Reaproveitamento de cascas de café como aditivos para o desenvolvimento de filmes biodegradáveis à base de amido
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-11092025-164425/ |
Resumo: | Os subprodutos do processamento do café, como as cascas de café, são pouco explorados industrialmente, mas possuem potencial para o desenvolvimento de filmes biodegradáveis a partir de biopolímeros, graças à presença de fibras, polissacarídeos e compostos bioativos. O amido, um dos principais componentes para a produção desses filmes, apresenta um caráter hidrofílico que compromete o desempenho de suas propriedades mecânicas e de barreira ao vapor de água. Assim, o objetivo deste estudo foi explorar o reaproveitamento das cascas de café por meio de sua incorporação em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca, aprimorando as propriedades mecânicas, de barreira ao vapor de água e à radiação UV. As amostras foram provenientes de safras de café distintas: A1, oriunda de produtos verdes processados pelo método úmido, e A2, de produtos maduros provenientes do processo seco. Foram caracterizadas quanto aos compostos bioativos, composição centesimal e lignocelulósica. Os filmes foram preparados pela técnica de casting, utilizando amido de mandioca, água e glicerol como plastificante, com 10% de casca de café em relação ao peso do amido. Os filmes foram denominados controle, A1 e A2 (com adição de subproduto), e caracterizados quanto à espessura, conteúdo de umidade, solubilidade em água, permeabilidade ao vapor de água, propriedades mecânicas, ópticas e bioativas. A análise da composição lignocelulósica das farinhas de cascas de café revelou que não houve diferenças significativas nos teores de hemicelulose e celulose entre as amostras. Contudo, a amostra A1 apresentou teor de lignina (28%) superior ao de A2 (20%). Quanto à composição centesimal, foram observadas variações nos níveis de umidade e fibra alimentar total. A amostra A2 apresentou maior teor de compostos fenólicos e melhor capacidade antioxidante ABTS do que a A1, enquanto a capacidade antioxidante DPPH foi superior na A1. Nos filmes, a incorporação das farinhas de cascas de café resultou em melhorias significativas nas propriedades mecânicas, com aumento de 43,67% na Resistência à Tração para a amostra A1 e de 38,41% para A2 em comparação com o filme controle. A morfologia dos filmes evidenciou boa compatibilidade e adesão das farinhas de casca de café com a matriz polimérica, contribuindo para o aprimoramento das propriedades mecânicas. A adição das farinhas melhorou as propriedades físico-químicas, reduzindo a permeabilidade ao vapor de água e conteúdo de umidade, embora não tenha influenciado de forma significativa a solubilidade em água. Quanto às propriedades ópticas, os filmes com casca de café apresentaram redução nos parâmetros L* e a*, e aumento no parâmetro b*, refletindo coloração acastanhada proporcionada pelos subprodutos. As propriedades ópticas dos filmes sofreram mudanças notáveis, com a redução nos parâmetros de cor e diminuição da transmissão de luz UV, resultando em filmes A1 mais claros e A2 mais escuros. Os resultados deste estudo sugerem que a incorporação das farinhas de cascas de café em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca é uma alternativa promissora para o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, pois melhora as propriedades mecânicas, físico-químicas e de barreira contra a radiação UV, conferindo potencial para aplicação na indústria de embalagens alimentícias |
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Reaproveitamento de cascas de café como aditivos para o desenvolvimento de filmes biodegradáveis à base de amidoReuse of coffee husk as additives for the development of starch-based biodegradable filmsBarrier propertiesBioactive propertiesBy-productsComposiçãoCompositionMechanical propertiesOptical propertiesPropriedades bioativasPropriedades de barreiraPropriedades mecânicasPropriedades ópticasSubprodutosOs subprodutos do processamento do café, como as cascas de café, são pouco explorados industrialmente, mas possuem potencial para o desenvolvimento de filmes biodegradáveis a partir de biopolímeros, graças à presença de fibras, polissacarídeos e compostos bioativos. O amido, um dos principais componentes para a produção desses filmes, apresenta um caráter hidrofílico que compromete o desempenho de suas propriedades mecânicas e de barreira ao vapor de água. Assim, o objetivo deste estudo foi explorar o reaproveitamento das cascas de café por meio de sua incorporação em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca, aprimorando as propriedades mecânicas, de barreira ao vapor de água e à radiação UV. As amostras foram provenientes de safras