Preparação, modificação, caracterização e aplicação de um eletrodo compósito de negro de acetileno e poliuretana derivada de óleo vegetal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Rafael da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-25092024-100516/
Resumo: Um novo eletrodo compósito a base de negro de acetileno e poliuretana de óleo vegetal (ABPUE), uma fonte renovável e sustentável, foi preparado e caracterizado quanto à composição da fase isolante e condutora, morfologia, hidrofobicidade e condutividade. Ao aplicar pressão suficiente, durante o processo de cura do compósito, foi possível obter resposta voltamétrica a partir de uma composição de 20% de AB (m/m), porém os melhores resultados em termos de intensidade de corrente e resistência mecânica foram obtidos com 60% (m/m) de condutor. Voltamogramas cíclicos em diferentes meios eletrolíticos permitiram estabelecer os intervalos úteis de potencial para utilização deste eletrodo e foi avaliada sua resposta a analitos orgânicos como dopamina, bisfenol-A (BPA) e hidroquinona. O material mostrou menor resistência à transferência de carga, quando comparado ao carbono vítreo, além de maior facilidade de renovação de superfície e possibilidade de modificação do corpo do eletrodo. Também foram avaliadas a sua potencialidade como sensor em amperometria. O BPA, um disruptor endócrino usado como plastificante na indústria de polímeros, foi determinado em amostras de água de abastecimento público e água de poço artesiano, utilizando o dispositivo sem modificação de superfície. Usando voltametria de pulso diferencial e sob condições otimizadas, foi possível determinar o analito em meio de tampão fosfato 0,10 mol L-1 em pH = 7,0, com resposta linear entre 0,10 e 10,0 µmol L-1 e LOD da ordem de 14 nmol L-1. O método proposto permitiu determinar o BPA fortificado em amostras de água de abastecimento público e de poço artesiano, com erros relativos da ordem de 1% e recuperações entre 102 - 105%. Interferência de alguns compostos orgânicos foi observada, mas pode ser contornada pela tomada adequada da corrente de pico. A superfície do ABPUE foi modificada pela eletrodeposição de nanopartículas de cobre. Após ativação eletroquímica com NaOH 0,50 mol L-1, o eletrodo foi usado na determinação de escitalopram em amostras de água mineral e urina sintética, por voltametria cíclica (CV) e de pulso diferencial (DPV), com resposta linear entre 0,020 - 0,10 µmol L-1 (LOD = (5 ± 1) nmol L-1) e 0,040 - 0,20 µmol L-1 (LOD = (5,1 ± 0,9) nmol L-1), respectivamente. Os concomitantes presentes na água mineral não interferiram nas determinações. Um mecanismo de ação do eletrodo foi proposto. Já a presença de creatinina, mostrou interações, mas não foi impeditiva na determinação do fármaco em urina sintética. Finalmente, nanopartículas de prata foram depositadas na superfície de AB por cinco métodos diferentes, tendo sido escolhido a procedimento empregando redução dos íons metálicos por etilenoglicol em banho termal, pelo maior rendimento. O material resultante foi caracterizado por técnicas espectroscópicas e termogravimetria e usado na preparação de compósitos aglutinados pela PU vegetal e usados na análise de sildenafila em meio de tampão fosfato 0,10 mol L-1, pH = 3.0, com resposta linear entre 1,0 e 10,0 µmol L-1 (LOD = 0,89 µmol L-1). O dispositivo foi usado na determinação do fármaco em formulações farmacêuticas e urina sintética, com concordância de 95% com os valores rotulados e a quantidade intencionalmente adicionada em urina sintética, a qual estava em níveis esperados para este fármaco. Possível interferência de corantes das formulações pode ser observada.
