Avaliação de marcadores genéticos em uma coorte de indivíduos em alto risco para psicose Subclinical Symptoms Assessment and Prodromal Psychosis Program (SSAPP)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Marques, Júlia Hatagami
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-05062023-141601/
Resumo: Contexto: Amostras em risco mental para psicose, ou at-risk mental state for psychosis (ARMS) são bastante heterogêneas e não epidemiológicas, uma vez que muitos estudos recrutam pacientes provenientes de clínicas especializadas, que já buscaram ajuda psiquiátrica. As taxas de transição para psicose, dessa forma, variam entre essas amostras, com valores entre 7,4% a 54%, o que levanta uma questão em relação ao real poder de dos critérios clínicos para ARMS de predizerem transição para psicose. Encontrar um biomarcador para transição poderia melhorar o poder de predição quando associado aos critérios ARMS. Métodos: Nós genotipamos 45 single nucleotide polymorphisms (SNPs) em uma amostra controle e numa amostra ARMS sem o viés de procura a serviços especializados, e comparamos as frequências genotípicas. O grupo ARMS, de 88 indivíduos, foi acompanhado num estudo de coorte por 2,5 anos e as frequências genotípicas foram comparadas entre os que evoluíram para diagnósticos psiquiátricos e os que não evoluíram. Resultados: Foi encontrada uma frequência maior do genótipo AA do rs6277, um SNP contido no gene do receptor de dopamina D2 (DRD2), entre os indivíduos que desenvolveram uma psicose (p<0,001) e entre aqueles que evoluíram para qualquer diagnóstico psiquiátrico, psicose incluída (p<0,001), em comparação com o restante do grupo ARMS. Os resultados se mantiveram significativos após correção para múltiplas análises. Os indivíduos que evoluíram para algum transtorno mental e o restante do grupo ARMS não puderam ser diferenciados por nenhuma outra característica clínica ou socioeconômica. As taxas de conversão da coorte ARMS para psicose apenas foi de 4,5%, enquanto a taxa de conversão para diagnósticos não psicóticos foi de 13,6%, um total de 18,2% para transtornos psiquiátricos em geral. Conclusão: Nossos achados sugerem que o rs6277 poderia ser um marcador em potencial para ajudar a refinar a capacidade de predizer pior prognóstico em populações ARMS. Essa variante precisa ser investigada em amostras maiores para avaliar melhor a associação dela com conversão para psicoses e outros diagnósticos psiquiátricos bem como seu poder de prever esses desfechos
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As taxas de transição para psicose, dessa forma, variam entre essas amostras, com valores entre 7,4% a 54%, o que levanta uma questão em relação ao real poder de dos critérios clínicos para ARMS de predizerem transição para psicose. Encontrar um biomarcador para transição poderia melhorar o poder de predição quando associado aos critérios ARMS. Métodos: Nós genotipamos 45 single nucleotide polymorphisms (SNPs) em uma amostra controle e numa amostra ARMS sem o viés de procura a serviços especializados, e comparamos as frequências genotípicas. O grupo ARMS, de 88 indivíduos, foi acompanhado num estudo de coorte por 2,5 anos e as frequências genotípicas foram comparadas entre os que evoluíram para diagnósticos psiquiátricos e os que não evoluíram. Resultados: Foi encontrada uma frequência maior do genótipo AA do rs6277, um SNP contido no gene do receptor de dopamina D2 (DRD2), entre os indivíduos que desenvolveram uma psicose (p<0,001) e entre aqueles que evoluíram para qualquer diagnóstico psiquiátrico, psicose incluída (p<0,001), em comparação com o restante do grupo ARMS. Os resultados se mantiveram significativos após correção para múltiplas análises. Os indivíduos que evoluíram para algum transtorno mental e o restante do grupo ARMS não puderam ser diferenciados por nenhuma outra característica clínica ou socioeconômica. As taxas de conversão da coorte ARMS para psicose apenas foi de 4,5%, enquanto a taxa de conversão para diagnósticos não psicóticos foi de 13,6%, um total de 18,2% para transtornos psiquiátricos em geral. Conclusão: Nossos achados sugerem que o rs6277 poderia ser um marcador em potencial para ajudar a refinar a capacidade de predizer pior prognóstico em populações ARMS. Essa variante precisa ser investigada em amostras maiores para avaliar melhor a associação dela com conversão para psicoses e outros diagnósticos psiquiátricos bem como seu poder de prever esses desfechosBackground: At-risk mental state for psychosis (ARMS) samples are highly heterogeneous and non-epidemiological, as most of the studies recruit help-seeking patients from specialized clinics. Transition-to-psychosis rates differ among them, ranging from 7.4% to 54%, raising a question on the real power of clinical ARMS`s criteria alone to predict transition. Finding a biomarker for transition would improve the prediction rates when associated with clinical highrisk criteria. Methods: We genotyped 45 single nucleotide polymorphisms (SNPs) among a control sample and a non-help seeking ARMS sample and compared their frequencies. Then, we followed up this ARMS cohort of 88 individuals for 2,5 years and compared the genotype frequencies between those who developed mental disorders and those who did not. Results: We found a higher frequency of the AA genotype of rs6277, a dopamine receptor D2 gene (DRD2) SNP, among those who developed a psychotic diagnosis (p<0.001) and among those who converted to any psychiatric diagnose, psychosis included (p<0.00), when compared to the remaining ARMS group. The results remained significant after correction for multiple comparisons. The ones who developed any psychiatric disorder and the remaining ARMS group could not be differentiated from one another by any other characteristic. Convertion rates in our ARMS cohort were 4.5% for psychosis only and 13.6% for non-psychotic disorders, a total of 18.2% for psychiatric disorders in general. Conclusions: Our findings suggest that rs6277 could be a potential biomarker to refine the ARMS criteria to predict worse outcomes. This SNP should be investigated in larger samples to better assess its possible relation to conversion to psychosis and other psychiatric disorders and its power to predict such outcomesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLoch, Alexandre AndradeMarques, Júlia Hatagami2023-02-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-05062023-141601/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-06-06T18:02:39Zoai:teses.usp.br:tde-05062023-141601Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-06-06T18:02:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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