Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-04112025-170015/ |
Resumo: | Planícies fluviais de rios meandrantes apresentam feições e ambientes de acumulação de água e sedimentos orgânicos ou inorgânicos. Os ambientes saturados e mal drenados são propícios à acumulação de matéria orgânica e se isso se dá de forma intensa e estável ao longo do tempo, pode dar origem a turfeiras. Os solos do ecossistema turfeira são os Organossolos que são importantes reservatórios de carbono e podem ter emissões significantes de gás metano, estocando cerca de 30% do carbono em solos no mundo. No Brasil a maioria dos estudos sobre turfeiras estão focados em ambientes altimontanos. Na planície litorânea sul do Estado de São Paulo, mais precisamente no Baixo Rio do Ribeira de Iguape (BRRI), foram mapeados cerca de 70 mil hectares de Organossolos em levantamentos de escala de reconhecimento, o que caracteriza a região como uma das maiores áreas de ocorrência desses solos no Continente Sul- Americano. Esta planície foi afetada por duas transgressões marinhas (Pleistoceno Superior e Holoceno), o que alterou o nível de base e influenciou fortemente na formação dos depósitos sedimentares e das formas de relevo relacionadas. Neste estudo, são discutidas as relações entre a evolução do relevo na planície fluvial-estuarina do BRRI, com a gênese das turfeiras costeiras sob floresta paludosa na região subtropical do Brasil, tendo em vista as lacunas acerca da origem desses ecossistemas e sua evolução ao longo do Quaternário tardio. Para isso foram efetuados caracterização e mapeamentos das unidades morfossedimentares e dos seus depósitos, datações Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) e de 14C, alem da caracterização morfológica, química e física dos solos. Os dados obtidos em campo e no escritório foram integrados ao mapeamento morfossedimentar, que também utilizou de ferramentas de sensoriamento remoto e softwares de SIG. As turfeiras se relacionam com a formação de vales incisos que evoluíram para um sistema de estuário tipo ria na última transgressão marinha (holocênica). Durante o fechamento da planície por ilhas barreira, os ambientes aquáticos foram colonizados por plantas aquáticas em um processo de terrestrialização com posterior paludização que deu origem aos Organossolos. Embora haja uma ocorrência importante de turfeiras, o modelo de evolução geomorfológica associado ao mapa de feições morfossedimentares prevê que a ocorrência real de Organossolos no BRRI é significativamente inferior ao previsto no passado por mapeamento pedológico de reconhecimento feito para o Vale do Ribeira de Iguape. |
| id |
USP_e0e1fd91ba54851988ee5fade1137254 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-04112025-170015 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeirasMorphosedimentary evolution of the Lower Valley of Ribeira de Iguape River and implications for the genesis of peatlandsCoastal geomorphologyCoastal peatlandsCoastal plain of São PauloFloresta paludosaGeomorfologia costeiraHistosolsOrganossolosPlanície litorânea paulistaSwamp forestTurfeiras costeirasPlanícies fluviais de rios meandrantes apresentam feições e ambientes de acumulação de água e sedimentos orgânicos ou inorgânicos. Os ambientes saturados e mal drenados são propícios à acumulação de matéria orgânica e se isso se dá de forma intensa e estável ao longo do tempo, pode dar origem a turfeiras. Os solos do ecossistema turfeira são os Organossolos que são importantes reservatórios de carbono e podem ter emissões significantes de gás metano, estocando cerca de 30% do carbono em solos no mundo. No Brasil a maioria dos estudos sobre turfeiras estão focados em ambientes altimontanos. Na planície litorânea sul do Estado de São Paulo, mais precisamente no Baixo Rio do Ribeira de Iguape (BRRI), foram mapeados cerca de 70 mil hectares de Organossolos em levantamentos de escala de reconhecimento, o que caracteriza a região como uma das maiores áreas de ocorrência desses solos no Continente Sul- Americano. Esta planície foi afetada por duas transgressões marinhas (Pleistoceno Superior e Holoceno), o que alterou o nível de base e influenciou fortemente na formação dos depósitos sedimentares e das formas de relevo relacionadas. Neste estudo, são discutidas as relações entre a evolução do relevo na planície fluvial-estuarina do BRRI, com a gênese das turfeiras costeiras sob floresta paludosa na região subtropical do Brasil, tendo em vista as lacunas acerca da origem desses ecossistemas e sua evolução ao longo do Quaternário tardio. Para isso foram efetuados caracterização e mapeamentos das unidades morfossedimentares e dos seus depósitos, datações Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) e de 14C, alem da caracterização morfológica, química e física dos solos. Os dados obtidos em campo e no escritório foram integrados ao mapeamento morfossedimentar, que também utilizou de ferramentas de sensoriamento remoto e softwares de SIG. As turfeiras se relacionam com a formação de vales incisos que evoluíram para um sistema de estuário tipo ria na última transgressão marinha (holocênica). Durante o fechamento da planície por ilhas barreira, os ambientes aquáticos foram colonizados por plantas aquáticas em um processo de terrestrialização com posterior paludização que deu origem aos Organossolos. Embora haja uma ocorrência importante de turfeiras, o modelo de evolução geomorfológica associado ao mapa de feições morfossedimentares prevê que a ocorrência real de Organossolos no BRRI é significativamente inferior ao previsto no passado por mapeamento pedológico de reconhecimento feito para o Vale do Ribeira de Iguape.Meandering river floodplains exhibit landforms and environments that promote the accumulation of water and organic or inorganic sediments. Saturated and poorly drained settings favor the accumulation of organic matter, and when this process occurs intensely and persistently over time, it can give rise to peatlands. The soils of peatland ecosystems are Histosols, which are important carbon reservoirs and can be significant sources of methane emissions, storing about 30% of the worlds soil carbon. In Brazil, most studies on peatlands have focused on high-altitude environments. On the coastal plain in the southern part of São Paulo State, particularly along the Lower Ribeira de Iguape River (BRRI), approximately 70,000 hectares of Histosols have been mapped in reconnaissance-scale surveys, characterizing the region as one of the largest areas