Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais
| Ano de defesa: | 2014 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-06012025-165743/ |
Resumo: | Introdução: As etiologias das malformações fetais (MF) são mal compreendidas, fazendo com que fatores ambientais e condições maternas sejam responsabilizados. Para que se entenda melhor o papel destes potenciais teratógenos, torna-se necessária a vigilância perinatal das MF, a fim de se estabelecer a epidemiologia dessas intercorrências, alertar sobre riscos teratogênicos e tornar possível a avaliação da eficácia da prevenção primária. Apesar de MF parecer um assunto bem explorado, trabalhos que avaliem fatores de risco e complicações perinatais relacionados às malformações são escassos na literatura, especialmente quando se comparam os grupos de malformações entre si. Objetivos: Identificar fatores epidemiológicos de risco para MF, avaliar a concordância entre MF diagnosticadas pelo ultrassonografista geral e pelo ultrassonografista especialista em Medicina Fetal e avaliar o impacto das MF sobre os resultados perinatais. Métodos: Este estudo prospectivo e observacional incluiu 275 gestantes portadoras de fetos com anomalias congênitas, admitidas para seguimento pré-natal em qualquer trimestre da gestação. Para análise dos dados, as pacientes foram divididas em sete grupos, de acordo com o tipo de MF: sistema nervoso central (SNC), trato urinário (GU), coração e grandes vasos (CA), trato gastrintestinal e parede abdominal (GI), musculoesqueléticas (ME), hidropsia fetal e outras (OT). Foram analisadas as variáveis maternas para se estabelecer potenciais fatores de risco para cada grupo de MF, a concordância entre os achados de ultrassom realizado no serviço de atenção primária e terciária e os resultados adversos maternos e perinatais. O desfecho primário foi ocorrência de um tipo específico de MF. Os desfechos secundários incluíram: restrição de crescimento intrauterino (RCIU), sofrimento fetal (SF), corioamniorrexe prematura (CP), oligohidrâmnio ou polihidrâmnio, trabalho de parto pré-termo (TPPT), morte fetal, parto pré-termo, parto cesárea (PC), baixo peso ao nascer (BPN), Apgar de 1° minuto inferior a 7; Apgar de 5° minuto inferior a 7; necessidade de ventilação assistida no nascimento; necessidade de assistência circulatória no nascimento; taxa de infecção no período neonatal precoce, necessidade de tratamento cirúrgico no período neonatal precoce; taxa de morte neonatal precoce e influência de pelo menos um ciclo de corticosteróides para a maturidade fetal sobre a morbidade perinatal. O teste do qui-quadrado, Kruskal Wallis ou Mann-Whitney e regressões logísticas simples e múltipla foram utilizados para as análises estatísticas. Resultados: Cor não branca da pele materna foi associada à redução no risco de MF SNC (OR: 0.43, IC 95% 0.19-0.97). Nível de escolaridade elevado foi associado à redução no risco de MF GU (OR: 0.52, IC 95% 0.29-0.94). Multiparidade esteve associada a aumento no risco de MF CA (OR: 0.26, IC 95% 0.08-0.80; vs. primigestas; OR: 0.32, IC 95% 0.11-0.95; vs. secundigestas). Idade materna superior a 19 anos e suplementação de ácido fólico durante a gravidez reduziram o risco de MF GI (OR: 0.42, IC 95% 0.19-0.95 e OR: 0.34, IC 95% 0.13-0.91, respectivamente). Fumar aumentou o risco para MF ME (OR: 3.28, IC 95% 1.08-9.90). Aborto em gravidez anterior aumentou em oito vezes o risco de hidropisia fetal. Observou-se maior concordância entre os resultados dos ultrassons realizados nos serviços de cuidados primários e terciários quando a MF foi a GI (84,2%) e a menor correlação ocorreu quando o diagnóstico foi uma MF CA (28,1%). Não houve diferenças significativas entre os grupos de MF em relação à RCIU, SF, PC, TPPT, Apgar de 1° minuto inferior a 7 e necessidade de ventilação assistida no nascimento. Polihidrâmnio foi significativamente mais frequente na MF ME e na hidropisia fetal, enquanto