Bixiga Quilombo Presente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santana, Flavia Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-06052025-153926/
Resumo: Em 2022 as escavações da obra da estação do metrô (linha 6 - laranja) de São Paulo se depararam com os vestígios da ocupação do Quilombo do Saracura. Entretanto a ocupação negra no território do Bixiga não se resume ao final do século XIX e começo do XX. Segundo o censo de 2010 os distritos Bela Vista e República - sobre os quais (parcialmente) se estende o Bixiga - há setores censitários com até 50% de ocupação negra. Entretanto, o que os números por si só não revelam, é que a vida desta população é composta e compõe práticas que perpassam o modo de vida da população negra. Além da fundação do Vai-Vai e permanência de sua sede no território até 2021, o Bixiga também recebeu ao longo dos anos algumas sedes do Movimento Negro Unificado, redações de jornais da imprensa negra, e atualmente abriga rodas de samba, casas de capoeira, e Terreiros de Matriz Africana, ou seja, o Bixiga é um território constituído pelo aquilombamento desta população. O desafio que está colocado para a população negra em especial é o embate para permanecer no território, considerando sua localização privilegiada, a construção de duas estações de metrô, revisões de legislação urbana e especulação imobiliária que ronda o Bixiga.
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