of occurrence of these soils in South America. This plain was affected by two marine transgressions (Late Pleistocene and Holocene), which altered the base level and strongly influenced the formation of sedimentary deposits and related landforms. This study discusses the relationships between landform evolution in the fluvial-estuarine plain of the BRRI and the genesis of coastal peatlands under palustrine forest in the subtropical region of Brazil, considering existing gaps regarding the origin and Late Quaternary evolution of these ecosystems. For this purpose, morphosedimentary units and their deposits were characterized and mapped; Opttically Stimulated Luminescence (OSL) and radiocarbon dating (14C) were carried out; and the soils were analyzed morphologically, chemically, and physically. The data obtained in the field and office work were integrated into the morphosedimentary mapping, which also used remote sensing tools and GIS software. The peatlands are associated with the formation of incised valleys that evolved into a ria-type estuarine system during the last (Holocene) marine transgression. During the closure of the plain by barrier islands, aquatic environments were colonized by aquatic plants through a process of terrestrialization followed by paludification, which led to the development of Histosols. Although the presence of peatlands is significant, the geomorphological evolution model associated with the morphosedimentary feature map suggests that the actual occurrence of Histosols in the BRRI is considerably lower than previously estimated by earlier reconnaissance-scale soil surveys for the Ribeira de Iguape Valley.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTorrado, Pablo VidalBatista, Luis Felipe Ferreira2025-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-04112025-170015/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-05T12:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-04112025-170015Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-05T12:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras Morphosedimentary evolution of the Lower Valley of Ribeira de Iguape River and implications for the genesis of peatlands |
| title |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| spellingShingle |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras Batista, Luis Felipe Ferreira Coastal geomorphology Coastal peatlands Coastal plain of São Paulo Floresta paludosa Geomorfologia costeira Histosols Organossolos Planície litorânea paulista Swamp forest Turfeiras costeiras |
| title_short |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| title_full |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| title_fullStr |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| title_full_unstemmed |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| title_sort |
Evolução morfossedimentar do Baixo Vale do rio Ribeira de Iguape e implicações para a gênese das turfeiras |
| author |
Batista, Luis Felipe Ferreira |
| author_facet |
Batista, Luis Felipe Ferreira |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Torrado, Pablo Vidal |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Batista, Luis Felipe Ferreira |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Coastal geomorphology Coastal peatlands Coastal plain of São Paulo Floresta paludosa Geomorfologia costeira Histosols Organossolos Planície litorânea paulista Swamp forest Turfeiras costeiras |
| topic |
Coastal geomorphology Coastal peatlands Coastal plain of São Paulo Floresta paludosa Geomorfologia costeira Histosols Organossolos Planície litorânea paulista Swamp forest Turfeiras costeiras |
| description |
Planícies fluviais de rios meandrantes apresentam feições e ambientes de acumulação de água e sedimentos orgânicos ou inorgânicos. Os ambientes saturados e mal drenados são propícios à acumulação de matéria orgânica e se isso se dá de forma intensa e estável ao longo do tempo, pode dar origem a turfeiras. Os solos do ecossistema turfeira são os Organossolos que são importantes reservatórios de carbono e podem ter emissões significantes de gás metano, estocando cerca de 30% do carbono em solos no mundo. No Brasil a maioria dos estudos sobre turfeiras estão focados em ambientes altimontanos. Na planície litorânea sul do Estado de São Paulo, mais precisamente no Baixo Rio do Ribeira de Iguape (BRRI), foram mapeados cerca de 70 mil hectares de Organossolos em levantamentos de escala de reconhecimento, o que caracteriza a região como uma das maiores áreas de ocorrência desses solos no Continente Sul- Americano. Esta planície foi afetada por duas transgressões marinhas (Pleistoceno Superior e Holoceno), o que alterou o nível de base e influenciou fortemente na formação dos depósitos sedimentares e das formas de relevo relacionadas. Neste estudo, são discutidas as relações entre a evolução do relevo na planície fluvial-estuarina do BRRI, com a gênese das turfeiras costeiras sob floresta paludosa na região subtropical do Brasil, tendo em vista as lacunas acerca da origem desses ecossistemas e sua evolução ao longo do Quaternário tardio. Para isso foram efetuados caracterização e mapeamentos das unidades morfossedimentares e dos seus depósitos, datações Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) e de 14C, alem da caracterização morfológica, química e física dos solos. Os dados obtidos em campo e no escritório foram integrados ao mapeamento morfossedimentar, que também utilizou de ferramentas de sensoriamento remoto e softwares de SIG. As turfeiras se relacionam com a formação de vales incisos que evoluíram para um sistema de estuário tipo ria na última transgressão marinha (holocênica). Durante o fechamento da planície por ilhas barreira, os ambientes aquáticos foram colonizados por plantas aquáticas em um processo de terrestrialização com posterior paludização que deu origem aos Organossolos. Embora haja uma ocorrência importante de turfeiras, o modelo de evolução geomorfológica associado ao mapa de feições morfossedimentares prevê que a ocorrência real de Organossolos no BRRI é significativamente inferior ao previsto no passado por mapeamento pedológico de reconhecimento feito para o Vale do Ribeira de Iguape. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-08-26 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-04112025-170015/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-04112025-170015/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1848370470676594688 |