Parques públicos urbanos na metrópole paulistana: concepção e uso na produção do espaço urbano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Burgos, Rosalina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-06052026-163542/
Resumo: Neste trabalho objetivamos analisar o processo de criação, os usos e significados de alguns parques públicos urbanos da metrópole paulistana. Para tanto, encontramos a segregação espacial e a dialética do público-privado como categorias de análise a partir das quais buscamos analisar e compreender os parques públicos na produção do espaço urbano. Estabelecemos critérios para selecionar alguns parques para estudos de caso: origem das terras (incorporadas à municipalidade no processo de abertura de loteamento); entorno do parque (caracterizado pela segregação espacial); relação do parque com o entorno (parques destinados preferencialmente à população local) ; zona do município de São Paulo (ao menos um parque para cada zona). Com base nestes critérios selecionamos os seguintes parques: Parque Burle Marx (no Panamby), Parque Santo Dias (no Capão Redondo), Parque Santa Amélia (no Itaim Paulista), Parque Luís Carlos Prestes (no Butantã) e Parque Jardim Felicidade (em Pirituba). Ainda que tenhamos encontrado aspectos em comum entre os parques estudados, os quais revelam os conteúdos universais do processo de urbanização, pudemos encontrar particularidades e especificidades em cada caso, segundo a diferenciação sócio-espacial dos lugares onde estão inseridos, bem como pelas distintas formas de apropriação destes espaços pelos respectivos públicos que os usam. Os parques urbanos estudados nesta pesquisa caracterizam-se por serem públicos e segregados. Assim, revelam os conflitos e contradições do modo de produção capitalista da cidade, os quais podem ser observados no processo de segregação espacial implicando na apropriação diferencial da cidade para a reprodução da vida. Neste contexto, a realização do sentido público destes espaços encontra-se em permanente conflito com o domínio do privado, seja em função dos interesses privados envolvidos em seu processo de criação e formas de apropriação, seja na redefinição dos usos e significados do espaço público no processo de urbanização e metropolização de São Paulo
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Estabelecemos critérios para selecionar alguns parques para estudos de caso: origem das terras (incorporadas à municipalidade no processo de abertura de loteamento); entorno do parque (caracterizado pela segregação espacial); relação do parque com o entorno (parques destinados preferencialmente à população local) ; zona do município de São Paulo (ao menos um parque para cada zona). Com base nestes critérios selecionamos os seguintes parques: Parque Burle Marx (no Panamby), Parque Santo Dias (no Capão Redondo), Parque Santa Amélia (no Itaim Paulista), Parque Luís Carlos Prestes (no Butantã) e Parque Jardim Felicidade (em Pirituba). Ainda que tenhamos encontrado aspectos em comum entre os parques estudados, os quais revelam os conteúdos universais do processo de urbanização, pudemos encontrar particularidades e especificidades em cada caso, segundo a diferenciação sócio-espacial dos lugares onde estão inseridos, bem como pelas distintas formas de apropriação destes espaços pelos respectivos públicos que os usam. Os parques urbanos estudados nesta pesquisa caracterizam-se por serem públicos e segregados. Assim, revelam os conflitos e contradições do modo de produção capitalista da cidade, os quais podem ser observados no processo de segregação espacial implicando na apropriação diferencial da cidade para a reprodução da vida. Neste contexto, a realização do sentido público destes espaços encontra-se em permanente conflito com o domínio do privado, seja em função dos interesses privados envolvidos em seu processo de criação e formas de apropriação, seja na redefinição dos usos e significados do espaço público no processo de urbanização e metropolização de São PauloCe travail a par but l\'analyse du processus de la création, des usages et des significations de certains parques publics urbains de la métropole de São Paulo. Pour cela, nous avons cherché la ségrégation spatiale et la dialectique du public-privé en tant que catégories d\'analyse à partir desquelles naus avons essayé d\'analyser pour comprendre le rôle des parques publics dans la production de l\'espace urbain. Naus avons établi des criteres pour sélectionner quelques parques pour les études de cas: l\'origine des terres (incorporées à la municipalité pendant le processus de l\'ouverture du lotissement); les alentours du parque (caractérisés par la ségrégation spatiale); la relation du parque avec les alentours (parques destinés préférentiellement à la population locale); zone de la municipalité de São Paulo (au moins un parque par chaque zone). Basés sur ces critères, nous avons sélectionné les parques suivants: Parque Burle Marx (au Panamby), Parque Santo Dias (au Capão Redondo), Parque Santa Amélia (au Itaim Paulista), Parque Luís Carlos Prestes (au Butantã) et Parque Jardim Felicidade (à Pirituba). Même en ayant trouvé des aspects communs entre les parques étudiés, lesquels indiquent les contenus universaux du processus de l\'urbanisation, nous avons pu rencontrer des particularités et des spécificités dans chaque cas, selon la différenciation socio-spatial des endroits où ils sont insérés, ainsi que par les distinctes formes d\'appropriation de ces espaces par les respectifs usagers qui s\'en servent. Les parques urbains étudiés dans cette recherche se distinguent parce qu\'ils sont publics et ségrégés. Ainsi, ils révèlent les conflits et les contradictions du moyen de production capitaliste de la ville, qui peuvent être observés dans le processus de ségrégation spatiale, en impliquant l\'appropriation différentielle de la ville pour la reproduction de la vie. Dans ce contexte, la réalisation du sens public de ces espaces se trouve en conflit permanent avec le domaine du privé, soit en fonction des intérêts privés impliqués dans son processus de création et les formes d\'appropriation, soit dans la redéfinition des usages et des significations de l\'espace public dans le processus d\'urbanisation et de \"metropolisation\" de São PauloBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências HumanasRibeiro, Wagner CostaBurgos, Rosalina2003-12-182026-05-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-06052026-163542/doi:10.11606/D.8.2003.tde-06052026-163542Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-06T20:30:03Zoai:teses.usp.br:tde-06052026-163542Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-06T20:30:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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