Diversificação como forma de gerenciamento de risco na agricultura
| Ano de defesa: | 2002 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-20210104-191617/ |
Resumo: | Este estudo teve como finalidade mostrar a importância da diversificação no processo de gerenciamento dos riscos da renda. Para tanto, foram escolhidas duas regiões de agricultura intensiva, mas com estruturas fundiárias diferentes. O Mato Grosso representa uma região de grandes propriedades e o Rio Grande do Sul, de pequenas. Nas duas regiões, as principais opções de atividades são culturas anuais e pecuária de corte. Os dados e os modelos adotados nas duas regiões permitiram que fossem feitas comparações dos dois tipos de agricultores perante uma situação de risco. Para contextualizar o cenário em que se encontram os produtores alvos deste trabalho, é feita uma breve análise das transformações da política agrícola brasileira nas últimas décadas. O Estado deixou de ser um agente fornecedor de crédito subsidiado e paternalista. No processo de comercialização, o poder público modificou a sua atuação, reduzindo seu papel de sustentação de preços, deixando mais espaço para a formação de preços nos mercados agropecuários. Também grande parte dos financiamentos passaram a ser fornecidos a taxas de mercado, substancialmente maiores que as taxas oficiais. O trabalho é desenvolvido a partir de três hipóteses: a) os produtores rurais das regiões estudadas diversificam suas atividades utilizando técnicas modernas; b) a diversificação tem sido eficaz na redução dos riscos dos produtores; c) os produtores tendem a se aproximar na fronteira possível de eficiência embora difiram em as taxas de aversão ao risco. Através dos modelos matemáticos, objetiva-se ratificar ou refutar essas hipóteses. Os dados relativos à receita líquida do produtor foram levantados em campo, através de painéis nas regiões de produção, e os dados históricos foram coletados de fontes secundárias como IBGE, Emater do MT e RS, FGV e Cepea/Esalq/USP. Na análise dos dados foram empregados os modelos linear e quadrático. O modelo linear - MOTAD - utiliza os desvios absolutos como forma de medida de risco; já o modelo quadrático - Modelo E-V- utiliza a matriz de variância e covariância como medida de risco. Os desvios foram estimados subtraindo as séries históricas da receita bruta de cada cultura dos respectivos valores estimados por regressão linear simples. Os resultados dos modelos de minimização de risco permitiram a construção da fronteira eficiente para os dois tipos de propriedades. Na fronteira de eficiência econômica, foi observado o ponto correspondente à propriedade típica da região estudada. A inclinação da fronteira nesse ponto fornece a taxa de aversão ao risco do agricultor. Os resultados permitiram verificar que em todos os níveis de receita esperada a diversificação reduz os riscos dos produtores, sendo que as taxas de aversão aos riscos dos produtores gaúchos são mais elevadas que as do mato-grossense. |
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Diversificação como forma de gerenciamento de risco na agriculturaDiversification of activities for agricultural risk managementADMINISTRAÇÃO DE RISCOAGRICULTORESAGRICULTURARENDA AGRÍCOLAEste estudo teve como finalidade mostrar a importância da diversificação no processo de gerenciamento dos riscos da renda. Para tanto, foram escolhidas duas regiões de agricultura intensiva, mas com estruturas fundiárias diferentes. O Mato Grosso representa uma região de grandes propriedades e o Rio Grande do Sul, de pequenas. Nas duas regiões, as principais opções de atividades são culturas anuais e pecuária de corte. Os dados e os modelos adotados nas duas regiões permitiram que fossem feitas comparações dos dois tipos de agricultores perante uma situação de risco. Para contextualizar o cenário em que se encontram os produtores alvos deste trabalho, é feita uma breve análise das transformações da política agrícola brasileira nas últimas décadas. O Estado deixou de ser um agente fornecedor de crédito subsidiado e paternalista. No processo de comercialização, o poder público modificou a sua atuação, reduzindo seu papel de sustentação de preços, deixando mais espaço para a formação de preços nos mercados agropecuários. Também grande parte dos financiamentos passaram a ser fornecidos a taxas de mercado, substancialmente maiores que as taxas oficiais. O trabalho é desenvolvido a partir de três hipóteses: