A aplicação do aprendizado profundo na identificação de lesões em ressonância nuclear magnética de pacientes com displasia cortical focal
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-05052025-140657/ |
Resumo: | A displasia cortical focal é uma malformação de desenvolvimento do córtex cerebral caracterizada por alterações da laminação cortical associadas ou não à presença de tipos celulares atípicos. Constitui uma causa frequente de epilepsia resistente à medicação e, nestes casos, o tratamento consiste na ressecção da lesão displásica. A identificação desta em exames de ressonância magnética nuclear, todavia, nem sempre é evidente, o que pode comprometer o prognóstico cirúrgico. Por conseguinte, o uso do aprendizado profundo como técnica adjuvante no reconhecimento de lesões pode contribuir para otimizar o tratamento destes pacientes. Os objetivos estabelecidos foram: criar uma base de dados de exames de ressonância nuclear magnética de pacientes com displasia cortical focal e desenvolver modelos de aprendizado profundo que possibilitem a identificação, de forma automatizada, destas lesões. Para este fim, foi criada uma base de dados com exames de ressonância nuclear magnética com lesões visíveis de 36 pacientes com displasia cortical focal comprovada histologicamente, de um único centro e em um período de 21 anos. Após o pré-processamento realizado para registro, correção de viés de campo e extração cerebral, os cortes axiais das imagens ponderadas em T1 foram divididas em recortes para treinar e testar três redes neurais desenvolvidas para a classificação das imagens em lesionais ou não lesionais. A primeira rede neural convolucional demonstrou acurácia de 24.9%, especificidade de 23.2% e sensibilidade de 83.3%, porém com precisão de 3,0% e escore-F1 de 5,8%. A segunda rede neural, baseada na rede VGG16, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 61,9%, especificidade de 62.0% e sensibilidade de 57,1%, porém com precisão de 3,7% e escore-F1 de 6,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 87,7%, especificidade de 89,4% e sensibilidade de 19.0%, porém com precisão de 4,3% e escore-F1 de 7,1%. Por sua vez, a rede neural baseada na rede ResNet-152 V2, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 63,4%, especificidade de 63,9% e sensibilidade de 46,2%, porém com precisão de 3,1% e escore-F1 de 5,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 82,3%, especificidade de 84.0% e sensibilidade de 18,2%, porém com precisão de 2,8% e escore-F1 de 4,8%. Portanto, nenhuma das redes implementadas foi capaz de aprender com exatidão as características mais relevantes de uma lesão associada a displasia cortical e classificar as imagens em lesional ou não lesional de forma eficaz. Estes achados estão provavelmente relacionados ao número limitado de pacientes, com consequente desbalanceamento das classes, e ao uso de imagens de ressonância nuclear magnética ponderadas apenas em T1. Logo, a criação de bases de dados públicas que permitam o aumento do tamanho da amostra e a colaboração entre múltiplos centros poderiam contribuir significativamente para o avanço desta área. |
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A aplicação do aprendizado profundo na identificação de lesões em ressonância nuclear magnética de pacientes com displasia cortical focalThe application of deep learning in lesion identification in nuclear magnetic resonance of patients with focal cortical dysplasiaAprendizado profundoConvolucional networkDeep learningDisplasia cortical focalFocal cortical dysplasiaNeural networkNuclear magnetic resonanceRede convolucionalRede neuralRessonância nuclear magnéticaA displasia cortical focal é uma malformação de desenvolvimento do córtex cerebral caracterizada por alterações da laminação cortical associadas ou não à presença de tipos celulares atípicos. Constitui uma causa frequente de epilepsia resistente à medicação e, nestes casos, o tratamento consiste na ressecção da lesão displásica. A identificação desta em exames de ressonância magnética nuclear, todavia, nem sempre é evidente, o que pode comprometer o prognóstico cirúrgico. Por conseguinte, o uso do aprendizado profundo como técnica adjuvante no reconhecimento de lesões pode contribuir para otimizar o tratamento destes pacientes. Os objetivos