oligohidrâmnio foi mais frequente nas MF GU. A taxa de morte fetal foi significativamente maior no grupo de fetos hidrópicos. A prematuridade foi significativamente mais frequente no grupo de MF GI e hidropisia fetal. No geral, as taxas de cesárea foram muito elevadas, mas foram significativamente menores nas MF GU e nos fetos hidrópicos. BPN foi significativamente mais frequente nas MF GI, ME e OT. Apgar de 5° minuto inferior a 7 foi significativamente mais prevalente nas MF GU, ME e hidropisia fetal. A necessidade de suporte circulatório ao nascer foi maior nas MF ME e na hidropisia fetal. As taxas de infecções foram menores nas MF SNC, GU e OT. A necessidade de tratamento cirúrgico foi significativamente inferior em MF GU, ME e OT, mas maior na MF GI, quando comparada com a MF CA. A morte neonatal foi significativamente menos frequente em MF SNC. O uso de corticosteróides não alterou de forma significativa os resultados perinatais adversos. Conclusões: Foi possível identificar alguns fatores de risco para MF. O ultrassonografista geral ainda não consegue distinguir adequadamente alguns tipos de MF quando comparados com o ultrassonografista especialista em Medicina Fetal, especialmente quando a MF é CA. Resultados perinatais adversos alcançaram índices alarmantes em fetos com malformações e podem diferir de acordo com o tipo de MF estudado. Estes resultados ajudam a compreender a relevância das MF, para a mãe, recém-nascido, sua família e todo o sistema de saúde. |
| id |
USP_e2750694b80fa42022fba1b5cae37e39 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-06012025-165743 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinataisNão informado.Adverse perinatal outcomeAnomalia congênitaCongenital anomalyFetal malformationGestaçãoHuman teratogensMalformação fetalPregnancyResultado perinatal adversoTeratógenos humanosUltrasoundUltrassomIntrodução: As etiologias das malformações fetais (MF) são mal compreendidas, fazendo com que fatores ambientais e condições maternas sejam responsabilizados. Para que se entenda melhor o papel destes potenciais teratógenos, torna-se necessária a vigilância perinatal das MF, a fim de se estabelecer a epidemiologia dessas intercorrências, alertar sobre riscos teratogênicos e tornar possível a avaliação da eficácia da prevenção primária. Apesar de MF parecer um assunto bem explorado, trabalhos que avaliem fatores de risco e complicações perinatais relacionados às malformações são escassos na literatura, especialmente quando se comparam os grupos de malformações entre si. Objetivos: Identificar fatores epidemiológicos de risco para MF, avaliar a concordância entre MF diagnosticadas pelo ultrassonografista geral e pelo ultrassonografista especialista em Medicina Fetal e avaliar o impacto das MF sobre os resultados perinatais. Métodos: Este estudo prospectivo e observacional incluiu 275 gestantes portadoras de fetos com anomalias congênitas, admitidas para seguimento pré-natal em qualquer trimestre da gestação. Para análise dos dados, as pacientes foram divididas em sete grupos, de acordo com o tipo de MF: sistema nervoso central (SNC), trato urinário (GU), coração e grandes vasos (CA), trato gastrintestinal e parede abdominal (GI), musculoesqueléticas (ME), hidropsia fetal e outras (OT). Foram analisadas as variáveis maternas para se estabelecer potenciais fatores de risco para cada grupo de MF, a concordância entre os achados de ultrassom realizado no serviço de atenção primária e terciária e os resultados adversos maternos e perinatais. O desfecho primário foi ocorrência de um tipo específico de MF. Os desfechos secundários incluíram: restrição de crescimento intrauterino (RCIU), sofrimento fetal (SF), corioamniorrexe prematura (CP), oligohidrâmnio ou polihidrâmnio, trabalho de parto pré-termo (TPPT), morte fetal, parto pré-termo, parto cesárea (PC), baixo peso ao nascer (BPN), Apgar de 1° minuto inferior a 7; Apgar de 5° minuto inferior