O Direito do Trabalho costumeiro na Primeira República: a classe trabalhadora em luta pela construção do Direito do Trabalho e da solidariedade social - o Direito do Trabalho não escrito
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-11042024-122229/ |
Resumo: | Trata a presente dissertação da investigação sobre a existência das normas costumeiras, não escritas e das relações sociais firmadas entre trabalhadoras e trabalhadores marcados por recortes de gênero, raça e classe, de um lado, e empregadores, do outro, na cidade de São Paulo, no espaço temporal da Primeira República. Considerando que foi um longo e intenso período, marcado pela transição entre o regime escravista para o trabalho livre, desenvolvimento da industrialização e do modo capitalista de produção, além de escassa regulação heteronormativa do trabalho, as relações sociais firmadas pelos costumes e pela ação direta da coletividade de trabalhadoras, trabalhadores e grupos sociais subalternizados, sendo estas as formas de ação/ reação e negociação entre as partes contratantes da prestação do trabalho e, por tal motivo, o objeto da nossa investigação. Pretendemos aqui apresentar o resultado da investigação realizada sobre a existência das normas laborais costumeiras, não escritas e a materialidade das condições de vida e de trabalho da classe trabalhadora com marcadores de gênero, raça e classe e que foram essenciais para a construção do direito e da justiça do trabalho no Brasil. A hipótese inicial é a da existência de um direito não escrito em conjunto com poucas normas heterônomas no limite do recorte temporal da Primeira República, assim como o descumprimento e inefetividade das referidas normas pelos empregadores, tomadores e locatários. Além da a existência de uma força política exercida pela coletividade de trabalhadoras e trabalhadores em conjunto com os demais grupos sociais. Investiga-se se a inexistência de normas protetivas para dar garantias sociais e políticas de proteção e dignidade para trabalhadoras e trabalhadores, analisados em recortes de gênero, raça, classe, menoridade e diversas outras vulnerabilidades e seu descumprimento pelos empregadores, tem como consequência a precariedade da vida, o sofrimento e o medo de quem depende do resultado da venda da sua força de trabalho para sobrevivência própria e de sua família. Considerando assim, que a materialidade da vida social e do trabalho e que a existência de efetiva resistência e solidariedade da classe trabalhadora em conjunto com diferentes grupos subalternizados foram e são as fontes de uma linguagem necessária para a construção e efetividade do direito do trabalho como instrumento de luta e transformação para a realização de uma nova sociedade, entendemos a importância do presente estudo para construção de novas forças para a transformação e superação da sociedade em que vivemos. |
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O Direito do Trabalho costumeiro na Primeira República: a classe trabalhadora em luta pela construção do Direito do Trabalho e da solidariedade social - o Direito do Trabalho não escritoThe customary Labor Law in the First Republic: the working class in struggle for the construction of Labor Law and social solidarity - the unwritten Labor LawClasse trabalhadoraConstrução do Direito do TrabalhoConstruction of Labor LawCustomary lawDireito costumeiroFirst RepublicPrimeira RepúblicaSocial solidaritySolidariedade socialWorking classTrata a presente dissertação da investigação sobre a existência das normas costumeiras, não escritas e das relações sociais firmadas entre trabalhadoras e trabalhadores marcados por recortes de gênero, raça e classe, de um lado, e empregadores, do outro, na cidade de São Paulo, no espaço temporal da Primeira República. Considerando que foi um longo e intenso período, marcado pela transição entre o regime escravista para o trabalho livre, desenvolvimento da industrialização e do modo capitalista de produção, além de escassa regulação heteronormativa do trabalho, as relações sociais firmadas pelos costumes e pela ação direta da coletividade de trabalhadoras, trabalhadores e grupos sociais subalternizados, sendo estas as formas de ação/ reação e negociação entre as partes contratantes da prestação do trabalho e, por tal motivo, o objeto da nossa investigação. Pretendemos aqui apresentar o resultado da investigação realizada sobre a existência das normas laborais costumeiras, não escritas e a materialidade das condições de vida e de trabalho da classe trabalhadora com marcadores de gênero, raça e classe e que foram essenciais para a construção do direito e da justiça do trabalho no Brasil. A hipótese inicial é a da existência de um direito não escrito em conjunto com poucas normas heterônomas no limite do recorte temporal da Primeira República, assim como o descumprimento e inefetividade das referidas normas pelos empregadores, tomadores e locatários. Além da a existência de uma força política exercida pela coletividade de trabalhadoras e trabalhadores em conjunto com os demais grupos sociais. Investiga-se se a inexistência de normas protetivas para dar garantias sociais e políticas de proteção e dignidade para trabalhadoras e trabalhadores, analisados em recortes de gênero, raça, classe, menoridade e diversas outras vulnerabilidades e seu descumprimento pelos empregadores, tem como consequência a precariedade da vida, o sofrimento e o medo de quem depende do resultado da venda da sua força de trabalho para sobrevivência própria e de sua família. Considerando assim, que a materialidade da vida social e do trabalho e que a existência de efetiva resistência e solidariedade da classe trabalhadora em conjunto com diferentes grupos subalternizados foram e são as fontes de uma linguagem necessária para a construção e efetividade do direito do trabalho como instrumento de luta e transformação para a realização de uma nova sociedade, entendemos a importância do presente estudo para construção de novas forças para a transformação e superação da sociedade em que vivemos.This dissertation deals with the investigation on the existence and content of customary, unwritten norms and the social relations established between workers on the one hand, and employers, on the other, and in the city of São Paulo, as a time frame, the First Republic. Considering that it was a long and intense period, marked by the transition between the slave regime and free labor, the development of industrialization and the capitalist mode of production, in addition to scarce heteronormative regulation of labor, with social relations being established by customs and direct action by the collectivity of workers and social groups, these being the forms of action / reaction and negotiation between the contracting parties of the provision of work and, for this reason, the object of our investigation. We intend here to present the result of the investigation carried out on the existence, content and application of customary, unwritten labor standards, the materiality of the living and working conditions of the working class that were essential for the construction of labor law and justice in Brazil. The initial hypothesis is the existence of an unwritten customary right in conjunction with few heteronomous norms within the time frame of the First Republic, as well as the non-compliance and ineffectiveness of these rules by employers, borrowers and tenants. In addition to the existence of a political force exerted by the collectivity of workers in conjunction with other social groups. It is investigated whether the lack of protective norms to provide social guarantees and policies of protection and dignity for workers, analyzed in cuts of gender, race, class, minority in various vulnerabilities and their non-compliance by employers, has as consequences the precariousness of life, suffering and fear of those who depend on the result of the sale of their workforce for their own survival and that of their family. Considering that the materiality of social life and work, oppression and exploitation that are the bases of the capitalist economic system, in addition to the existence of effective resistance and solidarity of the working class together with different subalternized groups were and are the bases of a language necessary for the construction and effectiveness of labor law as an instrument of struggle and transformation for the realization of a new society.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSouto Maior, Jorge LuizRenó, Lara Porto2023-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-11042024-122229/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-12-10T20:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-11042024-122229Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-12-10T20:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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