Variabilidade e processo adaptativo na aquisição de habilidades motoras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Benda, Rodolfo Novellino
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-23012026-100014/
Resumo: O objetivo desse estudo foi investigar o papel da variabilidade do movimento no processo adaptativo em aprendizagem motora, em função de diferentes níveis de estabilização. Três questões foram investigadas: 1) a variabilidade observada em diferentes estados do sistema (antes e após a estabilização) é de natureza distinta? 2) após a estabilização, ocorre um aumento da flutuação da variabilidade? 3) a variabilidade que permanece após a estabilização caracteriza uma flexibilidade que permite adaptação à novas exigências? Três experimentos constituídos de duas fases (estabilização e adaptação) foram realizados. No primeiro experimento, 90 sujeitos adultos praticaram uma tarefa de arremesso de dardo de salão distribuídos em três grupos - pré-estabilização (GP), estabilização (GE) e super estabilização (GS). Em cada grupo os sujeitos foram divididos conforme a variabilidade de desempenho no último bloco de tentativas da fase de estabilização, resultando em subgrupos de baixa, média e alta variabilidade. Os resultados mostraram que a variabilidade observada em diferentes estados do sistema não é de natureza distinta, que não ocorre um aumento da flutuação da variabilidade e que a variabilidade que permanece após a estabilização não caracteriza flexibilidade do sistema. No segundo experimento, 90 sujeitos adultos realizaram uma tarefa de timing coincidente envolvendo uma sequência de movimentos seguindo um delineamento semelhante ao do primeiro experimento. (Continua)(Continuação) Os resultados mostraram que a variabilidade de movimento relacionada a marco (timing relativo) e microestrutura do programa de ação (tempo total de movimento) tem um efeito distinto em diferentes estados do sistema. Mostraram também que a alta variabilidade relacionada a macroestrutura como a microestrutura são prejudiciais para a adaptação. No terceiro experimento participaram 90 sujeitos adultos seguiram o mesmo delineamento do experimento dois, porém envolvendo ) na adaptação, além do aumento na velocidade do estímulo (experimento 2), uma alteração na configuração espacial nas chaves de resposta. Os resultados mostraram que a variabilidade relacionada a microestrutura tem um efeito distinto conforme o estado do sistema e que a variabilidade relacionada a macroestrutura deve ser reduzida na fase de estabilização. Os resultados mostraram também que a variabilidade relacionada a microestrutura não interferiu no desempenho sendo, de certa forma, benéfica para a adaptação. No seu conjunto, os resultados sugerem: a) que a variabilidade pode ter um papel diferenciado conforme o estado de organização do sistema; b) que há um aumento da amplitude da variabilidade após a estabilização; c) que a variabilidade pode ter um papel facilitador na adaptação. Porém, considerando-se que a especificidade da tarefa é um importante fator na aprendizagem motora, novos estudos com a utilização de diferentes tarefas são necessários para conclusões mais sólidas
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No primeiro experimento, 90 sujeitos adultos praticaram uma tarefa de arremesso de dardo de salão distribuídos em três grupos - pré-estabilização (GP), estabilização (GE) e super estabilização (GS). Em cada grupo os sujeitos foram divididos conforme a variabilidade de desempenho no último bloco de tentativas da fase de estabilização, resultando em subgrupos de baixa, média e alta variabilidade. Os resultados mostraram que a variabilidade observada em diferentes estados do sistema não é de natureza distinta, que não ocorre um aumento da flutuação da variabilidade e que a variabilidade que permanece após a estabilização não caracteriza flexibilidade do sistema. No segundo experimento, 90 sujeitos adultos realizaram uma tarefa de timing coincidente envolvendo uma sequência de movimentos seguindo um delineamento semelhante ao do primeiro experimento. (Continua)(Continuação) Os resultados mostraram que a variabilidade de movimento relacionada a marco (timing relativo) e microestrutura do programa de ação (tempo total de movimento) tem um efeito distinto em diferentes estados do sistema. Mostraram também que a alta variabilidade relacionada a macroestrutura como a microestrutura são prejudiciais para a adaptação. No terceiro experimento participaram 90 sujeitos adultos seguiram o mesmo delineamento do experimento dois, porém envolvendo ) na adaptação, além do aumento na velocidade do estímulo (experimento 2), uma alteração na configuração espacial nas chaves de resposta. Os resultados mostraram que a variabilidade relacionada a microestrutura tem um efeito distinto conforme o estado do sistema e que a variabilidade relacionada a macroestrutura deve ser reduzida na fase de estabilização. Os resultados mostraram também que a variabilidade relacionada a microestrutura não interferiu no desempenho sendo, de certa forma, benéfica para a adaptação. No seu conjunto, os resultados sugerem: a) que a variabilidade pode ter um papel diferenciado conforme o estado de organização do sistema; b) que há um aumento da amplitude da variabilidade após a estabilização; c) que a variabilidade pode ter um papel facilitador na adaptação. Porém, considerando-se que a especificidade da tarefa é um importante fator na aprendizagem motora, novos estudos com a utilização de diferentes tarefas são necessários para conclusões mais sólidasThe purpose of this study was to investigate the role of movement variability in the adaptive process of motor learning as a function of different levels of stabilization. Three questions were investigated: 1) is the variability observed in different system\' states (before and after stabilization) distinct in nature? 2) is there an increase of variability fluctuation after stabilization? 3) does the variability which remains after stabilization characterize a flexibility that enables adaptation to new demands? Three experiments comprised by two phases (stabilization and adaptation) were carried out. In the first experiment, 90 adult subjects practiced a dart throwing task distributed in three groups - pre-stabilization (GP), stabilization (GE) and super-stabilization (GS).In each group subjects were further divided into three groups according to their variability of performance showed in the last block of trials of the stabilization phase, and this resulted in a low, medium and high variability groups. The results indicated that variability does not differ in the three system\' states and also that variability fluctuation does not Increase after stabilization nor characterize system\'s flexibility. The second experiment followed the same experimental design of the previous experiment. 90 adult subjects performed a coincident timing task involving a sequence of movements. (Continue)(Continuation) The results showed that the variability of movement related to macro-structure (relative timing) and micro-structure of action program (total movement time) has different effects depending on the state of the system. They showed also that a high variability related to both macro and micro-structure is detrimental to adaptation. In the third experiment carried out with the same experimental design of the second experiment, 90 adult subjects performed the same task in the stabilization phase and a different task in the adaptation phase and a different task in the adaptation in which not only the stimulus speed (experiment 2) but also the spatial configuration of response keys were changed. The results showed that the variability related to the micro-structure has a different effect depending on the state of the system and that the variability related to the macro-structure must be reduced in the stabilization phase. The results showed also that the variability related to the micro-structure did not disrupt the performance and to a certain degree it was beneficial to adaptation. As a whole, the results suggest that: a) the variability can play a different role depending on the state of the system; b) there is an increase of the amplitude of variability after stabilization; c) the variability can play a facilitative role in the adaptation. However, taking into consideration that task specificity is an important factor in motor learning research, further studies using different motor tasks must be carried out before sound conclusions can be madeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTani, GoBenda, Rodolfo Novellino2001-04-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-23012026-100014/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-23T12:08:02Zoai:teses.usp.br:tde-23012026-100014Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-23T12:08:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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