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Ao aplicar pressão suficiente, durante o processo de cura do compósito, foi possível obter resposta voltamétrica a partir de uma composição de 20% de AB (m/m), porém os melhores resultados em termos de intensidade de corrente e resistência mecânica foram obtidos com 60% (m/m) de condutor. Voltamogramas cíclicos em diferentes meios eletrolíticos permitiram estabelecer os intervalos úteis de potencial para utilização deste eletrodo e foi avaliada sua resposta a analitos orgânicos como dopamina, bisfenol-A (BPA) e hidroquinona. O material mostrou menor resistência à transferência de carga, quando comparado ao carbono vítreo, além de maior facilidade de renovação de superfície e possibilidade de modificação do corpo do eletrodo. Também foram avaliadas a sua potencialidade como sensor em amperometria. O BPA, um disruptor endócrino usado como plastificante na indústria de polímeros, foi determinado em amostras de água de abastecimento público e água de poço artesiano, utilizando o dispositivo sem modificação de superfície. Usando voltametria de pulso diferencial e sob condições otimizadas, foi possível determinar o analito em meio de tampão fosfato 0,10 mol L-1 em pH = 7,0, com resposta linear entre 0,10 e 10,0 µmol L-1 e LOD da ordem de 14 nmol L-1. O método proposto permitiu determinar o BPA fortificado em amostras de água de abastecimento público e de poço artesiano, com erros relativos da ordem de 1% e recuperações entre 102 - 105%. Interferência de alguns compostos orgânicos foi observada, mas pode ser contornada pela tomada adequada da corrente de pico. A superfície do ABPUE foi modificada pela eletrodeposição de nanopartículas de cobre. Após ativação eletroquímica com NaOH 0,50 mol L-1, o eletrodo foi usado na determinação de escitalopram em amostras de água mineral e urina sintética, por voltametria cíclica (CV) e de pulso diferencial (DPV), com resposta linear entre 0,020 - 0,10 µmol L-1 (LOD = (5 ± 1) nmol L-1) e 0,040 - 0,20 µmol L-1 (LOD = (5,1 ± 0,9) nmol L-1), respectivamente. Os concomitantes presentes na água mineral não interferiram nas determinações. Um mecanismo de ação do eletrodo foi proposto. Já a presença de creatinina, mostrou interações, mas não foi impeditiva na determinação do fármaco em urina sintética. Finalmente, nanopartículas de prata foram depositadas na superfície de AB por cinco métodos diferentes, tendo sido escolhido a procedimento empregando redução dos íons metálicos por etilenoglicol em banho termal, pelo maior rendimento. O material resultante foi caracterizado por técnicas espectroscópicas e termogravimetria e usado na preparação de compósitos aglutinados pela PU vegetal e usados na análise de sildenafila em meio de tampão fosfato 0,10 mol L-1, pH = 3.0, com resposta linear entre 1,0 e 10,0 µmol L-1 (LOD = 0,89 µmol L-1). O dispositivo foi usado na determinação do fármaco em formulações farmacêuticas e urina sintética, com concordância de 95% com os valores rotulados e a quantidade intencionalmente adicionada em urina sintética, a qual estava em níveis esperados para este fármaco. Possível interferência de corantes das formulações pode ser observada.A new composite electrode based on acetylene black and vegetable oil polyurethane (ABPUE), a renewable and sustainable resource, was prepared and characterized regarding insulating and conducting phase composition, morphology, hydrophobicity and conductivity. By applying enough pressure during the curing process of the composite, it was possible to obtain a voltammetric response from a composition of 20% AB (m/m), but the best results in terms of current intensity and mechanical resistance were obtained with 60% (m/m) of conductor. Cyclic voltammograms in different electrolytic media allowed establishing the useful potential ranges for using this electrode and its response to organic analytes such as dopamine, bisphenol-A (BPA) and hydroquinone was evaluated. The material showed lower resistance to charge transfer when compared to glassy carbon, in addition to better easiness of surface renewal and possibility of modification of the electrode bulk. Its potential as a sensor in amperometry was also evaluated. BPA, an endocrine disruptor used as a plasticizer in the polymer industry, was determined in public water supply and artesian well water samples using the device without surface modification. Using differential pulse voltammetry, under optimized conditions, it was possible to determine the analyte in 0.10 mol L-1 phosphate buffer pH = 7.0, with a linear response between 0.10 and 10.0 µmol L-1 and LOD 14 nmol L-1. The proposed method allowed the determination of fortified BPA in public supply water and artesian well samples with relative errors in the order of 1% and recoveries between 102 and 105%. Interference from some organic compounds was observed, but it could be overcome by proper peak current measurement. The surface of the ABPUE was also modified by electrodeposition of copper nanoparticles. This surface was electrochemically activated with NaOH 0.50 mol L-1, the electrode was used in the determination of escitalopram in mineral water and synthetic urine samples using cyclic voltammetry (CV) and differential pulse voltammetry (DPV), with a linear response between 0.020 - 0.10 µmol L-1 (LOD = (5 ± 1) nmol L-1) and 0.040 - 0.20 µmol L-1 (LOD = (5.1 ± 0.9) nmol L-1), respectively. Other substances present in the mineral water did not interfere in the determinations. A mechanism for the electrode response was proposed. However, although the presence of creatinine suggested interactions, it was not an impediment in the determination of the drug in synthetic urine. Finally, silver nanoparticles were deposited on the surface of AB by five different methods, and the procedure using reduction of metal ions by ethylene glycol in a hydrothermal bath was chosen, based on its best yield. The resulting material was characterized by spectroscopic and thermogravimetric techniques and used in the preparation of composites bound by vegetal PU and used in the analysis of sildenafil in 0.10 mol L-1 phosphate buffer medium, pH = 3.0, with a linear response between 1.0 and 10.0 µmol L-1 (LOD = 0.89 µmol L-1). The device was used in the determination of the drug in pharmaceutical formulations and synthetic urine, with 95% agreement with the labeled values and the amount intentionally added to synthetic urine, which was at expected levels for this drug. Possible interference from dyes in the formulations was observed.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCavalheiro, Eder Tadeu GomesSilva, Rafael da2024-07-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-25092024-100516/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-09-26T16:27:02Zoai:teses.usp.br:tde-25092024-100516Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-09-26T16:27:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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