Ação sindical transnacional: globalização contra-hegemônica no setor de serviços
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-25062025-131357/ |
Resumo: | O advento da globalização e a preocupação com os rumos que a classe trabalhadora seguiria com essas mudanças motivaram uma nova rodada de pesquisas sobre as novas formas de organização dos trabalhadores em uma dinâmica transnacional. Além disso, a mudança de um trabalho clássico industrial do século XX para um perfil de trabalhador de serviços no século XXI trouxe novos desafios para a arena da luta de classes. As teses de um novo internacionalismo operário movimentaram o debate, colhendo simpatizantes e opositores. Os rumos e as promessas desse novo internacionalismo operário são incertos e voláteis, porém, as experiências concretas de sindicalistas engajados na dinâmica internacional tornaram-se objeto de estudo dado o seu potencial de ação como resposta aos desafios impostos pela globalização. Este trabalho explora as características das redes sindicais organizadas pela Federação Sindical Global UNI Global Union e suas formas de ação para contrapor os avanços da globalização e das empresas transnacionais sobre os trabalhadores do setor de serviços no Brasil e no mundo. A experiência das redes sindicais organizadas por essas federações são fruto dessa nova tendência do sindicalismo global para o combate às empresas transnacionais. Esta pesquisa busca discutir o perfil do trabalhador do setor de serviços e os desafios postos na mesa para melhorar as condições de trabalho dessa categoria, introduzindo um breve histórico do internacionalismo operário e analisando suas novas formas de ação sindical em três categorias do setor de serviços analisando redes e acordos do setor comerciário, bancário e de logística urbana. A relevância dessas redes é dada pela possibilidade de um alcance multiescalar, buscando uma conexão entre o global e o local desses trabalhadores e da dinâmica na empresa transnacional. A dinâmica prática das redes, no entanto, é mais complexa. O enfrentamento às dificuldades passa pela superação de dificuldades da ordem financeira, acomodação das lideranças sindicais, falta de foco na política de redes e dificuldades de organização de um setor que tem como aspecto natural a atomização dos trabalhadores. As redes focam, então, em estratégias que buscam a ativação dessa dinâmica a partir de campanhas e também de assinatura de marcos regulatórios chamados de Acordo Marco Global, como forma de legitimar a representação sindical transnacional desses trabalhadores e costurar acordos de boas práticas com as empresas. A ordem prática da pesquisa propôs um mapeamento das redes em atividade no setor de serviços e uma filtragem daquelas que possuíam maior grau de atividade. Após isso, foi definido um escopo de análise que culminou em um reaproveitamento de material de campo oriundo de Iniciações Científicas realizadas entre 2018 e 2021 e o trabalho de campo mais recente realizado entre 2022 e 2024. Esses dados de campo consistem em entrevistas com lideranças sindicais envolvidas com o processo de organização das redes e do sindicalismo global de serviços no Brasil, além disso, foram realizadas entrevistas com formuladores de política sindical e também com coordenadores das redes em atuação no Brasil. Paralelamente foi feita a análise dos documentos apresentados no trabalho de campo, assim como a pesquisa e revisão bibliográfica do material coletado acerca da história do sindicalismo global e seus debates recentes |
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Ação sindical transnacional: globalização contra-hegemônica no setor de serviçosTransnational union action: counter-hegemonic globalization in the service sectorGlobalizaçãoGlobalizationSindicatosSociologia do TrabalhoSociology of WorkTrade unionsO advento da globalização e a preocupação com os rumos que a classe trabalhadora seguiria com essas mudanças motivaram uma nova rodada de pesquisas sobre as novas formas de organização dos trabalhadores em uma dinâmica transnacional. Além disso, a mudança de um trabalho clássico industrial do século XX para um perfil de trabalhador de serviços no século XXI trouxe novos desafios para a arena da luta de classes. As teses de um novo internacionalismo operário movimentaram o debate, colhendo simpatizantes e opositores. Os rumos e as promessas desse novo internacionalismo operário são incertos e voláteis, porém, as experiências concretas de sindicalistas engajados na dinâmica internacional tornaram-se objeto de estudo dado o seu potencial de ação como resposta aos desafios impostos pela globalização. Este trabalho explora as características das redes sindicais organizadas pela Federação Sindical Global UNI Global Union e suas formas de ação para contrapor os avanços da globalização e das empresas transnacionais sobre os trabalhadores do setor de serviços no Brasil e no mundo. A experiência das redes sindicais organizadas por essas federações são fruto dessa nova tendência do sindicalismo global para o combate às empresas transnacionais. Esta pesquisa busca discutir o perfil do trabalhador do setor de serviços e os desafios postos na mesa para melhorar as condições de trabalho dessa categoria, introduzindo um breve histórico do internacionalismo operário e analisando suas novas formas de ação sindical em três categorias do setor de serviços analisando redes e acordos do setor comerciário, bancário e de logística