Domínios de estimativa em modelagem geoestatística: aplicação de algoritmos de agrupamento na estimativa de recursos minerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Ivan Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44145/tde-28072025-075544/
Resumo: A definição de domínios de estimativa contínuos e quasi-estacionários para a modelagem geostatística é um desafio crítico na caracterização de recursos minerais, especialmente diante do aumento na disponibilidade de dados geológicos regionalizados. Este trabalho integra dois estudos que propõem alternativas aos métodos manuais tradicionais, frequentemente subjetivos e demora- dos, utilizando algoritmos de agrupamento em minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero (MG,Brasil). No primeiro estudo,três algoritmos de agrupamento foram testados: K-médias (K-means (KM)), Agrupamento hierárquico (hierarchical clustering (HC)) e agrupamento hierárquico geoestatístico (geostatistical hierarchical clustering (GHC)) este último adaptado para incorporar pesos às variáveis e condicionando a geração de grupos a existência de conectividade espacial entre as amostras. Os resultados, comparados a um método manual empírico, revelaram que os cenários agrupados apresentaram estatísticas de validação cruzada mais coerentes e menor suavização nas estimativas, embora com continuidade espacial reduzida. O método KM destacou-se na estruturação de variogramas. O segundo estudo avançou na solução das limitações espaciais ao aplicar o algoritmo Fuzzy k-Prototype (FCP), que integra variáveis categóricas(via parâmetro ) e preserva a continuidade espacial de forma intrínseca, sem restrições externas. A abordagem combinou parâmetros distintos para a função objetiva de agrupamento, comparando-os por meio de métricas de qualidade de agrupamento e análise visual, gerando agrupamentos adaptados às distribuições químicas e litológicas. As simulações, obtidas por banda rotativas (Turning Bands (TBS)), permitiram analisar a coerência geoquímica e espacial entre as amostras e os modelos simulados, estes resultados foram comparados com as simulações obtidas a partir das amostras sem nenhum tipo de agrupamento. O FCP provou ser uma ferramenta flexível para determinação de domínios de estimativa. Ambos os estudos evidenciam que algoritmos de agrupamento podem minimizar a subjetividade inerente aos métodos manuais, otimizando a geração de domínios de estimativa. Enquanto o primeiro artigo identificou vantagens nas métricas estatísticas e de validação das estimativas obtidas pelos algoritmos de agrupamento,o segundo introduziu uma solução capaz de integrar dados contínuos e categóricos, de forma a manter a continuidade espacial dos domínios gerados.Juntos, reforçam o potencial da utilização de algoritmos de agrupamento em estudos geoestatísticos teóricos e práticos.
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No primeiro estudo,três algoritmos de agrupamento foram testados: K-médias (K-means (KM)), Agrupamento hierárquico (hierarchical clustering (HC)) e agrupamento hierárquico geoestatístico (geostatistical hierarchical clustering (GHC)) este último adaptado para incorporar pesos às variáveis e condicionando a geração de grupos a existência de conectividade espacial entre as amostras. Os resultados, comparados a um método manual empírico, revelaram que os cenários agrupados apresentaram estatísticas de validação cruzada mais coerentes e menor suavização nas estimativas, embora com continuidade espacial reduzida. O método KM destacou-se na estruturação de variogramas. O segundo estudo avançou na solução das limitações espaciais ao aplicar o algoritmo Fuzzy k-Prototype (FCP), que integra variáveis categóricas(via parâmetro ) e preserva a continuidade espacial de forma intrínseca, sem restrições externas. A abordagem combinou parâmetros distintos para a função objetiva de agrupamento, comparando-os por meio de métricas de qualidade de agrupamento e análise visual, gerando agrupamentos adaptados às distribuições químicas e litológicas. As simulações, obtidas por banda rotativas (Turning Bands (TBS)), permitiram analisar a coerência geoquímica e espacial entre as amostras e os modelos simulados, estes resultados foram comparados com as simulações obtidas a partir das amostras sem nenhum tipo de agrupamento. O FCP provou ser uma ferramenta flexível para determinação de domínios de estimativa. Ambos os estudos evidenciam que algoritmos de agrupamento podem minimizar a subjetividade inerente aos métodos manuais, otimizando a geração de domínios de estimativa. Enquanto o primeiro artigo identificou vantagens nas métricas estatísticas e de validação das estimativas obtidas pelos algoritmos de agrupamento,o segundo introduziu uma solução capaz de integrar dados contínuos e categóricos, de forma a manter a continuidade espacial dos domínios gerados.Juntos, reforçam o potencial da utilização de algoritmos de agrupamento em estudos geoestatísticos teóricos e práticos.The definition of continuous and quasi-stationary estimation domains forgeostatistical modeling is a critical challenge in mineral resource characterization, especially with the increasing availability of regionalized geological data. This work integrates two studies that propose alternatives to traditional manual methods, which are often subjective and time-consuming, using clustering algorithms in iron ore deposits of the Quadrilátero Ferrífero (MG,Brazil).The first study tested thre eclustering algorithms: hierarchical clustering (HC) and geostatistical hierarchical clustering (GHC) the latter adapted to incorporate variable weights and enforce spatial connectivity between samples. The results, compared to an empirical manual method, revealed that the clustered scenarios provided more consistente cross-validation statistics and reduced smoothing in estimates, although with Power spatial continuity. The KM method stood out in variogram structuring. The second study addressed spatial limitations by applying the Fuzzyk-Prototype (FCP) algorithm, which integrates categorical variables (viaparameter ) and inherently preserves spatial continuity without external constraints. The approach combined different objective function parameters for clustering, comparing them using clustering quality metrics and visual analysis, generating clusters adapted to chemical and lithological distributions. Simulations obtained through Turning Bands (TBS) allowed the assessment of geochemical and spatial coherence between samples and simulated models,with results compared to simulations generated without clustering. FCP proved to be a flexible tool for defining estimation domains. Both studies demonstrate that clustering algorithms can minimize the subjectivity inherent in manual methods, optimizing the generation of estimation domains. While the first study identified advantages in statistical validation metrics of the estimates obtained by clustering algorithms, the second introduced a solution capable of integrating continuous and categorical data while maintaining the spatial continuity of the generated domains. Together, they reinforce the potential of clustering algorithms in theoretical and practical geostatistical studies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, Marcelo Monteiro daCarvalho, Ivan Silva2025-05-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44145/tde-28072025-075544/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-30T12:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-28072025-075544Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-30T12:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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