kit. Os parâmetros para validação devem ser definidos considerando a finalidade do uso do produto. Os resultados obtidos em três lotes pilotos demonstraram que o kit pode ser utilizado tanto com soro como com plasma, as amostras podem ser congeladas e descongeladas antes do uso por até 5 ciclos, o índice de concordância com kit comercial é de 0,9 (ótimo) e o kit mantém-se estável por pelo menos 7 dias à 37ºC, o que neste trabalho foi equivalente a pelo menos um ano na sua condição ideal de armazenamento de 2 a 8ºC. Além disso, o kit apresentou 100% de sensibilidade, 99% de especificidade, com coeficiente de variação 15,2% tanto na repetitividade como na reprodutibilidade de amostras positivas. Quanto à análise de interferentes, amostras hemolisadas e a presença de fator reumatóide podem interferir nos resultados e anticorpos anti-Leishmania na amostra podem dar reação cruzada. Conclui-se que o procedimento elaborado e o kit desenvolvido e validado atenderam aos requisitos pré-estabelecidos, de acordo com as regras de BPF vigentes.The production of an in vitro diagnostic kit should be done following current Good Manufacturing Practices (GMP). The objective of this work was to establish a procedure for the development, production and validation of an in vitro diagnostic product in accordance with current regulations governing Medical Devices. An enzyme-linked immunoassay kit for Chagas\' disease was used as a model. Validation is a very important step contained within GMP requirements. Validation provides documented evidence that processes and product batches are consistent, it aids in the establishment of production and quality control procedures, evaluate deviations and identify possible mistakes, evaluate the performance and medical usefulness of the product based on the obtained results, and establish ideal conditions of use and storage. In order to establish validation requirements for product development, it is necessary to consider the characteristics of the assay method, the clinical and diagnostic usefulness of the results and the conditions of use of the kit. The parameters for validation should be defined considering the purpose of the use of the product. In the case of this Chagas assay, results obtained in three pilot lots demonstrated that the kit could be used with both serum and plasma, samples could be frozen and thawed before use for up to 5 cycles. The agreement index when compared with a commercially licensed kit is 0,9 (optimum correlation). The kit remained stable for at least 7 days at 37ºC, which is equivalent to at least one year stability in its ideal storage condition of 2 to 8ºC. The kit presented 100% sensitivity and 99% specificity, with variation coefficient of 15,2% for both repeatability and reproducibility of the positive samples. Interference analysis indicated that: hemolyzed samples and the presence of reumathoid factor could interfere with test results. Antibodies anti-Leishmania in the test sample can cross react with T. cruzi proteins. In conclusion: the established procedure for development and validation of chagas kit, and the actual developed and validated kit are in accordance with pre-established current GMP requirements.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVaz, Adelaide JoséMeneghisse, Claudia Solimeo2007-11-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07052008-170634/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:35Zoai:teses.usp.br:tde-07052008-170634Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:35Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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