Prevalência de dor lombar em idosos de Barra Mansa- Rio de Janeiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16102025-154427/ |
Resumo: | Introdução: A dor lombar (DL) é a principal causa de incapacidades no mundo, comum em todas as idades e crescente com o envelhecimento populacional. A prevalência global de DL é de 70 a 80% ao longo da vida, afetando 569 milhões de pessoas. Em idosos brasileiros, é a segunda condição crônica mais comum após a hipertensão arterial sistêmica (HAS), com grandes impactos socioeconômicos e nas atividades diárias. Objetivo: Mensurar a prevalência de DL e avaliar a intensidade da dor e o nível de incapacidade funcional em idosos de Barra Mansa, Rio de Janeiro. Metodologia: Estudo transversal com 516 idosos, 60 anos ou mais, de ambos os sexos. Foi aplicado um questionário de prevalência de DL, abordando três períodos: no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida e outro com variáveis sociodemográficas, clínicas, comportamentais e ocupacionais. A intensidade da dor foi avaliada pela Escala Numérica de Dor, e a incapacidade funcional pelo questionário Roland Morris. O nível de significância estabelecido foi de 5%. Resultados: A prevalência de DL foi alta no momento da entrevista 51,4%, (IC 95% 0,467-0,575), no último ano foi 93% (IC 95% 0,899-0,954) e em algum momento da vida 77,4% (IC 95% 0.710-0.80). A incapacidade funcional (11,93 ± 6,08) e intensidade da dor (6,72 ±2,28) foram moderadas. Maior incapacidade funcional mostrou associação significativa com idade entre 60-70 anos (p = 0,001), baixa renda (p = 0,010), baixa escolaridade (p = 0,020), percepção de saúde ruim (p < 0,0001), atividades como mudar de posição frequentemente (p = 0,047), apetite ruim (p = 0,010) e andar distâncias curtas (p = 0,018). Maior intensidade da dor foi associada a baixa escolaridade (p = 0,001), sexo feminino (p < 0,0001), trabalho no comércio/ad ministrativos (p = 0,008) e percepção de saúde ruim (p < 0,0001). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a presença de DL e menor índice de massa corporal (IMC) (p = 0,004), sexo feminino (p < 0,001), HAS (p = 0,003), incapacidade funcional (p = 0,025) e percepção de saúde regular (p < 0,001). Idosos mais ativos apresentaram menos DL; pessoas de raça/cor branca apresentaram maior prevalência de DL; e interferência da saúde física ou de problemas emocionais nas atividades sociais foi observada de forma ligeira, moderada ou extrema no momento da entrevista (p < 0,05). A diabetes mellitus (DM) e a viúvez foram associadas a uma maior prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Associações significativas foram observadas entre a ocupação, a funcionalidade e a DL, verificouse que maior incapacidade funcional piora a DL no momento da entrevista (p < 0,05), enquanto uma menor incapacidade aumenta a prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Maior intensidade da dor também se relaciona a maior prevalência de DL no último ano (p < 0,05). Conclusão: Os achados mostram alta prevalência de DL entre os idosos no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida, com intensidade da dor e incapacidade funcional moderadas, associadas aos fatores sociodemográficos, clínicos e, especialmente, ocupacionais. |
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Prevalência de dor lombar em idosos de Barra Mansa- Rio de JaneiroPrevalence of low back pain in elderly people from Barra Mansa- Rio de JaneiroAgedCross-sectional studiesDor lombarEpidemiologiaEpidemiologyEstado funcionalEstudos transversaisFunctional statusIdosoLow back painPrevalencePrevalênciaIntrodução: A dor lombar (DL) é a principal causa de incapacidades no mundo, comum em todas as idades e crescente com o envelhecimento populacional. A prevalência global de DL é de 70 a 80% ao longo da vida, afetando 569 milhões de pessoas. Em idosos brasileiros, é a segunda condição crônica mais comum após a hipertensão arterial sistêmica (HAS), com grandes impactos socioeconômicos e nas atividades diárias. Objetivo: Mensurar a prevalência de DL e avaliar a intensidade da dor e o nível de incapacidade funcional em idosos de Barra Mansa, Rio de Janeiro. Metodologia: Estudo transversal com 516 idosos, 60 anos ou mais, de ambos os sexos. Foi aplicado um questionário de prevalência de DL, abordando três períodos: no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida e outro com variáveis sociodemográficas, clínicas, comportamentais e ocupacionais. A intensidade da dor foi avaliada pela Escala Numérica de Dor, e a incapacidade funcional pelo questionário Roland Morris. O nível de significância estabelecido foi de 5%. Resultados: A prevalência de DL foi alta no momento da entrevista 51,4%, (IC 95% 0,467-0,575), no último ano foi 93% (IC 95% 0,899-0,954) e em algum momento da vida 77,4% (IC 95% 0.710-0.80). A incapacidade funcional (11,93 ± 6,08) e intensidade da dor (6,72 ±2,28) foram moderadas. Maior incapacidade funcional mostrou associação significativa com idade entre 60-70 anos (p = 0,001), baixa renda (p = 0,010), baixa escolaridade (p = 0,020), percepção de saúde ruim (p < 0,0001), atividades como mudar de posição frequentemente (p = 0,047), apetite ruim (p = 0,010) e andar distâncias curtas (p = 0,018). Maior intensidade da dor foi associada a baixa escolaridade (p = 0,001), sexo feminino (p < 0,0001), trabalho no comércio/ad ministrativos (p = 0,008) e percepção de saúde ruim (p < 0,0001). