Coinfecção e infecção sequencial entre dengue e Covid-19: análise de casos e evolução do quadro clínico
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-22112024-161554/ |
Resumo: | As doenças causadas pelos vírus DENV e SARS-CoV-2 trazem uma enorme sobrecarga aos serviços de saúde pelo grande número de atendimento, internação e óbitos. Nos últimos anos a ocorrência da circulação simultânea destes dois vírus trouxeram diversos questionamentos quanto as consequências e a capacidade de interação entre elas. Diante disso, este estudo objetivou analisar a ocorrência e desfechos dos quadros clínicos de coinfecção e infecção sequencial por estas duas doenças, a dengue e a covid-19, em um município do interior paulista. Trata-se de um estudo transversal, que utilizou análise de dados secundários através das fichas de notificações compulsórias realizadas. Assim, foram identificados 99 casos que apresentaram confirmação de exame laboratorial para ambas as doenças, em um intervalo de até 30 dias, no período de 2020 a 2022. A maioria dos casos identificados pelo estudo foi do sexo masculino (52,7%), na faixa etária de 15 a 59 anos (66,7%), sem comorbidades relatadas (78,8%), houveram casos distribuídos por todos os distritos de saúde do município. A taxa de hospitalização encontrada foi de 20,2% e 55% destes casos hospitalizados necessitaram de suporte de leito de UTI, apresentando uma letalidade de 4%. Quando utilizado testes estatísticos identificamos que as variáveis Sexo (p=0,003), Faixa etária (p<0,001), Comorbidades (p<0,001), Quantidade de comorbidades (p<0,001), Diabetes (p=0,048), Doença Renal (p<0,001) e Doença autoimune (p=0,014), apresentaram alguma associação importante com o desfecho clínico destes pacientes. Estas análises permitiram identificar que a maior parte dos casos do sexo feminino (91,5%) apresentaram cura sem necessidade de hospitalização, quando comparadas com o sexo masculino (69,2%). Quanto a faixa etária, o grupo de indivíduos dos menores de 15 anos (50%) e acima de 60 anos (41,5%) apresentaram as maiores taxas de internação, no entanto, todos os óbitos se encontravam na faixa etária acima de 60 anos. Os casos sem comorbidades prévias (91%) tiveram uma alta taxa de cura sem hospitalização, e grande parte dos casos com comorbidades prévias (61,9%) foram hospitalizados. Os casos que apresentavam uma (55,6%) ou nenhuma (91%) comorbidade prévia apresentaram melhores evoluções comparados a pacientes com duas (25%) ou três (25%) comorbidades associadas. Os achados do presente estudo são importantes principalmente para sensibilização dos profissionais de saúde na identificação precoce dos casos de coinfecção ou infecção sequencial e com potencial agravamento, para o monitoramento mais próximos desses pacientes a fim evitar a hospitalização e evoluções desfavoráveis. |
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Coinfecção e infecção sequencial entre dengue e Covid-19: análise de casos e evolução do quadro clínicoCoinfection and sequential infection between dengue and covid-19: case analysis and evolution of the clinicalCoinfecçãoCoinfectionCovid-19Covid-19DengueDengueEnfermagem em saúde públicaPublic health nursingPublic health surveillanceVigilância em saúde públicaAs doenças causadas pelos vírus DENV e SARS-CoV-2 trazem uma enorme sobrecarga aos serviços de saúde pelo grande número de atendimento, internação e óbitos. Nos últimos anos a ocorrência da circulação simultânea destes dois vírus trouxeram diversos questionamentos quanto as consequências e a capacidade de interação entre elas. Diante disso, este estudo objetivou analisar a ocorrência e desfechos dos quadros clínicos de coinfecção e infecção sequencial por estas duas doenças, a dengue e a covid-19, em um município do interior paulista. Trata-se de um estudo transversal, que utilizou análise de dados secundários através das fichas de notificações compulsórias realizadas. Assim, foram identificados 99 casos que apresentaram confirmação de exame laboratorial para ambas as doenças, em um intervalo de até 30 dias, no período de 2020 a 2022. A maioria dos casos identificados pelo estudo foi do sexo masculino (52,7%), na faixa etária de 15 a 59 anos (66,7%), sem comorbidades relatadas (78,8%), houveram casos distribuídos por todos os distritos de saúde do município. A taxa de hospitalização encontrada foi de 20,2% e 55% destes casos hospitalizados necessitaram