Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Poveda, Claudia Ligia Esperanza Charry
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/
Resumo: A Escala Facial de Dor - Revisada (EFD-R) é uma das escalas mais recomendadas na mensuração da intensidade da dor aguda em crianças. A versão original desta escala foi testada em crianças canadenses. O objetivo deste trabalho foi avaliar a validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada (EFD-R-B), em duas amostras de crianças brasileiras: uma envolvendo dor aguda procedural e outra dor aguda pós-cirúrgica. Na primeira amostra participaram 77 crianças com idades entre 6 e 12 anos, do sexo feminino e masculino, que foram submetidas à coleta de sangue (dor procedural). As crianças estimaram a intensidade da sua dor, antes e após a punção venosa, na EFD-R-B. Na estimação após a punção venosa, a Escala Colorida Analógica (ECA) foi administrada junto com a EFD-R-B e, além disso, as crianças indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severa, a escala que preferiam e o porquê. Na segunda amostra, participaram 53 crianças com idades entre 6 e 12 anos, do sexo feminino e masculino, que tinham sido submetidas a pequenas cirurgias (dor pós-cirúrgica). Nesta amostra, as crianças estimaram, na EFD-R-B e na ECA, a intensidade da dor que estavam sentindo no momento da entrevista. Também indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severa, o limiar de tratamento da dor, a escala que preferiam e o porquê. Na comparação entre as pontuações obtidas na EFD-R-B e na ECA (validade convergente), nas duas amostras, os valores dos coeficientes Kendall\'s tau foram altos e significativos: =0,75 para o grupo de dor procedural e =0,79 para o grupo de dor pós-cirúrgica (p=0,00 nas duas amostras). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B refletiu as mudanças na intensidade da dor vivenciada pelas crianças antes e após a punção venosa (validade concorrente): Teste de Wilcoxon z=-6,65; p=0,00. Considerando uma escala de 0 a 10 para a EFD-R-B, a mediana e a amplitude interquartil (AIQ) para as faces indicadas como expressivas de intensidade leve, moderada e severa, foram 2 (2-2), 4 (4-6) e 10 (10-10) respectivamente, no grupo de dor procedural, e 2 (2-2), 6 (4-8) e 10 (10-10) respectivamente, no grupo de dor pós-cirúrgica. Na estimação do limiar de tratamento da dor (grupo de dor pós-cirúrgica), a mediana (AIQ) foi 6 (4-10). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B foi a escala preferida por 57,1% das crianças e a ECA por 41,6%; no grupo de dor pós-cirúrgica, a EFD-R-B foi escolhida por 66% das crianças e a ECA por 34%. Estas proporções somente foram significativas no grupo de dor pós-cirúrgica (X²=5,453 p=0,02). Nossos resultados mostram que a EFD-R-B possui propriedades similares à escala original e boa aceitação entre as crianças entrevistadas. A determinação dos valores das diferentes intensidades de dor e do limiar de tratamento da dor, para cada participante, representa uma evidência importante sobre a interpretação da EFD-R.
