Avaliação do processo autofágico em camundongos diabéticos e sadios tratados com Ovalbumina e Rapamicina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Tavares, Ywa Perpétuo Socorro Toda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9142/tde-31032025-143923/
Resumo: A autofagia já foi associada a distúrbios metabólicos, bem como ao processo inflamatório, sendo capaz de modular e ser modulada por citocinas. Dentre os processos inflamatórios nos quais a autofagia influi, a inflamação alérgica pulmonar e o Diabetes mellitus tipo I possuem correlação entre si. Em estudo prévio, demonstrou-se que a insulina modula a inflamação alérgica pulmonar, sendo o tratamento com insulina capaz de restaurar o quadro eosinofílico no lavado broncoalveolar, bem como a deposição de colágeno nas vias respiratórias de camundongos diabéticos. O knockdown do gene ATG5, relativo à formação de autofagossomos, já foi correlacionado ao quadro de hiperreponsividade e de fibrose nas vias respiratórias. A autofagia também já foi relacionada à diminuição da proliferação de células β pancreáticas, sendo que o estímulo farmacológico da autofagia resulta em redução da secreção de insulina. O presente estudo busca avaliar o papel da autofagia estimulada por rapamicina em ambiente hiperglicêmico de tecido pulmonar de camundongos induzidos ao Diabetes mellitus tipo I tratados com ovalbumina. Para tanto, os animais foram induzidos ao Diabetes mellitus tipo I por estreptozotocina (múltiplas doses de 65 mg/Kg de STZ intraperitoneal), tratados com ovalbumina (1 mg/mL OVA em solução salina por 20 minutos durante 7 dias, após duas sensibilizações) e tratados com rapamicina (4 mg/Kg de RP em 4 doses intermitentes) para exacerbação da autofagia. Foram avaliados glicemia, massa corpórea, leucograma, hemograma e proteínas autofágicas Bec1in1, LC3B e p62. Os tratamentos com rapamicina e ovalbumina, bem como o ambiente hiperglicêmico, não provocaram alteração dos parâmetros hematológicos, histopatológicos ou da expressão de proteínas autofágicas testadas em tecido pulmonar.
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