de suporte de leito de UTI, apresentando uma letalidade de 4%. Quando utilizado testes estatísticos identificamos que as variáveis Sexo (p=0,003), Faixa etária (p<0,001), Comorbidades (p<0,001), Quantidade de comorbidades (p<0,001), Diabetes (p=0,048), Doença Renal (p<0,001) e Doença autoimune (p=0,014), apresentaram alguma associação importante com o desfecho clínico destes pacientes. Estas análises permitiram identificar que a maior parte dos casos do sexo feminino (91,5%) apresentaram cura sem necessidade de hospitalização, quando comparadas com o sexo masculino (69,2%). Quanto a faixa etária, o grupo de indivíduos dos menores de 15 anos (50%) e acima de 60 anos (41,5%) apresentaram as maiores taxas de internação, no entanto, todos os óbitos se encontravam na faixa etária acima de 60 anos. Os casos sem comorbidades prévias (91%) tiveram uma alta taxa de cura sem hospitalização, e grande parte dos casos com comorbidades prévias (61,9%) foram hospitalizados. Os casos que apresentavam uma (55,6%) ou nenhuma (91%) comorbidade prévia apresentaram melhores evoluções comparados a pacientes com duas (25%) ou três (25%) comorbidades associadas. Os achados do presente estudo são importantes principalmente para sensibilização dos profissionais de saúde na identificação precoce dos casos de coinfecção ou infecção sequencial e com potencial agravamento, para o monitoramento mais próximos desses pacientes a fim evitar a hospitalização e evoluções desfavoráveis.Diseases caused by the DENV and SARS-CoV-2 viruses place a huge burden on health services due to the large number of care, hospitalizations and deaths. In recent years, the simultaneous circulation of these two viruses has raised several questions regarding the consequences and the capacity for interaction between them. Therefore, this study aimed to analyze the occurrence and outcomes of clinical cases of co-infection and sequential infection by these two diseases, dengue and covid-19, in a municipality in the interior of São Paulo. This is a cross-sectional study, which used secondary data analysis through compulsory notification forms. Thus, 99 cases were identified that presented laboratory test confirmation for both diseases, within an interval of up to 30 days, in the period from 2020 to 2022. The majority of cases identified by the study were male (52.7%), aged between 15 and 59 years (66.7%), with no reported comorbidities (78.8%), there were cases distributed across all districts health department in the municipality. The hospitalization rate found was 20.2% and 55% of these hospitalized cases required ICU bed support, with a fatality rate of 4%. When using statistical tests, we identified that the variables Sex (p=0.003), Age group (p<0.001), Comorbidities (p<0.001), Number of comorbidities (p<0.001), Diabetes (p=0.048), Kidney Disease (p <0.001) and Autoimmune disease (p=0.014), showed some important association with the clinical outcome of these patients. These analyzes allowed us to identify that the majority of female cases (91.5%) were cured without the need for hospitalization, when compared to males (69.2%). Regarding the age group, the group of individuals under 15 years old (50%) and over 60 years old (41.5%) had the highest hospitalization rates, however, all deaths were in the age group over 60 years. Cases without prior comorbidities (91%) had a high cure rate without hospitalization, and a large proportion of cases with prior comorbidities (61.9%) were hospitalized. Cases that had one (55.6%) or none (91%) previous comorbidities had better outcomes compared to patients with two (25%) or three (25%) associated comorbidities. The findings of the present study are important mainly to raise awareness of health professionals in the early identification of cases of co-infection or sequential infection with potential worsening, for closer monitoring of these patients in order to avoid hospitalization and unfavorable outcomes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMuñoz, Susana SeguraGentil, Danielle Cristina Dacanal2024-08-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-22112024-161554/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-19T19:58:02Zoai:teses.usp.br:tde-22112024-161554Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-19T19:58:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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