Análise da subnotificação da mortalidade materna, por erro de codificação, no Brasil, no período de 2010 a 2021
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04022026-125611/ |
Resumo: | Introdução: Um dos grandes desafios para a redução da Mortalidade Materna é conhecer sua real magnitude, mascarada pelos elevados índices de sub-registros de óbitos e/ou subinformações das causas de morte. Apesar de todos os esforços da rede de vigilância do Óbito Materno, ainda nos deparamos com um alto percentual de subnotificação, seja por preenchimento errado das declarações de óbito seja por problemas na codificação. Levando-se em consideração a alta Razão de Mortalidade Materna encontrada atualmente no Brasil e a urgente elaboração de estratégias que modifiquem essa realidade, realizou-se uma pesquisa que analisa os casos de mortes maternas não declarados por esses erros. Objetivo: Analisar a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, avaliando os casos não incluídos na notificação habitual por provável erro de codificação, no período de 2010 a 2021. Método: Realizou-se estudo observacional, retrospectivo, com dados extraídos da plataforma Observatório Obstétrico Brasileiro, no período de 2010 a 2021. Foram analisados os óbitos maternos declarados pelo Ministério da Saúde e os óbitos do sexo feminino, na faixa etária de dez a quarenta e nove anos, cuja declaração de óbito, apesar de ter o campo trinta e sete preenchido, não foram codificados como maternos e não foram declarados pelo Ministério da Saúde. Os dois grupos foram comparados em relação a características clínicas e epidemiológicas. O grupo não declarado foi recodificado para o código obstétrico adequado, sendo posteriormente recalculadas as Razões de Mortalidade Materna para cada Unidade da Federação, no período proposto. Resultados: No período de 2010 a 2021, foram contabilizados 21.670 óbitos maternos oficiais ou declarados e 3.480 óbitos maternos não codificados, sendo que a inclusão dos óbitos não codificados aumentou a RMM do Brasil de 62,7 para 72,7/100.000 Nascidos Vivos, nesse período. O grupo de óbitos não codificados apresentou menor escolaridade; maior percentual de status civil não casado; de mulheres na faixa etária de dez a quatorze anos e maior ou igual a quarenta e cinco anos; de causas indiretas; ocorreram mais frequentemente sem assistência médica e no período da gestação, parto e puerpério (p<0,05). Conclusão: Os óbitos não declarados por erro de codificação aumentaram de forma significativa a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, o que alerta para a necessidade de avançarmos na vigilância destes óbitos em nosso país, melhorando sua classificação, para a redução da subnotificação. |
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Análise da subnotificação da mortalidade materna, por erro de codificação, no Brasil, no período de 2010 a 2021Analysis of underreporting of maternal mortality due to coding errors in Brazil, from 2010 to 2021Atestado de óbitoBrasilBrazilDeath certificateMaternal mortalityMortalidade maternaNotificaçãoNotificationSub-registroUnderregistrationIntrodução: Um dos grandes desafios para a redução da Mortalidade Materna é conhecer sua real magnitude, mascarada pelos elevados índices de sub-registros de óbitos e/ou subinformações das causas de morte. Apesar de todos os esforços da rede de vigilância do Óbito Materno, ainda nos deparamos com um alto percentual de subnotificação, seja por preenchimento errado das declarações de óbito seja por problemas na codificação. Levando-se em consideração a alta Razão de Mortalidade Materna encontrada atualmente no Brasil e a urgente elaboração de estratégias que modifiquem essa realidade, realizou-se uma pesquisa que analisa os casos de mortes maternas não declarados por esses erros. Objetivo: Analisar a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, avaliando os casos não incluídos na notificação habitual por provável erro de codificação, no período de 2010 a 2021. Método: Realizou-se estudo observacional, retrospectivo, com dados extraídos da plataforma Observatório Obstétrico Brasileiro, no período de 2010 a 2021. Foram analisados os óbitos maternos declarados pelo Ministério da Saúde e os óbitos do sexo feminino, na faixa etária de dez a quarenta e nove anos, cuja declaração de óbito, apesar de ter o campo trinta e sete preenchido, não foram codificados como maternos e não foram declarados pelo Ministério da Saúde. Os dois grupos foram comparados em relação a características clínicas e epidemiológicas. O grupo não declarado foi recodificado para o código obstétrico adequado, sendo posteriormente recalculadas as Razões de Mortalidade Materna para cada Unidade da Federação, no período proposto. Resultados: No período de 2010 a 2021, foram contabilizados 21.670 óbitos maternos oficiais ou declarados e 3.480 óbitos maternos não codificados, sendo que a inclusão dos óbitos não codificados aumentou a RMM do Brasil de 62,7 para 72,7/100.000 Nascidos Vivos, nesse período. O grupo de óbitos não codificados apresentou menor escolaridade; maior percentual de status civil não casado; de mulheres na faixa etária de dez a quatorze anos e maior ou igual a quarenta e cinco anos; de causas indiretas; ocorreram mais frequentemente sem assistência médica e no período da gestação, parto e puerpério (p<0,05). Conclusão: Os óbitos não declarados por erro de codificação aumentaram de forma significativa