Queda prematura dos frutos cítricos: caracterização do agente causal, Colletotrichum gloeosporioides Penz. [Sensu Arx, 1957], e controle da doença

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1995
Autor(a) principal: Goes, Antonio de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-20231122-093258/
Resumo: Características culturais, morfológicas e patogênicas de isolados de Colletotrichum gloeosporioides, de plantas cítricas de várias regiões do Brasil, permitiram incluí-los nos grupos SGO (“slow-growing orange”), KLA (“key lime anthracnose”) e FGG (“fast-growing gray”), anteriormente descritos. Isolados dos grupos SGO e KLA apresentam conídios e apressórios menores do que os do grupo FGG. Os apressórios são predominantemente clavados, em SGO, arredondados em KLA e lobulados em FGG. Somente isolados dos grupos SGO e KLA reproduziram sintomas típicos da queda prematura dos frutos cítricos (QPFC) em plantas de laranja ‘Pêra’, floridas, em casa-de-vegetação. Além desses resultados, análises do padrão de bandas de esterase permitiram distingüir os três grupos: o grupo SGO apresenta uma banda específica, de RM 3,9 - 4,1 e o grupo FGG, outra de RM 4,2 - 4,7. Determinações do ótimo de temperatura para crescimento micelial, em BDA, mostraram que isolados dos grupos SGO e KLA são favorecidos por temperaturas de 22 a 25°C e os do FGG por 25 a 28°C. Análises da sensibilidade dos isolados a benomyl evidenciaram que os do grupo FGG são altamente sensíveis, mostrando-se inibidos a 1 μg/ml, enquanto os dos grupos SGO e KLA continuam a se desenvolver, ainda que contidamente, mesmo em altas concentrações do princípio ativo em meio de cultura. Através de experimentos realizados em condições de campo foi verificado que a QPFC pode ser eficazmente controlada através da aplicação de benomyl, carbendazim ou tiofanato metílico em dois estádios de florescimento: “cabeça de fósforo” e “cotonete”. A associação de benomyl com adubos foliares ou espalhantes adesivos não alterou a eficiência que foi, inclusive, melhorada com o emprego de nitrato de potássio e Aterbane BRR . Outros fungicidas que também se mostraram eficientes em testes in vitro e em condições de campo foram prochloraz e tebuconazole.
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