Decifrar os sinais da intimidade: leituras de Al Berto
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8150/tde-27022013-103225/ |
Resumo: | A obra de Al Berto insere-se em quadro estético no qual se recupera uma dicção mais afetiva e sentimental, se cultiva uma tônica no contato com a realidade mais imediata e se estreita (e também se embaralha) os vínculos entre vida e arte. Para melhor delinear esse contexto, evocam-se alguns conceitos teóricos tais como os de autenticidade, de poesia sentimental e ingênua ou ainda o de coincidência ou não ente poema e poesia. Uma das questões de fundo fulcrais e aglutinadoras das características supracitadas é a intimidade ou, melhor, uma escrita da intimidade, que é atravessada pelas tensões e impasses do espaço biográfico contemporâneo. Como estratégia analítica, organiza-se a dissertação a partir dos dois movimentos constituintes da sondagem íntima: a objetivação do sujeito e a subjetivação dos objetos. Assim sendo, busca-se, primeiramente, discutir a noção de narcisismo poético e explicitar o processo de constituição daquilo que o poeta denominou de texto-corpo e suas figurações: pequeno demiurgo, o centro sísmico do mundo, monge noctívago e o último habitante. Especificamente neste momento do trabalho, conceitos como os de trauma e abjeto auxiliam na leitura dos poemas. Na sequência, investiga-se a relação do sujeito poético, atento e solitário, com seus objetos cotidianos, que são considerados como sinais da realidade e do próprio indivíduo. Articula-se a essa análise o repetido uso estilístico de enumerações e inventários, manifesto de forma bivalente: uma, como expressão da fragmentação do mundo e, outra, como discurso de desconstrução e resistência. A estrutura da dissertação, portanto, tem caráter complementar se considerada em suas partes: tanto em uma quanto em outra, o que está em questão é a possibilidade de uma escritura da intimidade apresentada paradoxal e simultaneamente enquanto presença e ausência do real, enquanto afirmação e negação de uma subjetividade, enquanto assimilação e deslocamento dos lugares canônicos das escritas de si. |
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Decifrar os sinais da intimidade: leituras de Al BertoDeciphering the signs of intimacy: readings of Al BertoAl BertoAl BertoConstituição do sujeitoEnumeraçõesEnumerationsIntimacyIntimidadeObjectsObjetosSelf-constitutionA obra de Al Berto insere-se em quadro estético no qual se recupera uma dicção mais afetiva e sentimental, se cultiva uma tônica no contato com a realidade mais imediata e se estreita (e também se embaralha) os vínculos entre vida e arte. Para melhor delinear esse contexto, evocam-se alguns conceitos teóricos tais como os de autenticidade, de poesia sentimental e ingênua ou ainda o de coincidência ou não ente poema e poesia. Uma das questões de fundo fulcrais e aglutinadoras das características supracitadas é a intimidade ou, melhor, uma escrita da intimidade, que é atravessada pelas tensões e impasses do espaço biográfico contemporâneo. Como estratégia analítica, organiza-se a dissertação a partir dos dois movimentos constituintes da sondagem íntima: a objetivação do sujeito e a subjetivação dos objetos. Assim sendo, busca-se, primeiramente, discutir a noção de narcisismo poético e explicitar o processo de constituição daquilo que o poeta denominou de texto-corpo e suas figurações: pequeno demiurgo, o centro sísmico do mundo, monge noctívago e o último habitante. Especificamente neste momento do trabalho, conceitos como os de trauma e abjeto auxiliam na leitura dos poemas. Na sequência, investiga-se a relação do sujeito poético, atento e solitário, com seus objetos cotidianos, que são considerados como sinais da realidade e do próprio indivíduo. Articula-se a essa análise o repetido uso estilístico de enumerações e inventários, manifesto de forma bivalente: uma, como expressão da fragmentação do mundo e, outra, como discurso de desconstrução e resistência. A estrutura da dissertação, portanto, tem caráter complementar se considerada em suas partes: tanto em uma quanto em outra, o que está em questão é a possibilidade de uma escritura da intimidade apresentada paradoxal e simultaneamente enquanto presença e ausência do real, enquanto afirmação e negação de uma subjetividade, enquanto assimilação e deslocamento dos lugares canônicos das escritas de si.The work of Al Berto is inserted in an aesthetic framework which recovers a more emotional and sentimental poetic diction, places greater emphasis on the contact with immediate reality and narrows and blurs the limits between life and art. In order to clearly outline this context, we also evoke some questions such as the concept of authenticity, of sentimental and naïve poetry, or that of concurrence or not between poem and poetry, among others. One of the background issues related to these traits is intimacy or the writing of intimacy, which is full of tensions and dilemmas in the contemporary biographical space. The analytical structure of the dissertation is based on the two movements of the self-questioning intimacy: objectification of the subject and subjectification of objects. Thus, we primarily seek to discuss the notion of poetic narcissism and elucidate the process of constitution of the so-called \"text-body\" and its figurations: \"small demiurge\", \"the seismic center of the world\", \"the nocturnal monk\" and \"the last inhabitant. Trauma and abjection are concepts that help us read the poems in this specific part of the study. Finally, we investigate the relations of the attentive and lonely poetic subject to his everyday objects regarded as signs of reality and of the individual himself. We also articulate this analysis with the stylistic use of enumerations and inventories in a bivalent form: a) as an expression of the fragmentation of the world and another, and b) as a discourse of deconstruction and resistance. Hence, the structure of the dissertation should be considered in its complementary chapters: both deal with the writing of intimacy paradoxically and simultaneously regarded as presence and absence of the real, or as affirmation and denial of subjectivity, or even as assimilation and displacement of canonical writings of the self.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFernandes, Annie GiseleSasaki, Leonardo de Barros2012-11-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8150/tde-27022013-103225/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:35Zoai:teses.usp.br:tde-27022013-103225Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:35Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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