a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, o que alerta para a necessidade de avançarmos na vigilância destes óbitos em nosso país, melhorando sua classificação, para a redução da subnotificação.Introduction: One of the major challenges in reducing maternal mortality is to understand its true magnitude, which is masked by high rates of underreporting of deaths and/or underreporting of causes of death. Despite all the efforts of the maternal death surveillance network, we still face a high percentage of underreporting, either due to incorrect completion of death certificates or coding problems. Taking into account the high Maternal Mortality Ratio currently found in Brazil and the urgent development of strategies to change this reality, a study was carried out to analyze cases of maternal deaths that were not reported due to these errors. Objective: To analyze the maternal mortality ratio in Brazil, evaluating cases not included in the usual reporting due to probable coding errors. Method: An observational, retrospective study was carried out with data extracted from the Brazilian Obstetric Observatory platform, from 2010 to 2021. Maternal deaths declared by the Ministry of Health and female deaths, aged 10 to 49 years, whose death certificate had field 37, but which was not coded as maternal and was not declared by the Ministry of Health, were analyzed. The two groups were compared in relation to clinical and epidemiological characteristics. The undeclared group was recoded to the appropriate obstetric code, and the Maternal Mortality Ratios were subsequently recalculated for each Federation Unit in the proposed period. Results. Between 2010 and 2021, 21,670 official or declared maternal deaths and 3,480 uncoded maternal deaths were recorded, and the inclusion of uncoded deaths increased Brazil\'s MMR from 62.7 to 72.7/100,000 Live Births in this period. The group of uncoded deaths had lower levels of education; a higher percentage of unmarried marital status; women aged 10 to 14 and 45 years or older; indirect causes, and occurred more frequently without medical assistance and during pregnancy, childbirth, and the postpartum period (p<0.05). Conclusion: Unreported deaths due to coding errors significantly increased the Maternal Mortality Ratio in Brazil, which highlights the need to advance in the surveillance of these deaths in our country, improving their classification, to reduce underreporting.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFrancisco, Rossana Pulcineli VieiraRodrigues, Agatha SacramentoPinheiro, Ana Maria Pearce de Arêa Leão2025-09-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-04022026-125611/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-04T20:23:02Zoai:teses.usp.br:tde-04022026-125611Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-04T20:23:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Um dos grandes desafios para a redução da Mortalidade Materna é conhecer sua real magnitude, mascarada pelos elevados índices de sub-registros de óbitos e/ou subinformações das causas de morte. Apesar de todos os esforços da rede de vigilância do Óbito Materno, ainda nos deparamos com um alto percentual de subnotificação, seja por preenchimento errado das declarações de óbito seja por problemas na codificação. Levando-se em consideração a alta Razão de Mortalidade Materna encontrada atualmente no Brasil e a urgente elaboração de estratégias que modifiquem essa realidade, realizou-se uma pesquisa que analisa os casos de mortes maternas não declarados por esses erros. Objetivo: Analisar a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, avaliando os casos não incluídos na notificação habitual por provável erro de codificação, no período de 2010 a 2021. Método: Realizou-se estudo observacional, retrospectivo, com dados extraídos da plataforma Observatório Obstétrico Brasileiro, no período de 2010 a 2021. Foram analisados os óbitos maternos declarados pelo Ministério da Saúde e os óbitos do sexo feminino, na faixa etária de dez a quarenta e nove anos, cuja declaração de óbito, apesar de ter o campo trinta e sete preenchido, não foram codificados como maternos e não foram declarados pelo Ministério da Saúde. Os dois grupos foram comparados em relação a características clínicas e epidemiológicas. O grupo não declarado foi recodificado para o código obstétrico adequado, sendo posteriormente recalculadas as Razões de Mortalidade Materna para cada Unidade da Federação, no período proposto. Resultados: No período de 2010 a 2021, foram contabilizados 21.670 óbitos maternos oficiais ou declarados e 3.480 óbitos maternos não codificados, sendo que a inclusão dos óbitos não codificados aumentou a RMM do Brasil de 62,7 para 72,7/100.000 Nascidos Vivos, nesse período. O grupo de óbitos não codificados apresentou menor escolaridade; maior percentual de status civil não casado; de mulheres na faixa etária de dez a quatorze anos e maior ou igual a quarenta e cinco anos; de causas indiretas; ocorreram mais frequentemente sem assistência médica e no período da gestação, parto e puerpério (p<0,05). Conclusão: Os óbitos não declarados por erro de codificação aumentaram de forma significativa a Razão de Mortalidade Materna no Brasil, o que alerta para a necessidade de avançarmos na vigilância destes óbitos em nosso país, melhorando sua classificação, para a redução da subnotificação. |
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