Concentração mínima de etileno para o desverdecimento e tratamento hidrotérmico para a conservação da coloração verde da lima ácida \'Tahiti\'

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Corella Caballero, Rolando Ismael
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-14032019-114830/
Resumo: Um dos grandes desafios da citricultura brasileira, como grande produtora de lima ácida \'Tahiti\', tem sido a conservação do fruto in natura com destino à exportação. A prevenção da mudança na coloração de verde para amarelo durante o armazenamento constitui o foco de grandes esforços na área de pesquisas em pós-colheita. O presente trabalho teve como objetivo: (1) avaliar a aplicação de concentrações de etileno visando determinar a concentração mínima necessária para ativar a mudança da cor na casca dos frutos; (2) avaliar o tratamento térmico por imersão em água quente, visando utilizá-lo como alternativa para retardar o amarelecimento. No capítulo 1 foram realizados dois experimentos, sendo avaliados 4 tratamentos no experimento 1: 0 μL L-1, 3 μL L-1 , 6 μL L-1 e 12 μL L-1 de etileno, armazenados por 18 dias a 22 ± 2 °C e 85 ± 5% de umidade relativa (UR), utilizando frutos beneficiados, mas não tratados com ácido giberélico (GA). Se observou baixa perda de massa fresca e uma aceleração no desverdecimento a partir do dia 10 nos tratamentos de 3, 6 e 12 μL L-1 de etileno. No experimento 2 foram avaliados seis tratamentos: 0, 1, 2, 3, 6 e 12 μL L-1 de etileno, armazenados por 21 dias a 25 ± 2 °C e 85 ± 5% de UR. Foram utilizados frutos beneficiados, e tratados com ácido giberélico (GA). Os resultados mostraram pouco desverdecimento segundo análise no colorímetro, sendo esse resultado mais perceptível na análise por nota de cor para concentrações de 3 μL L-1 de etileno e baixa perda de massa fresca. O beneficiamento com GA e cera pode ter afetado a ação do etileno. No Capítulo 2 foi conduzido um experimento utilizando frutos colhidos diretamente do campo e avaliado o tratamento térmico por imersão em água quente e posterior armazenamento em presença ou ausência de 3 μL L-1 de etileno. Foram estabelecidos 6 tratamentos: controle sem etileno, controle + 3 μL L-1 de etileno, 3 minutos a 50 ± 2 °C sem etileno, 3 minutos a 50 ± 2 °C + 3 μL L-1 de etileno, 5 minutos a 50 ± 2 °C sem etileno, e 5 minutos a 50 ± 2 °C + 3 μL L-1 de etileno. Os frutos foram armazenados por 30 dias a 25 ± 2 °C e 90 ± 5% UR. Foi observado que o tratamento hidrotérmico por 5 minutos a 50 ± 2 °C ajudou na manutenção da cor verde na casca dos frutos, também houve redução significativa na taxa respiratória e na perda de massa fresca dos frutos. Esses resultados sugerem que o tratamento térmico auxilia na manutenção da qualidade de frutos de lima ácida \'Tahiti\', uma vez que tem efeito no retardo de processos envolvidos no amadurecimento e senescencia.
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spelling Concentração mínima de etileno para o desverdecimento e tratamento hidrotérmico para a conservação da coloração verde da lima ácida \'Tahiti\'Minimum ethylene concentration for the de-greening and hydrothermal treatment for the conservation of the green color of \'Tahiti\' acid limeCitrus latifolia TanakaCitrus latifólia TanakaAmarelecimentoCitrosCitrusHeatPós-colheitaPost-harvestProcessingThermalYellowingUm dos grandes desafios da citricultura brasileira, como grande produtora de lima ácida \'Tahiti\', tem sido a conservação do fruto in natura com destino à exportação. A prevenção da mudança na coloração de verde para amarelo durante o armazenamento constitui o foco de grandes esforços na área de pesquisas em pós-colheita. O presente trabalho teve como objetivo: (1) avaliar a aplicação de concentrações de etileno visando determinar a concentração mínima necessária para ativar a mudança da cor na casca dos frutos; (2) avaliar o tratamento térmico por imersão em água quente, visando utilizá-lo como alternativa para retardar o amarelecimento. No capítulo 1 foram realizados dois experimentos, sendo avaliados 4 tratamentos no experimento 1: 0 μL L-1, 3 μL L-1 , 6 μL L-1 e 12 μL L-1 de etileno, armazenados por 18 dias a 22 ± 2 °C e 85 ± 5% de umidade relativa (UR), utilizando frutos beneficiados, mas não tratados com ácido giberélico (GA). Se observou baixa perda de massa fresca e uma aceleração no desverdecimento a partir do dia 10 nos tratamentos de 3, 6 e 12 μL L-1 de etileno. No experimento 2 