A economia cultural de plantation e a ordem pós-escravista no espaço asiático: Ceilão, c. 1780-1860

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Bonamico, Cesar Alexandre
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-162901/
Resumo: Esta dissertação analisa os debates sobre a montagem da cafeicultura no Ceilão britânico (1836- 1855), em meio ao que pode ser entendido como o problema da plantation no século XIX: como reproduzir um sistema gestado no interior da escravidão, mas agora em um ambiente pós-escravista, e em simultânea disputa com a escravidão renovada nas Américas. Defendo que a formação da cafeicultura no Ceilão opôs dois grupos distintos de cafeicultores, algo possível em razão da conjuntura específica dos anos 1830 no Império Britânico. As diferenças entre ambos chegaram ao seu ponto máximo na crise de 1847-48, quando opuseram dois projetos de império temporalmente distintos – a aceleração e desaceleração do tempo do livre-comércio. Para entender esse momento, examino as discussões travadas nos três periódicos do Ceilão britânico (Ceylon Times, Colombo Observer e The Examiner) entre fazendeiros e mercadores britânicos, agentes do Estado colonial e demais envolvidos na cafeicultura, e também debates no cenário imperial britânico mais amplo, como aquelas do Comitê Parlamentar para o Cultivo de Açúcar e Café (1848). Essa pesquisa possibilita melhor compreender a dinâmica entre a crise da escravidão colonial, a construção do regime assalariado, a expansão imperial britânica na Ásia e a unificação do mercado global em um período em que a Grã-Bretanha procurou impor à economia-mundo capitalista seus valores antiescravistas e de livre-comércio
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