a 7; necessidade de ventilação assistida no nascimento; necessidade de assistência circulatória no nascimento; taxa de infecção no período neonatal precoce, necessidade de tratamento cirúrgico no período neonatal precoce; taxa de morte neonatal precoce e influência de pelo menos um ciclo de corticosteróides para a maturidade fetal sobre a morbidade perinatal. O teste do qui-quadrado, Kruskal Wallis ou Mann-Whitney e regressões logísticas simples e múltipla foram utilizados para as análises estatísticas. Resultados: Cor não branca da pele materna foi associada à redução no risco de MF SNC (OR: 0.43, IC 95% 0.19-0.97). Nível de escolaridade elevado foi associado à redução no risco de MF GU (OR: 0.52, IC 95% 0.29-0.94). Multiparidade esteve associada a aumento no risco de MF CA (OR: 0.26, IC 95% 0.08-0.80; vs. primigestas; OR: 0.32, IC 95% 0.11-0.95; vs. secundigestas). Idade materna superior a 19 anos e suplementação de ácido fólico durante a gravidez reduziram o risco de MF GI (OR: 0.42, IC 95% 0.19-0.95 e OR: 0.34, IC 95% 0.13-0.91, respectivamente). Fumar aumentou o risco para MF ME (OR: 3.28, IC 95% 1.08-9.90). Aborto em gravidez anterior aumentou em oito vezes o risco de hidropisia fetal. Observou-se maior concordância entre os resultados dos ultrassons realizados nos serviços de cuidados primários e terciários quando a MF foi a GI (84,2%) e a menor correlação ocorreu quando o diagnóstico foi uma MF CA (28,1%). Não houve diferenças significativas entre os grupos de MF em relação à RCIU, SF, PC, TPPT, Apgar de 1° minuto inferior a 7 e necessidade de ventilação assistida no nascimento. Polihidrâmnio foi significativamente mais frequente na MF ME e na hidropisia fetal, enquanto oligohidrâmnio foi mais frequente nas MF GU. A taxa de morte fetal foi significativamente maior no grupo de fetos hidrópicos. A prematuridade foi significativamente mais frequente no grupo de MF GI e hidropisia fetal. No geral, as taxas de cesárea foram muito elevadas, mas foram significativamente menores nas MF GU e nos fetos hidrópicos. BPN foi significativamente mais frequente nas MF GI, ME e OT. Apgar de 5° minuto inferior a 7 foi significativamente mais prevalente nas MF GU, ME e hidropisia fetal. A necessidade de suporte circulatório ao nascer foi maior nas MF ME e na hidropisia fetal. As taxas de infecções foram menores nas MF SNC, GU e OT. A necessidade de tratamento cirúrgico foi significativamente inferior em MF GU, ME e OT, mas maior na MF GI, quando comparada com a MF CA. A morte neonatal foi significativamente menos frequente em MF SNC. O uso de corticosteróides não alterou de forma significativa os resultados perinatais adversos. Conclusões: Foi possível identificar alguns fatores de risco para MF. O ultrassonografista geral ainda não consegue distinguir adequadamente alguns tipos de MF quando comparados com o ultrassonografista especialista em Medicina Fetal, especialmente quando a MF é CA. Resultados perinatais adversos alcançaram índices alarmantes em fetos com malformações e podem diferir de acordo com o tipo de MF estudado. Estes resultados ajudam a compreender a relevância das MF, para a mãe, recém-nascido, sua família e todo o sistema de saúde.Introduction: The etiologies of fetal malformations (FM) are poorly understood. Consequently, it is thought that environmental factors and maternal conditions are responsible. It becomes necessary the perinatal surveillance of FM to understand better the role of these potential teratogens, in order to establish the epidemiology of these complications, warn abouf teratogenic risk and assess the effectiveness of primary prevention. Although FM seems a well explored issue, studies evaluating risk factors and perinatal complications related to malformations are scarce, especially when comparing groups of malformations among themselves. Objectives: Identify epidemiological risk factors for FM, evaluate the agreement between MF diagnosed by