Avaliação das complicações precoces dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de mielopatia cervical espondilótica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Saheb, Ricardo Lucca Cabarite
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-06052022-160802/
Resumo: A Mielopatia cervical espondilótica é causa primária de disfunção da medula espinal em indivíduos adultos, e consequentemente é responsável por boa parte dos procedimentos cirúrgicos para tratamento das doenças da coluna vertebral, no entanto ainda restam dúvidas sobre a melhor via de acesso cirúrgica. O objetivo deste estudo foi avaliar as complicações pós-operatórias precoces (ocorridas até 30 dias após a cirurgia) associadas à abordagem cirúrgica da coluna cervical em pacientes portadores de mielopatia cervical espondilótica (MCE), comparando a abordagem anterior, a abordagem posterior e a abordagem combinada. Trata-se de um estudo retrospectivo de um banco de dados, sendo que 169 pacientes preencheram os critérios de inclusão. Foram avaliados dados demográficos, como gênero e idade, e dados cirúrgicos, como a via de acesso realizada, número de segmentos artrodesados, tempo cirúrgico e as complicações. As complicações foram divididas em maiores (infecção profunda da ferida operatória, intercorrência com o implante, nova compressão precoce, insuficiência cardíaca) e menores (disfagia, infecção superficial, dor, intercorrência urinária, neuropraxia da raiz de C5, estado confusional agudo, hematoma ferida operatória). Foram incluídos 169 pacientes, sendo 57 do sexo feminino (33,7%) e 112 do sexo masculino (66,2%). A idade variou de 21 a 87 anos, média de 56,48 anos (+/- 11). Destes, 52 (30,8%) foram submetidos a abordagem anterior, 111 (65,7%) à abordagem posterior e 6 (3,5%) à abordagem combinada (anterior e posterior). Assim como, na literatura prévia, evidenciamos a disfagia, a dor e a infecção superficial da ferida operatória, como as complicações pós-operatórias mais frequentes. No entanto, não foi possível estabelecer uma relação estatística entre a incidência de complicações e o tempo cirúrgico, a via de acesso e o número de segmentos fixados.
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