de café distintas: A1, oriunda de produtos verdes processados pelo método úmido, e A2, de produtos maduros provenientes do processo seco. Foram caracterizadas quanto aos compostos bioativos, composição centesimal e lignocelulósica. Os filmes foram preparados pela técnica de casting, utilizando amido de mandioca, água e glicerol como plastificante, com 10% de casca de café em relação ao peso do amido. Os filmes foram denominados controle, A1 e A2 (com adição de subproduto), e caracterizados quanto à espessura, conteúdo de umidade, solubilidade em água, permeabilidade ao vapor de água, propriedades mecânicas, ópticas e bioativas. A análise da composição lignocelulósica das farinhas de cascas de café revelou que não houve diferenças significativas nos teores de hemicelulose e celulose entre as amostras. Contudo, a amostra A1 apresentou teor de lignina (28%) superior ao de A2 (20%). Quanto à composição centesimal, foram observadas variações nos níveis de umidade e fibra alimentar total. A amostra A2 apresentou maior teor de compostos fenólicos e melhor capacidade antioxidante ABTS do que a A1, enquanto a capacidade antioxidante DPPH foi superior na A1. Nos filmes, a incorporação das farinhas de cascas de café resultou em melhorias significativas nas propriedades mecânicas, com aumento de 43,67% na Resistência à Tração para a amostra A1 e de 38,41% para A2 em comparação com o filme controle. A morfologia dos filmes evidenciou boa compatibilidade e adesão das farinhas de casca de café com a matriz polimérica, contribuindo para o aprimoramento das propriedades mecânicas. A adição das farinhas melhorou as propriedades físico-químicas, reduzindo a permeabilidade ao vapor de água e conteúdo de umidade, embora não tenha influenciado de forma significativa a solubilidade em água. Quanto às propriedades ópticas, os filmes com casca de café apresentaram redução nos parâmetros L* e a*, e aumento no parâmetro b*, refletindo coloração acastanhada proporcionada pelos subprodutos. As propriedades ópticas dos filmes sofreram mudanças notáveis, com a redução nos parâmetros de cor e diminuição da transmissão de luz UV, resultando em filmes A1 mais claros e A2 mais escuros. Os resultados deste estudo sugerem que a incorporação das farinhas de cascas de café em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca é uma alternativa promissora para o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, pois melhora as propriedades mecânicas, físico-químicas e de barreira contra a radiação UV, conferindo potencial para aplicação na indústria de embalagens alimentíciasCoffee processing by-products, such as coffee husks, are still underutilized industrially but have potential for the development of biodegradable films from biopolymers due to their fiber content, polysaccharides, and bioactive compounds. Starch, one of the main components to produce these films, has a hydrophilic nature that compromises its mechanical properties and water vapor barrier performance. Therefore, this study aimed to explore the reuse of coffee husks by incorporating them into biodegradable films made from cassava starch, with the goal of enhancing mechanical properties, water vapor barrier, and UV radiation resistance. The samples were obtained from coffee harvests: A1, derived from green products processed by the wet method, and A2, from ripe products processed by the dry method. The samples were characterized for their bioactive compound content, centesimal composition, and lignocellulosic composition. The films were prepared using the casting technique, cassava starch, water, and glycerol as a plasticizer, with 10% coffee husk relative to the starch weight. The films were designated as control, A1, and A2 (with the addition of the byproduct), and characterized for thickness, moisture content, water solubility, water vapor permeability, mechanical, optical, and bioactive properties. Lignocellulosic composition analysis of the coffee husk flours revealed no significant differences in hemicellulose and cellulose contents between the samples. However, the A1 sample exhibited a higher lignin content (28%) compared to A2 (20%). Regarding centesimal composition, variations were observed in moisture and total dietary fiber levels. Sample A2 exhibited higher levels of phenolic compounds and better ABTS antioxidant capacity than A1, while A1 showed superior DPPH antioxidant capacity. In the films, the incorporation of coffee husk flours resulted in significant improvements in mechanical properties, with a 43,67% increase in tensile strength for A1 and a 38,41% increase for A2 compared to the control film. The film morphology revealed good compatibility and adhesion of the coffee husk flours with the polymeric matrix, contributing