general sonographer and an expert sonographer in Fetal Medicine and assess the impact of MF on the perinatal outcomes. Methods: This prospective observational study included 275 pregnant women with fetuses with congenital anomalies admitted on prenatal care at any trimester of pregnancy. For data analysis, they were divided into seven groups according to the type of FM: central nervous system (CNS), urinary tract (UT), heart and great vessels (HGV), gastrointestinal tract and abdominal wall (GI), musculoskeletal (ME), fetal hydrops and others (OT). Also the maternal variables to establish potential risk factors for each group of MF, the correlation between the findings of the ultrasound performed in the primary and tertiary care services, maternal and perinatal outcomes were evaluated. The primary outcome was the occurrence of a specific type of FM. Secondary outcomes included intrauterine growth restriction (IUGR), fetal distress (FD), premature chorioamniorrhexis (PC), oligohydramnios or polyhydramnios, preterm labor (PTL), stillbirth, preterm birth, cesarean section (CS), low birth weight (LBW), 1-minute Apgar score less than 7; 5-minute Apgar score less than 7; need for assisted ventilation at birth; need for cardiocirculatory assistance at birth; infection rate in the early neonatal period, need for surgical treatment in the early neonatal period; early neonatal death rate and influence of the at least one cycle of corticosteroids for fetal maturity on perinatal morbidity. Chi-square test, Kruskal Wallis or Mann-Whitney test, and simple and multiple logistic regressions were used for statistical analyses. Results: The skin calor non-white skin was associated with a reduction in risk for CNS FM (OR: 0.43, 95% CI 0.19-0.97). Higher educational level was associated with a reduction in risk for UT FM (OR: 0.52, 95% CI 0.29-0.94). Multiparity was associated with an increase in risk for HGV FM (OR: 0.26, 95% CI 0.08-0.80; vs. primigravidae; OR: 0.32; 95% CI 0.11-0.95; vs. parity of two). Maternal age greater than 19 years and folie acid supplementation during pregnancy reduced the risk for GI FM (OR: 0.42, 95% CI 0.19-0.95 and OR: 0.34, 95% CI 0.13-0.91, respectively). Smoking increased the risk for ME FM (OR: 3.28, 95% CI 1.08-9.90). Abortion in previous pregnancy increased by 8 times the risk for fetal hydrops. The greater agreement between the findings of the ultrasound performed in the primary and tertiary care services was observed for GI FM (84.2%) and the lowest correlation occurred when the diagnosis is a HGV FM (28.1 % ). There were no significant differences among the FM groups related to IUGR, FD, PC, PTL, 1-minute Apgar score less than 7 and need for assisted ventilation at birth. The polyhydramnios was significantly more frequent in ME FM and fetal MF hydrops, whereas oligohydramnios was more frequent in UT FM. The stillbirth rate was significantly higher in the group of hydropic fetuses. Prematurity was significantly more frequent in GI FM and fetal hydrops. Overall, CS rates were very high, but were significantly lower in UT FM and for hydropic fetuses. LBW was significantly more frequent in GI, ME and OT FM. 5-minute Apgar score less than 7 are significantly more prevalent in UT, ME FM and fetal hydrops. The need for cardiocirculatory assistance at birth was higher in ME FM and fetal hydrops. The infections rates were lower in CNS, UT and OT FM. The need for surgical treatment was significantly lower in UT, ME and OT FM, but much higher in GI FM, when compared to HGV FM. Neonatal death was significantly less frequent in CNS FM. The use of corticosteroids did not significantly change the adverse perinatal outcomes. Conclusions: It was possible to identify some risk factors for FM. The general sonographer still fails to adequately distinguish some types of MF compared to the expert sonographer in Fetal Medicine, especially for HGV FM. Adverse perinatal outcomes reached alarming rates in fetuses with malformations and may differ according to the type of FM studied. These results are helpful to understand the relevance of the FM, for the mother and neonate, their family and the entire health system.