foram avaliados seis tratamentos: 0, 1, 2, 3, 6 e 12 μL L-1 de etileno, armazenados por 21 dias a 25 ± 2 °C e 85 ± 5% de UR. Foram utilizados frutos beneficiados, e tratados com ácido giberélico (GA). Os resultados mostraram pouco desverdecimento segundo análise no colorímetro, sendo esse resultado mais perceptível na análise por nota de cor para concentrações de 3 μL L-1 de etileno e baixa perda de massa fresca. O beneficiamento com GA e cera pode ter afetado a ação do etileno. No Capítulo 2 foi conduzido um experimento utilizando frutos colhidos diretamente do campo e avaliado o tratamento térmico por imersão em água quente e posterior armazenamento em presença ou ausência de 3 μL L-1 de etileno. Foram estabelecidos 6 tratamentos: controle sem etileno, controle + 3 μL L-1 de etileno, 3 minutos a 50 ± 2 °C sem etileno, 3 minutos a 50 ± 2 °C + 3 μL L-1 de etileno, 5 minutos a 50 ± 2 °C sem etileno, e 5 minutos a 50 ± 2 °C + 3 μL L-1 de etileno. Os frutos foram armazenados por 30 dias a 25 ± 2 °C e 90 ± 5% UR. Foi observado que o tratamento hidrotérmico por 5 minutos a 50 ± 2 °C ajudou na manutenção da cor verde na casca dos frutos, também houve redução significativa na taxa respiratória e na perda de massa fresca dos frutos. Esses resultados sugerem que o tratamento térmico auxilia na manutenção da qualidade de frutos de lima ácida \'Tahiti\', uma vez que tem efeito no retardo de processos envolvidos no amadurecimento e senescencia.One of the great challenges of the Brazilian citrus industry, as a major producer of \'Tahiti\' acid lime, has been the conservation of the fruit in natura with destiny to export. Preventing the change in color from green to yellow during storage is the focus of great efforts in post-harvest research. The objective of the present work was: (1) to evaluate the application of ethylene concentrations in order to determine the minimum concentration necessary to activate the color change in the fruit peels; (2) to evaluate the heat treatment by immersion in hot water, in order to use it as an alternative to delay the yellowing. In Chapter 1, two experiments were carried out and four treatments were evaluated in experiment 1: 0 μL L-1, 3 μL L-1, 6 μL L-1 and 12 μL L-1 of ethylene, stored for 18 days at 22 ± 2 ° C and 85 ± 5% of relative humidity (RH), using fruits benefited, but not treated with gibberellic acid (GA). It was observed low fresh mass loss and an acceleration in de-greening from day 10 in the treatments of 3, 6 and 12 μL L-1 of ethylene. In the experiment 2, six treatments were evaluated: 0, 1, 2, 3, 6 and 12 μL L-1 of ethylene, stored for 21 days at 25 ± 2 ° C and 85 ± 5% RH. The fruit was benefited and treated with gibberellic acid (GA). The results showed little de-greening according to the colorimeter analysis, being this result more noticeable in the analysis by color rating for concentrations of 3 μL L-1 of ethylene and low fresh mass loss. Processing with GA and wax may have affected the action of ethylene. In Chapter 2 an experiment was conducted using fruits harvested directly from the field and the heat treatment was evaluated by immersion in hot water and subsequent storage in the presence or absence of 3 μL L-1 of ethylene. Six treatments were performed: control without ethylene, control + 3 μL L-1 ethylene, 3 minutes at 50 ± 2 ° C without ethylene, 3 minutes at 50 ± 2 ° C + 3 μL L-1 ethylene, 5 minutes at 50 ± 2 ° C without ethylene, and 5 minutes at 50 ± 2 ° C + 3 μL L-1 ethylene. The fruits were stored for 30 days at 25 ± 2 ° C and 90 ± 5% RH. It was observed that the hydrothermal treatment for 5 minutes at 50 ± 2 ° C helped to maintain the green color in the fruits peel, also there was a significant reduction in the respiratory rate and the loss of fresh fruit mass. These results suggest that the hydrothermal treatment helps to maintain the quality of \'Tahiti\' acid lime fruits, since it has an effect on the delay of processes involved in ripening and senescenceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJacomino, Angelo PedroCorella Caballero, Rolando Ismael 2018-10-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-14032019-114830/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-04-09T23:21:59Zoai:teses.usp.br:tde-14032019-114830Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-04-09T23:21:59Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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