to the enhancement of the mechanical properties. In terms of physicochemical properties, the addition of the flours reduced the moisture content and water vapor permeability, although it did not significantly affect water solubility. As for optical properties, the films with coffee husks showed a reduction in the L* and a* parameters and an increase in the b* parameter, reflecting the brown coloration provided by the byproducts. The optical properties of the films underwent noticeable changes, with a reduction in color parameters and decreased light transmission, resulting in A1 films being lighter and A2 films darker. The results of this study suggest that incorporating coffee husk flours into cassava starch-based biodegradable films is a promising alternative for the development of sustainable packaging, as it improves mechanical, physicochemical, and UV barrier properties, showing potential for application in the food packaging industryBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMattos, Wanessa MelchertAlmeida, Lara Solange Bastos de2025-06-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-11092025-164425/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-19T14:32:02Zoai:teses.usp.br:tde-11092025-164425Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-19T14:32:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os subprodutos do processamento do café, como as cascas de café, são pouco explorados industrialmente, mas possuem potencial para o desenvolvimento de filmes biodegradáveis a partir de biopolímeros, graças à presença de fibras, polissacarídeos e compostos bioativos. O amido, um dos principais componentes para a produção desses filmes, apresenta um caráter hidrofílico que compromete o desempenho de suas propriedades mecânicas e de barreira ao vapor de água. Assim, o objetivo deste estudo foi explorar o reaproveitamento das cascas de café por meio de sua incorporação em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca, aprimorando as propriedades mecânicas, de barreira ao vapor de água e à radiação UV. As amostras foram provenientes de safras de café distintas: A1, oriunda de produtos verdes processados pelo método úmido, e A2, de produtos maduros provenientes do processo seco. Foram caracterizadas quanto aos compostos bioativos, composição centesimal e lignocelulósica. Os filmes foram preparados pela técnica de casting, utilizando amido de mandioca, água e glicerol como plastificante, com 10% de casca de café em relação ao peso do amido. Os filmes foram denominados controle, A1 e A2 (com adição de subproduto), e caracterizados quanto à espessura, conteúdo de umidade, solubilidade em água, permeabilidade ao vapor de água, propriedades mecânicas, ópticas e bioativas. A análise da composição lignocelulósica das farinhas de cascas de café revelou que não houve diferenças significativas nos teores de hemicelulose e celulose entre as amostras. Contudo, a amostra A1 apresentou teor de lignina (28%) superior ao de A2 (20%). Quanto à composição centesimal, foram observadas variações nos níveis de umidade e fibra alimentar total. A amostra A2 apresentou maior teor de compostos fenólicos e melhor capacidade antioxidante ABTS do que a A1, enquanto a capacidade antioxidante DPPH foi superior na A1. Nos filmes, a incorporação das farinhas de cascas de café resultou em melhorias significativas nas propriedades mecânicas, com aumento de 43,67% na Resistência à Tração para a amostra A1 e de 38,41% para A2 em comparação com o filme controle. A morfologia dos filmes evidenciou boa compatibilidade e adesão das farinhas de casca de café com a matriz polimérica, contribuindo para o aprimoramento das propriedades mecânicas. A adição das farinhas melhorou as propriedades físico-químicas, reduzindo a permeabilidade ao vapor de água e conteúdo de umidade, embora não tenha influenciado de forma significativa a solubilidade em água. Quanto às propriedades ópticas, os filmes com casca de café apresentaram redução nos parâmetros L* e a*, e aumento no parâmetro b*, refletindo coloração acastanhada proporcionada pelos subprodutos. As propriedades ópticas dos filmes sofreram mudanças notáveis, com a redução nos parâmetros de cor e diminuição da transmissão de luz UV, resultando em filmes A1 mais claros e A2 mais escuros. Os resultados deste estudo sugerem que a incorporação das farinhas de cascas de café em filmes biodegradáveis à base de amido de mandioca é uma alternativa promissora para o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, pois melhora as propriedades mecânicas, físico-químicas e de barreira contra a radiação UV, conferindo potencial para aplicação na indústria de embalagens alimentícias |
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