urbana. A relevância dessas redes é dada pela possibilidade de um alcance multiescalar, buscando uma conexão entre o global e o local desses trabalhadores e da dinâmica na empresa transnacional. A dinâmica prática das redes, no entanto, é mais complexa. O enfrentamento às dificuldades passa pela superação de dificuldades da ordem financeira, acomodação das lideranças sindicais, falta de foco na política de redes e dificuldades de organização de um setor que tem como aspecto natural a atomização dos trabalhadores. As redes focam, então, em estratégias que buscam a ativação dessa dinâmica a partir de campanhas e também de assinatura de marcos regulatórios chamados de Acordo Marco Global, como forma de legitimar a representação sindical transnacional desses trabalhadores e costurar acordos de boas práticas com as empresas. A ordem prática da pesquisa propôs um mapeamento das redes em atividade no setor de serviços e uma filtragem daquelas que possuíam maior grau de atividade. Após isso, foi definido um escopo de análise que culminou em um reaproveitamento de material de campo oriundo de Iniciações Científicas realizadas entre 2018 e 2021 e o trabalho de campo mais recente realizado entre 2022 e 2024. Esses dados de campo consistem em entrevistas com lideranças sindicais envolvidas com o processo de organização das redes e do sindicalismo global de serviços no Brasil, além disso, foram realizadas entrevistas com formuladores de política sindical e também com coordenadores das redes em atuação no Brasil. Paralelamente foi feita a análise dos documentos apresentados no trabalho de campo, assim como a pesquisa e revisão bibliográfica do material coletado acerca da história do sindicalismo global e seus debates recentesThe advent of globalization and concerns about the direction the working class would take with these changes prompted a new round of research into the new ways of organizing workers in a transnational dynamic. In addition, the shift from classic industrial work in the 20th century to a service worker profile in the 21st century has brought new challenges to the arena of class struggle. The theses of a new workers\' internationalism have stirred up debate, attracting both supporters and opponents. The directions and promises of this new workers\' internationalism are uncertain and volatile, but the concrete experiences of trade unionists engaged in international dynamics have become an object of study given their potential for action in response to the challenges posed by globalization. This paper explores the characteristics of the trade union networks organized by the Global Union Federation UNI Global Union and their forms of action to counter the advances of globalization and transnational corporations on workers in the service sector in Brazil and around the world. The experience of the trade union networks organized by these federations is the fruit of this new trend in global trade unionism to combat transnational companies. This research aims to discuss the profile of service sector workers and the challenges they face in improving the working conditions of this category, introducing a brief history of workers\' internationalism and analyzing its new forms of union action in three categories of the service sector by analyzing networks and agreements in the retail, banking and urban logistics sectors. The relevance of these networks is given by the possibility of a multi-scalar reach, seeking a connection between the global and the local of these workers and the dynamics in the transnational company. The practical dynamics of the networks, however, are more complex. Coping with the difficulties involves overcoming financial difficulties, the complacency of union leaders, the lack of focus on network policy and the difficulties of organizing a sector whose natural aspect is the atomization of workers. The networks then focus on strategies that seek to activate this dynamic through campaigns and also by signing regulatory frameworks called Global Framework Agreements, as a way of legitimizing the transnational union representation of these workers and sewing up agreements on good practices with companies. The practical order of the research proposed a mapping of active networks in the service sector and a filtering of those with a higher degree of activity. After this, a scope of analysis was defined that culminated in the reuse of field material from Scientific Initiations carried out between 2018 and 2021 and the most recent fieldwork carried out between 2022 and 2024. This field data consists of interviews with union leaders involved in the process of organizing the networks and global services unionism in Brazil, as well as interviews with union policymakers and coordinators of the networks operating in Brazil. At the same time, the documents presented in the fieldwork were analyzed, as was the bibliographical research and review of the material collected on the history of global unionism and its recent debatesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Leonardo Gomes Mello eJuncal, Gabriel Souza Martins2025-02-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-25062025-131357/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-25T16:19:02Zoai:teses.usp.br:tde-25062025-131357Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-25T16:19:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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