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Na primeira amostra participaram 77 crianças com idades entre 6 e 12 anos, do sexo feminino e masculino, que foram submetidas à coleta de sangue (dor procedural). As crianças estimaram a intensidade da sua dor, antes e após a punção venosa, na EFD-R-B. Na estimação após a punção venosa, a Escala Colorida Analógica (ECA) foi administrada junto com a EFD-R-B e, além disso, as crianças indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severa, a escala que preferiam e o porquê. Na segunda amostra, participaram 53 crianças com idades entre 6 e 12 anos, do sexo feminino e masculino, que tinham sido submetidas a pequenas cirurgias (dor pós-cirúrgica). Nesta amostra, as crianças estimaram, na EFD-R-B e na ECA, a intensidade da dor que estavam sentindo no momento da entrevista. Também indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severa, o limiar de tratamento da dor, a escala que preferiam e o porquê. Na comparação entre as pontuações obtidas na EFD-R-B e na ECA (validade convergente), nas duas amostras, os valores dos coeficientes Kendall\'s tau foram altos e significativos: =0,75 para o grupo de dor procedural e =0,79 para o grupo de dor pós-cirúrgica (p=0,00 nas duas amostras). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B refletiu as mudanças na intensidade da dor vivenciada pelas crianças antes e após a punção venosa (validade concorrente): Teste de Wilcoxon z=-6,65; p=0,00. Considerando uma escala de 0 a 10 para a EFD-R-B, a mediana e a amplitude interquartil (AIQ) para as faces indicadas como expressivas de intensidade leve, moderada e severa, foram 2 (2-2), 4 (4-6) e 10 (10-10) respectivamente, no grupo de dor procedural, e 2 (2-2), 6 (4-8) e 10 (10-10) respectivamente, no grupo de dor pós-cirúrgica. Na estimação do limiar de tratamento da dor (grupo de dor pós-cirúrgica), a mediana (AIQ) foi 6 (4-10). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B foi a escala preferida por 57,1% das crianças e a ECA por 41,6%; no grupo de dor pós-cirúrgica, a EFD-R-B foi escolhida por 66% das crianças e a ECA por 34%. Estas proporções somente foram significativas no grupo de dor pós-cirúrgica (X²=5,453 p=0,02). Nossos resultados mostram que a EFD-R-B possui propriedades similares à escala original e boa aceitação entre as crianças entrevistadas. A determinação dos valores das diferentes intensidades de dor e do limiar de tratamento da dor, para cada participante, representa uma evidência importante sobre a interpretação da EFD-R.The Faces Pain Scale Revised (FPS-R) is one of the most recommended tools in measuring the intensity of acute pain in children. The aim of this study was to assess validity, interpretability and preference of the Brazilian version of the FPS-R (FPS-R-B), in two different clinical samples. The first sample contained seventy-seven children, 6 to 12 years old and both sexes, undergoing venipuncture for blood sample (procedural pain). These children estimated their perceived pain intensity in FPS-R-B before and after venipuncture. Furthermore, after venipuncture, children were asked: a) to evaluate the intensity of their needle pain using the Coloured Analogue Scale (CAS), b) to indicate on the Faces scale the intensities representing the mild, moderate and severe pain, and c) to choose the scale they preferred and indicate the reasons for the preference. The second sample included fifty-three children, 6 to 12 years old and both sexes, undergoing minor surgery (postoperative pain). Following surgery, children were asked: a) to provide a rating of their current pain intensity using the FPS-R-B and the CAS, b) to indicate on the Faces scale the intensities representing the mild, moderate and severe pain, c) to estimate, on the FPS-R-B, the intensity of pain that their felt to warrant pharmacologic intervention (pain treatment threshold), and d) to choose the scale they preferred and indicate the reasons for the preference. The degree of concordance between FPS-R-B and CAS ratings (convergent validity), for both samples, was high and statistically significant Kendall\'s tau value was 0.75 for the first sample, and 0.79 for the second sample, (p<0.05) . FPS-R-B reflected the changes in pain intensity before and after venipuncture (concurrent validity): Wilcoxon Test z=- 6.24; p< 0.05. On the 0-10 scale for the FPS-R-B, the median and interquartile range (IQR) of the intensities that represented mild, moderate and severe pain were 2 (2-2), 4 (4-6) e 10 (10-10) respectively, for the first sample, and 2 (2-2), 6 (4-8) e 10 (10-10) respectively, for the second sample. The median and IQR for pain treatment threshold were 6 (4-10). Fifty-seven percent of children in the first sample and 64.8% in the second sample preferred the FPS-R-B. These proportions were statistically significant for the second sample (X²=5,453 p<0,05). Our data show that the FPS-R-B has similar statistical properties to the original. New evidences were presented regarding interpretability of the FPS-R by determining each children\'s treatment threshold and estimate of mild, moderate and severe pain. In this study, the FPS-R-B was preferred by the majority of children.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Jose Aparecido DaPoveda, Claudia Ligia Esperanza Charry2012-02-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:31Zoai:teses.usp.br:tde-03052012-111521Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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