Aderência bacteriana e formação de biofilme aos fios de dermossustentação facial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Leite, Bruna de Arruda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/82/82131/tde-16102008-115949/
Resumo: A flacidez e as rugas de expressão podem ser amenizadas com lifting facial ou implante no tecido subcutâneo da face de fios de poliuretano ou polipropileno. Sob determinadas condições microrganismos podem aderir sobre os fios e interagir com essas superfícies iniciando crescimento celular. O objetivo do presente estudo foi avaliar a aderência bacteriana aos fios de poliuretano e polipropileno por meio de microscopia eletrônica de varredura e métodos microbiológicos. Os fios foram seccionados em segmentos de 1,0 cm de comprimento e transferidos individualmente para tubos Falcon (50,0 mL) contendo caldo Mueller Hinton (15,0 mL), com 200 \'mü\'L da suspensão bacteriana (\'10 POT.8\' UFC/mL) preparada e, incubados por 1h e 30 minutos, 4, 24, 48, 72 e 120 horas. Após cada período de incubação, os corpos-de-prova foram lavados três vezes e introduzidos, separadamente, em 5,0 mL de solução salina esterilizada, sonicados a 40 kHZ por 8 minutos e homogeneizados em vortex por 10 segundos. Esta solução foi diluída (1/10 a 1/1000), da diluição 1/1000 uma alíquota de 0,1 mL foi plaqueada sobre Tryptic Soy Agar (TSA). As placas foram incubadas a 37 graus Celsius por 18 a 24 horas. Após o período de incubação, as células viáveis foram contadas e o resultado anotado em termos de unidades formadoras de colônia (UFC/mL). Os corpos-de-prova destinados à observação por microscópio eletrônico de varredura foram fixados em glutaraldeído, desidratados em séries de álcool, secos em centrífuga a vácuo metalizados com ouro. A avaliação quantitativa do crescimento de S. aureus sobre a superfície do poliuretano, após 1 hora e 30 minutos de contato, foi 4,0 \'+ OU -\' 0,0 log UFC/mL, S. epidermidis 4,07 \'+ OU -\' 0,10 log UFC/mL e P. aeruginosa 5,08 \'+ OU -\' 0,1410 log UFC/mL. Após 4-120 horas o número de células viáveis de S. aureus sobre a superfície do poliuretano foi 5,49 \'+ OU -\' 0,04 log UFC/mL, S. epidermidis 4,99 \'+ OU -\' 0,07 log UFC/mL e P. aeruginosa 6,52 \'+ OU -\' 0,03 log UFC/mL. A avaliação quantitativa do crescimento de S. aureus sobre a superfície do polipropileno, após 1 hora e 30 minutos de contato, foi 4,24 \'+ OU -\' 0,0 log UFC/mL, S. epidermidis 4,14 \'+ OU -\' 0,14 log UFC/mL e P. aeruginosa 5,77 \'+ OU -\' 0,05 log UFC/mL. Após 4 - 120 horas o número de células viáveis de S. aureus sobre a superfície do polipropileno o número de células viáveis de S. aureus foi de 5,96 \'+ OU -\' 0,07 log UFC/mL, S. epidermidis 4,96 \'+ OU -\' 0,06 log UFC/mL e P. aeruginosa 6,63 \'+ OU -\' 0,05 log UFC/mL. O número de células viáveis de S. aureus, S. epidermidis e P. aeruginosa sobre as superfícies de poliuretano e polipropileno foram significantemente diferentes (p<0,05). O biofilme foi observado sobre ambos fios (poliuretano e polipropileno) como demonstrado por meio de microscopia eletrônica de varredura.
