Desterritorializações em Moçambique: como viver com uma fratura exposta?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Barboza, Bárbara Gomes dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-10022026-111122/
Resumo: A presente pesquisa busca compreender a experiência de pessoas reassentadas por reassentamentos executados por megaprojetos de extrativismo de carvão entre os anos de 2010 e 2020 em Moçambique. Construo um estudo que percorre as vidas sufocadas por megaprojetos extrativistas em Moatize, província de Tete, onde famílias camponesas (sobre)vivem à fratura exposta provocada pelos megaprojetos. Evidencio as tensões geradas por/entre pessoas e instituições envolvidas na execução dos reassentamentos, sejam elas pessoas camponesas, as empresas, os representantes do estado ou as organizações da sociedade civil. Interesso-me pelas ações contestatórias à expropriação e exploração, pela localização das pessoas em situação de desterritorialização, pelas valorações imputadas à terra, pelos formatos das disputas, pelas tramas adjacentes à temporalidade em torno das quais se manifestam. Evidencio que os valores e práticas que a população rural cultiva ao se relacionar com a terra e o território sofrem lesões desde a colonização portuguesa, e atualmente as pessoas e a terra (sobre)vivem em constantes deslocamentos provocados por interesses ancorados na matriz da colonialidade
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