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarcolin, Alessandra CristinaAlmeida, Lissa Fernandes Garcia de2014-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-06012025-165743/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-07T13:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-06012025-165743Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-07T13:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais Não informado. |
| title |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| spellingShingle |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais Almeida, Lissa Fernandes Garcia de Adverse perinatal outcome Anomalia congênita Congenital anomaly Fetal malformation Gestação Human teratogens Malformação fetal Pregnancy Resultado perinatal adverso Teratógenos humanos Ultrasound Ultrassom |
| title_short |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| title_full |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| title_fullStr |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| title_full_unstemmed |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| title_sort |
Avaliação dos fatores epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos associados às malformações fetais e o impacto dos mesmos sobre os resultados maternos e perinatais |
| author |
Almeida, Lissa Fernandes Garcia de |
| author_facet |
Almeida, Lissa Fernandes Garcia de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Marcolin, Alessandra Cristina |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Almeida, Lissa Fernandes Garcia de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Adverse perinatal outcome Anomalia congênita Congenital anomaly Fetal malformation Gestação Human teratogens Malformação fetal Pregnancy Resultado perinatal adverso Teratógenos humanos Ultrasound Ultrassom |
| topic |
Adverse perinatal outcome Anomalia congênita Congenital anomaly Fetal malformation Gestação Human teratogens Malformação fetal Pregnancy Resultado perinatal adverso Teratógenos humanos Ultrasound Ultrassom |
| description |
Introdução: As etiologias das malformações fetais (MF) são mal compreendidas, fazendo com que fatores ambientais e condições maternas sejam responsabilizados. Para que se entenda melhor o papel destes potenciais teratógenos, torna-se necessária a vigilância perinatal das MF, a fim de se estabelecer a epidemiologia dessas intercorrências, alertar sobre riscos teratogênicos e tornar possível a avaliação da eficácia da prevenção primária. Apesar de MF parecer um assunto bem explorado, trabalhos que avaliem fatores de risco e complicações perinatais relacionados às malformações são escassos na literatura, especialmente quando se comparam os grupos de malformações entre si. Objetivos: Identificar fatores epidemiológicos de risco para MF, avaliar a concordância entre MF diagnosticadas pelo ultrassonografista geral e pelo ultrassonografista especialista em Medicina Fetal e avaliar o impacto das MF sobre os resultados perinatais. Métodos: Este estudo prospectivo e observacional incluiu 275 gestantes portadoras de fetos com anomalias congênitas, admitidas para seguimento pré-natal em qualquer trimestre da gestação. Para análise dos dados, as pacientes foram divididas em sete grupos, de acordo com o tipo de MF: sistema nervoso central (SNC), trato urinário (GU), coração e grandes vasos (CA), trato gastrintestinal e parede abdominal (GI), musculoesqueléticas (ME), hidropsia fetal e outras (OT). Foram analisadas as variáveis maternas para se estabelecer potenciais fatores de risco para cada grupo de MF, a concordância entre os achados de ultrassom realizado no serviço de atenção primária e terciária e os