a) os produtores rurais das regiões estudadas diversificam suas atividades utilizando técnicas modernas; b) a diversificação tem sido eficaz na redução dos riscos dos produtores; c) os produtores tendem a se aproximar na fronteira possível de eficiência embora difiram em as taxas de aversão ao risco. Através dos modelos matemáticos, objetiva-se ratificar ou refutar essas hipóteses. Os dados relativos à receita líquida do produtor foram levantados em campo, através de painéis nas regiões de produção, e os dados históricos foram coletados de fontes secundárias como IBGE, Emater do MT e RS, FGV e Cepea/Esalq/USP. Na análise dos dados foram empregados os modelos linear e quadrático. O modelo linear - MOTAD - utiliza os desvios absolutos como forma de medida de risco; já o modelo quadrático - Modelo E-V- utiliza a matriz de variância e covariância como medida de risco. Os desvios foram estimados subtraindo as séries históricas da receita bruta de cada cultura dos respectivos valores estimados por regressão linear simples. Os resultados dos modelos de minimização de risco permitiram a construção da fronteira eficiente para os dois tipos de propriedades. Na fronteira de eficiência econômica, foi observado o ponto correspondente à propriedade típica da região estudada. A inclinação da fronteira nesse ponto fornece a taxa de aversão ao risco do agricultor. Os resultados permitiram verificar que em todos os níveis de receita esperada a diversificação reduz os riscos dos produtores, sendo que as taxas de aversão aos riscos dos produtores gaúchos são mais elevadas que as do mato-grossense.The objective of this study was the importance of diversification to the process of agricultural risk management. For this purpose, two areas with intensive agricultural activities and different agrarian structures were chosen. Mato Grosso is a region with large farms while Rio Grande do Sul with small ones. In both areas, the main agricultural activities are annual crops and livecattle. The data and models adopted allowed comparisons to be made of two types of farmers before a situation of risk. In order to contextualize the scenario where the target producers of this work are situated, a brief analysis of the changes occurred in the Brazilian agricultural policies over the last decades was made. The Public Sector is no longer the paternallistic provider of subsided credit. In the commercialization process, the government has also changed its role, no longer controlling prices. Most of the price formation process is left to market forces. The work was developed from three hypotheses: a) farmers of the areas studied diversify their activities, using modem techniques; b) the diversification has efficiently reduced farmers' risks; and c) farmers tend to get close to the economic efficiency frontier, though at different degrees of risk-aversion. The data related to farmers' net revenue were collected in the field, by means of panels; the historical data were collected from secondary sources, such as IBGE, Emater from Mato Grosso and Rio Grande do Sul, Conab, FVG and Cepea/Esalq/USP. The linear and quadratic models were used in the analysis. The linear model - MOTAD - uses the absolute deviations as its risk evaluation device. The quadratic model - E-V Model - uses the variance and covariance matrix as its risk evaluation device. The deviations were estimated by comparing time series of gross revenue with its estimated value from simple linear regression analysis. The results of the risk minimization models allowed the construction of an efficiency frontier line for both kinds of properties. Along the economical efficiency frontier, the poin corresponding to the typical farm was identified, thus allowing to estimate the typical farmer's risk aversion rate. The results showed us that diversification reduces farmers' risks at all levels of the revenue and that the risk aversion rate of farmers from Rio Grande do Sul is higher than that of farmers from Mato Grosso.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarros, Geraldo Sant'Ana de CamargoDe Zen, Sérgio2002-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-20210104-191617/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-01-08T00:19:01Zoai:teses.usp.br:tde-20210104-191617Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-01-08T00:19:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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