Guy Debord e Michèle Bernstein: cinema e literatura no teatro de operações da vanguarda
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-07052026-142522/ |
Resumo: | Este trabalho pretende mapear, de uma ponto de vista comparativo, a produção teórica e artística da Internacional Situacionista (1957-1972) em sua atividade inicial como grupo de vanguarda do pós-guerra. A partir de sua revista homônima, publicadas em 12 números (1958-1969), dos filmes de Guy Debord e dos romances de Michèle Bernstein, a análise procura compreender a atividade artística como parte de uma crítica unitária da vida cotidiana, a qual buscava fazer dos cidadãos espectadores verdadeiros participantes de \"situações construídas\", pela apropriação das formas de condicionamento social, e de uma vida mais rica. Essas intervenções situacionistas no que o grupo chama de \"novo teatro de operações na cultura\" compõem uma crítica frontal à sociedade do trabalho e da mercadoria – portanto da reificação e alienação –, base da crítica histórica e estratégica do grupo. Tal crítica se estende às artes justamente porque nelas se encontram as formas de expressão do velho mundo. Nesse sentido, a estratégia incorpora a crítica dialética e se torna o modo como a vanguarda enxerga seu contexto e seus meios de ação. O foco da análise é o papel conferido ao cinema e à literatura na passagem dos anos 1950 aos anos 1960, observando principalmente o diagnóstico crítico situacionista a partir das mudanças na estrutura do capitalismo avançado e as decorrentes transformações na função da arte no período. Espera-se, assim, que o estudo aprofundado dessa \"carga da brigada ligeira\" e das frentes de batalha da Internacional Situacionista permitam compreender melhor a articulação entre teoria crítica revolucionária e elaboração estética |
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Guy Debord e Michèle Bernstein: cinema e literatura no teatro de operações da vanguardaGuy Debord and Michèle Bernstein: cinema and literature in the avant-garde theather of operationsVanguardaTeoria críticaMichèle BernsteinLiteraturaInternacional SituacionistaGuy DebordCinema experimentalEstratégiaCinemaStrategySituationist InternationalGuy DebordMichèle BernsteinLiteratureCritical theoryAvant-gardeEste trabalho pretende mapear, de uma ponto de vista comparativo, a produção teórica e artística da Internacional Situacionista (1957-1972) em sua atividade inicial como grupo de vanguarda do pós-guerra. A partir de sua revista homônima, publicadas em 12 números (1958-1969), dos filmes de Guy Debord e dos romances de Michèle Bernstein, a análise procura compreender a atividade artística como parte de uma crítica unitária da vida cotidiana, a qual buscava fazer dos cidadãos espectadores verdadeiros participantes de \"situações construídas\", pela apropriação das formas de condicionamento social, e de uma vida mais rica. Essas intervenções situacionistas no que o grupo chama de \"novo teatro de operações na cultura\" compõem uma crítica frontal à sociedade do trabalho e da mercadoria – portanto da reificação e alienação –, base da crítica histórica e estratégica do grupo. Tal crítica se estende às artes justamente porque nelas se encontram as formas de expressão do velho mundo. Nesse sentido, a estratégia incorpora a crítica dialética e se torna o modo como a vanguarda enxerga seu contexto e seus meios de ação. O foco da análise é o papel conferido ao cinema e à literatura na passagem dos anos 1950 aos anos 1960, observando principalmente o diagnóstico crítico situacionista a partir das mudanças na estrutura do capitalismo avançado e as decorrentes transformações na função da arte no período. Espera-se, assim, que o estudo aprofundado dessa \"carga da brigada ligeira\" e das frentes de batalha da Internacional Situacionista permitam compreender melhor a articulação entre teoria crítica revolucionária e elaboração estéticaThis paper aims to map, from a comparative perspective, the theoretical and artistic production of the Situationist International (1957-1972) during its early years as a post-war avant-garde group. Drawing on its eponymous journal, published in 12 issues (1958-1969), the films of Guy Debord, and the novels of Michèle Bernstein, this analysis seeks to understand artistic activity as part of a unitary critique of everyday life. The Situationists aimed to transform citizens from mere spectators into active participants in \"constructed situations\" through the appropriation of social conditioning forms and the pursuit of a richer life. These interventions, which the group referred to as a \"new theater of operations in culture,\" present a direct critique of the society of labor and commodity – thus addressing reification and alienation – forming the historical and strategic foundation of their critique. That extends to the arts, as they are seen as expressions of the old world. In this context, the Situationist strategy incorporates dialectical critique, becoming the lens through which the avant-garde perceives its context and means of action. Focusing on the roles assigned to cinema and literature during the transition from the 1950s to the 1960s, examining the critical diagnoses made in response to the structural changes in advanced capitalism and the consequent transformations in the role of art during this period. It is hoped that a thorough exploration of this \"light brigade\" and the battlefronts of the Situationist International will enhance our understanding of the relationship between revolutionary critical theory and aesthetic formulationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências HumanasPacheco, Ana Paula Sá e SouzaMorais, Gustavo Santana de2025-02-172026-05-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-07052026-142522/doi:10.11606/D.8.2025.tde-07052026-142522Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-07T17:37:03Zoai:teses.usp.br:tde-07052026-142522Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-07T17:37:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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