estabelecidos foram: criar uma base de dados de exames de ressonância nuclear magnética de pacientes com displasia cortical focal e desenvolver modelos de aprendizado profundo que possibilitem a identificação, de forma automatizada, destas lesões. Para este fim, foi criada uma base de dados com exames de ressonância nuclear magnética com lesões visíveis de 36 pacientes com displasia cortical focal comprovada histologicamente, de um único centro e em um período de 21 anos. Após o pré-processamento realizado para registro, correção de viés de campo e extração cerebral, os cortes axiais das imagens ponderadas em T1 foram divididas em recortes para treinar e testar três redes neurais desenvolvidas para a classificação das imagens em lesionais ou não lesionais. A primeira rede neural convolucional demonstrou acurácia de 24.9%, especificidade de 23.2% e sensibilidade de 83.3%, porém com precisão de 3,0% e escore-F1 de 5,8%. A segunda rede neural, baseada na rede VGG16, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 61,9%, especificidade de 62.0% e sensibilidade de 57,1%, porém com precisão de 3,7% e escore-F1 de 6,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 87,7%, especificidade de 89,4% e sensibilidade de 19.0%, porém com precisão de 4,3% e escore-F1 de 7,1%. Por sua vez, a rede neural baseada na rede ResNet-152 V2, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 63,4%, especificidade de 63,9% e sensibilidade de 46,2%, porém com precisão de 3,1% e escore-F1 de 5,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 82,3%, especificidade de 84.0% e sensibilidade de 18,2%, porém com precisão de 2,8% e escore-F1 de 4,8%. Portanto, nenhuma das redes implementadas foi capaz de aprender com exatidão as características mais relevantes de uma lesão associada a displasia cortical e classificar as imagens em lesional ou não lesional de forma eficaz. Estes achados estão provavelmente relacionados ao número limitado de pacientes, com consequente desbalanceamento das classes, e ao uso de imagens de ressonância nuclear magnética ponderadas apenas em T1. Logo, a criação de bases de dados públicas que permitam o aumento do tamanho da amostra e a colaboração entre múltiplos centros poderiam contribuir significativamente para o avanço desta área.Focal cortical dysplasia is a congenital malformation of the cerebral cortex characterized by alterations of cortical lamination associated or not with the presence of atypical cellular types. Constitutes a frequent cause of drug resistant epilepsy and, in this case, treatment consists in resection of the dysplastic lesion. Nevertheless, its identification in nuclear magnetic resonance images (MRI) is not straightforward, which may compromise surgical prognosis. The application of deep learning as an adjuvant technique in lesion recognition may contribute to optimize patient treatment. The established objectives were: create a MRI database of patients with focal cortical dysplasia and develop deep learning models to automatedly identify these lesions. For this purpose, a database with MRIs from 36 patients with hystologically confirmed focal cortical dysplasia was developed. The samples were collected from a single center through 21 years. After preprocessing, which consisted on registration, field bias correction and brain extraction, patches were obtained from T1 weighted MRI axial slices to train and test three neural networks implemented to classify images in lesional or non lesional. The first convolutional neural network demonstrated an accuracy of 24.9%, specificity of 23.2% and sensibility of 83.3%, but with precision of 3,0% and F1-score of 5,8%. The second neural network, based on the VGG16 network, when trained on MRI data balanced according to class weight, presented with an accuracy of 61,9%, specificity of 62.0% and sensibility of 57,1%, but with precision of 3,7% and F1-score of 6,9%. When trained on MRI data balanced according to the SMOTE technique, presented with an accuracy of 87,7%, specificity of 89,4% and sensibility of 19.0%, but with precision of 4,3% and F1-score of 7,1%. In turn, the neural network based on the ResNet-152 V2 network, when trained on MRI data balanced according to class weight, presented with an accuracy of 63,4%, specificity of 63,9% and sensibility of 46,2%, but