resultados adversos maternos e perinatais. O desfecho primário foi ocorrência de um tipo específico de MF. Os desfechos secundários incluíram: restrição de crescimento intrauterino (RCIU), sofrimento fetal (SF), corioamniorrexe prematura (CP), oligohidrâmnio ou polihidrâmnio, trabalho de parto pré-termo (TPPT), morte fetal, parto pré-termo, parto cesárea (PC), baixo peso ao nascer (BPN), Apgar de 1° minuto inferior a 7; Apgar de 5° minuto inferior a 7; necessidade de ventilação assistida no nascimento; necessidade de assistência circulatória no nascimento; taxa de infecção no período neonatal precoce, necessidade de tratamento cirúrgico no período neonatal precoce; taxa de morte neonatal precoce e influência de pelo menos um ciclo de corticosteróides para a maturidade fetal sobre a morbidade perinatal. O teste do qui-quadrado, Kruskal Wallis ou Mann-Whitney e regressões logísticas simples e múltipla foram utilizados para as análises estatísticas. Resultados: Cor não branca da pele materna foi associada à redução no risco de MF SNC (OR: 0.43, IC 95% 0.19-0.97). Nível de escolaridade elevado foi associado à redução no risco de MF GU (OR: 0.52, IC 95% 0.29-0.94). Multiparidade esteve associada a aumento no risco de MF CA (OR: 0.26, IC 95% 0.08-0.80; vs. primigestas; OR: 0.32, IC 95% 0.11-0.95; vs. secundigestas). Idade materna superior a 19 anos e suplementação de ácido fólico durante a gravidez reduziram o risco de MF GI (OR: 0.42, IC 95% 0.19-0.95 e OR: 0.34, IC 95% 0.13-0.91, respectivamente). Fumar aumentou o risco para MF ME (OR: 3.28, IC 95% 1.08-9.90). Aborto em gravidez anterior aumentou em oito vezes o risco de hidropisia fetal. Observou-se maior concordância entre os resultados dos ultrassons realizados nos serviços de cuidados primários e terciários quando a MF foi a GI (84,2%) e a menor correlação ocorreu quando o diagnóstico foi uma MF CA (28,1%). Não houve diferenças significativas entre os grupos de MF em relação à RCIU, SF, PC, TPPT, Apgar de 1° minuto inferior a 7 e necessidade de ventilação assistida no nascimento. Polihidrâmnio foi significativamente mais frequente na MF ME e na hidropisia fetal, enquanto oligohidrâmnio foi mais frequente nas MF GU. A taxa de morte fetal foi significativamente maior no grupo de fetos hidrópicos. A prematuridade foi significativamente mais frequente no grupo de MF GI e hidropisia fetal. No geral, as taxas de cesárea foram muito elevadas, mas foram significativamente menores nas MF GU e nos fetos hidrópicos. BPN foi significativamente mais frequente nas MF GI, ME e OT. Apgar de 5° minuto inferior a 7 foi significativamente mais prevalente nas MF GU, ME e hidropisia fetal. A necessidade de suporte circulatório ao nascer foi maior nas MF ME e na hidropisia fetal. As taxas de infecções foram menores nas MF SNC, GU e OT. A necessidade de tratamento cirúrgico foi significativamente inferior em MF GU, ME e OT, mas maior na MF GI, quando comparada com a MF CA. A morte neonatal foi significativamente menos frequente em MF SNC. O uso de corticosteróides não alterou de forma significativa os resultados perinatais adversos. Conclusões: Foi possível identificar alguns fatores de risco para MF. O ultrassonografista geral ainda não consegue distinguir adequadamente alguns tipos de MF quando comparados com o ultrassonografista especialista em Medicina Fetal, especialmente quando a MF é CA. Resultados perinatais adversos alcançaram índices alarmantes em fetos com malformações e podem diferir de acordo com o tipo de MF estudado. Estes resultados ajudam a compreender a relevância das MF, para a mãe, recém-nascido, sua família e todo o sistema de saúde. |
| publishDate |
2014 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2014-08-29 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-06012025-165743/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-06012025-165743/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492206908866560 |