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Os fios foram seccionados em segmentos de 1,0 cm de comprimento e transferidos individualmente para tubos Falcon (50,0 mL) contendo caldo Mueller Hinton (15,0 mL), com 200 \'mü\'L da suspensão bacteriana (\'10 POT.8\' UFC/mL) preparada e, incubados por 1h e 30 minutos, 4, 24, 48, 72 e 120 horas. Após cada período de incubação, os corpos-de-prova foram lavados três vezes e introduzidos, separadamente, em 5,0 mL de solução salina esterilizada, sonicados a 40 kHZ por 8 minutos e homogeneizados em vortex por 10 segundos. Esta solução foi diluída (1/10 a 1/1000), da diluição 1/1000 uma alíquota de 0,1 mL foi plaqueada sobre Tryptic Soy Agar (TSA). As placas foram incubadas a 37 graus Celsius por 18 a 24 horas. Após o período de incubação, as células viáveis foram contadas e o resultado anotado em termos de unidades formadoras de colônia (UFC/mL). Os corpos-de-prova destinados à observação por microscópio eletrônico de varredura foram fixados em glutaraldeído, desidratados em séries de álcool, secos em centrífuga a vácuo metalizados com ouro. A avaliação quantitativa do crescimento de S. aureus sobre a superfície do poliuretano, após 1 hora e 30 minutos de contato, foi 4,0 \'+ OU -\' 0,0 log UFC/mL, S. epidermidis 4,07 \'+ OU -\' 0,10 log UFC/mL e P. aeruginosa 5,08 \'+ OU -\' 0,1410 log UFC/mL. Após 4-120 horas o número de células viáveis de S. aureus sobre a superfície do poliuretano foi 5,49 \'+ OU -\' 0,04 log UFC/mL, S. epidermidis 4,99 \'+ OU -\' 0,07 log UFC/mL e P. aeruginosa 6,52 \'+ OU -\' 0,03 log UFC/mL. A avaliação quantitativa do crescimento de S. aureus sobre a superfície do polipropileno, após 1 hora e 30 minutos de contato, foi 4,24 \'+ OU -\' 0,0 log UFC/mL, S. epidermidis 4,14 \'+ OU -\' 0,14 log UFC/mL e P. aeruginosa 5,77 \'+ OU -\' 0,05 log UFC/mL. Após 4 - 120 horas o número de células viáveis de S. aureus sobre a superfície do polipropileno o número de células viáveis de S. aureus foi de 5,96 \'+ OU -\' 0,07 log UFC/mL, S. epidermidis 4,96 \'+ OU -\' 0,06 log UFC/mL e P. aeruginosa 6,63 \'+ OU -\' 0,05 log UFC/mL. O número de células viáveis de S. aureus, S. epidermidis e P. aeruginosa sobre as superfícies de poliuretano e polipropileno foram significantemente diferentes (p<0,05). O biofilme foi observado sobre ambos fios (poliuretano e polipropileno) como demonstrado por meio de microscopia eletrônica de varredura.Flabbiness and expression wrinkles can be helped by undergoing a face lifting or by implanting subcutaneous tissues of polyurethane or polypropylene threads. Under certain conditions microorganisms can attach themselves to the threads and interact with these surfaces initiating cellular growth. The goal of the present study was to evaluate bacterial attachment to polyurethane and polypropylene threads by means of scanning electron microscopy and microbiological method. The threads were sectioned into segments of 1.0 cm in length and inserted, one by one, into separated Falcon tubes (50 mL) containing Mueller Hinton broth (15 mL), with 200 \'mü\'L of the bacterial suspension (\'10 POT.8\' CFU/mL) prepared, and incubated for 1 hour and 30 minutes, at 4, 24, 48, 72 and 120 hour periods. After each incubation period, the coupons were rinsed three times and, inserted, one by one, into 5.0 mL of sterile physiological saline solution, sonicated at 40 kHz for 8 minutes and vortexed for 10 seconds. This solution was diluted three-fold (1/10 to 1/1000), from dilution the 1/1000 dilution an aliquot of 0.1 mL was plated onto Tryptic Soy agar (TSA). The plates were incubated at 37 Celsius degrees from 18 to 24 h. After the incubation periods, the viable bacteria were counted and the results noted in terms of colony forming units (CFU/mL). The coupons destined for scanning electron microscopy observations were fixed in glutaraldehyde, dehydrated in alcohol series, dried in vacuum centryfuge and metalized with gold. A quantitative evaluation was recorded of the growth of S. aureus on the surface of polyurethane, after 1h and 30 minutes of contact, the results shown 4.0 \'+ OU -\' 0.0 CFU/mL, S. epidermidis 4.07 \'+ OU -\' 0.1 CFU/mL and P. aeruginosa 5.08 \'+ OU -\' 0.14 CFU/mL. After 4 - 120 h the number of viable cells of S. aureus on polyurethane surfaces were 5.49 \'+ OU -\' 0.04 CFU/mL, S. epidermidis 4.99 \'+ OU -\' 0.07 CFU/mL and P. aeruginosa 6.52 \'+ OU -\' 0.03 CFU/mL. A quantitative evaluation was recorded of the growth of S. aureus on the surface of polypropylene after 1h and 30 minutes of contact, the results shown 4.24 \'+ OU -\' 0.20 CFU/mL, with S. epidermidis 4.14 \'+ OU -\' 0.1 CFU/mL and P. aeruginosa 5.77 \'+ OU -\' 0.05 CFU/mL. After 4 - 120 h the number of viable cells of S. aureus on polypropylene surfaces were 5.96 \'+ OU -\' 0.07 CFU/mL, S. epidermidis 4.96 \'+ OU -\' 0.07 CFU/mL and P. aeruginosa 6.63 \'+ OU -\' 0.05 CFU/mL. The number of viable cells of S. aureus, S. epidermidis, P. aeruginosa on polyurethane and polypropylene surfaces were significantly different (p<0.05). A biofilm was observed on both threads (polyurethane and polypropylene) as demonstrated by scanning electron microscopy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPizzolitto, Elisabeth LoshchaginLeite, Bruna de Arruda2008-07-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/82/82131/tde-16102008-115949/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:05Zoai:teses.usp.br:tde-16102008-115949Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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