with precision of 3,1% and F1-score of 5,9%. When trained on MRI data balanced according to the SMOTE technique, presented with an accuracy of 82,3%, specificity of 84.0% and sensibility of 18,2%, but with precision of 2,8% and F1-score of 4,8%. Therefore, none of the implemented networks was able to efficiently learn the most relevant characteristics of a dysplastic lesion and adequately classify imagens as lesionals or non lesionals. These findings are probably related to the small dataset, with consequent class imbalance, and the adoption of only T1 weighted MRI for training. Consequently, the development of more robust and public datasets that allow increase in sample size and the collaboration among different centers could significantly contribute to the growth and evolution of this field.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarlotti Junior, Carlos GilbertoKumer, Tatiana Von Hertwig Fernandes de Oliveira2025-01-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-05052025-140657/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-25T17:46:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-140657Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-25T17:46:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A displasia cortical focal é uma malformação de desenvolvimento do córtex cerebral caracterizada por alterações da laminação cortical associadas ou não à presença de tipos celulares atípicos. Constitui uma causa frequente de epilepsia resistente à medicação e, nestes casos, o tratamento consiste na ressecção da lesão displásica. A identificação desta em exames de ressonância magnética nuclear, todavia, nem sempre é evidente, o que pode comprometer o prognóstico cirúrgico. Por conseguinte, o uso do aprendizado profundo como técnica adjuvante no reconhecimento de lesões pode contribuir para otimizar o tratamento destes pacientes. Os objetivos estabelecidos foram: criar uma base de dados de exames de ressonância nuclear magnética de pacientes com displasia cortical focal e desenvolver modelos de aprendizado profundo que possibilitem a identificação, de forma automatizada, destas lesões. Para este fim, foi criada uma base de dados com exames de ressonância nuclear magnética com lesões visíveis de 36 pacientes com displasia cortical focal comprovada histologicamente, de um único centro e em um período de 21 anos. Após o pré-processamento realizado para registro, correção de viés de campo e extração cerebral, os cortes axiais das imagens ponderadas em T1 foram divididas em recortes para treinar e testar três redes neurais desenvolvidas para a classificação das imagens em lesionais ou não lesionais. A primeira rede neural convolucional demonstrou acurácia de 24.9%, especificidade de 23.2% e sensibilidade de 83.3%, porém com precisão de 3,0% e escore-F1 de 5,8%. A segunda rede neural, baseada na rede VGG16, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 61,9%, especificidade de 62.0% e sensibilidade de 57,1%, porém com precisão de 3,7% e escore-F1 de 6,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 87,7%, especificidade de 89,4% e sensibilidade de 19.0%, porém com precisão de 4,3% e escore-F1 de 7,1%. Por sua vez, a rede neural baseada na rede ResNet-152 V2, quando treinada com os dados balanceados pelo peso das classes, apresentou acurácia de 63,4%, especificidade de 63,9% e sensibilidade de 46,2%, porém com precisão de 3,1% e escore-F1 de 5,9%. Quando treinada com os dados balanceados pela técnica SMOTE, foram constatadas acurácia de 82,3%, especificidade de 84.0% e sensibilidade de 18,2%, porém com precisão de 2,8% e escore-F1 de 4,8%. Portanto, nenhuma das redes implementadas foi capaz de aprender com exatidão as características mais relevantes de uma lesão associada a displasia cortical e classificar as imagens em lesional ou não lesional de forma eficaz. Estes achados estão provavelmente relacionados ao número limitado de pacientes, com consequente desbalanceamento das classes, e ao uso de imagens de ressonância nuclear magnética ponderadas apenas em T1. Logo, a criação de bases de dados públicas que permitam o aumento do tamanho da amostra e a colaboração entre múltiplos centros poderiam contribuir significativamente para o avanço desta área. |
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