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a presença de DL e menor índice de massa corporal (IMC) (p = 0,004), sexo feminino (p < 0,001), HAS (p = 0,003), incapacidade funcional (p = 0,025) e percepção de saúde regular (p < 0,001). Idosos mais ativos apresentaram menos DL; pessoas de raça/cor branca apresentaram maior prevalência de DL; e interferência da saúde física ou de problemas emocionais nas atividades sociais foi observada de forma ligeira, moderada ou extrema no momento da entrevista (p < 0,05). A diabetes mellitus (DM) e a viúvez foram associadas a uma maior prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Associações significativas foram observadas entre a ocupação, a funcionalidade e a DL, verificouse que maior incapacidade funcional piora a DL no momento da entrevista (p < 0,05), enquanto uma menor incapacidade aumenta a prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Maior intensidade da dor também se relaciona a maior prevalência de DL no último ano (p < 0,05). Conclusão: Os achados mostram alta prevalência de DL entre os idosos no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida, com intensidade da dor e incapacidade funcional moderadas, associadas aos fatores sociodemográficos, clínicos e, especialmente, ocupacionais.Introduction: Low back pain (LBP) is the leading cause of disability worldwide, common in all ages and increasing with population aging. The global prevalence of LBP is 70 to 80% throughout life, affecting 569 million people. In elderly Brazilians, it is the second most common chronic condition after systemic arterial hypertension (SAH), with major socioeconomic impacts and impacts on daily activities. Objective: To measure the prevalence of LBP and evaluate pain intensity and level of functional disability in elderly people from Barra Mansa, Rio de Janeiro. Methods: Crosssectional study with 516 elderly people, 60 years or older, of both sexes. A LBP prevalence questionnaire was applied, covering three periods: at the time of the interview, in the last year and at some point in life, and another with sociodemographic, clinical, behavioral and occupational variables. Pain intensity was assessed by the Numerical Pain Scale, and functional disability by the Roland Morris questionnaire. The predicted significance level was 5%. Results: The prevalence of LBP was high at the time of the interview 51.4%, (95% CI 0.467-0.575), in the last year it was 93% (95% CI 0.899-0.954) and at some point in life 77.4% (95% CI 0.710-0.80). Functional disability (11.93 ± 6.08) and pain intensity (6.72 ± 2.28) were moderate. Greater functional disability showed a significant association with age between 60-70 years (p = 0.001), low income (p = 0.010), low education (p = 0.020), poor health perception (p < 0.0001), activities such as changing position frequently (p = 0.047), poor appetite (p = 0.010) and walking short distances (p = 0.018). Greater pain intensity was associated with low education level (p = 0.001), female sex (p < 0.0001), work in commerce/administration (p = 0.008) and poor health perception (p < 0.0001). Statistically significant differences were found between the presence of LBP and lower body mass index (BMI) (p = 0.004), female sex (p < 0.001), SAH (p = 0.003), functional disability (p = 0.025) and fair health perception (p < 0.001). More active elderly individuals had less LBP; people of white race/color had a higher prevalence of LBP; and interference of physical health or emotional problems in social activities was observed to be mild, moderate or extreme at the time of the interview (p < 0.05). Diabetes mellitus (DM) and widowhood were associated with a higher prevalence of LBP at some point in life (p < 0.05). Associations were observed between occupation, functionality and LBP, showing that greater functional disability worsens LBP at the time of the interview (p < 0.05), while lower disability increases the prevalence of LBP at some point in life (p < 0.05). Greater pain intensity is also related to a higher prevalence of LBP in the last year (p < 0.05). Conclusion: The findings show a high prevalence of LBP among elderly individuals at the time of the interview, in the last year and at some point in life, with moderate pain intensity and functional disability, associated with sociodemographic, clinical and, mainly, occupational factors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarques, Amelia PasqualJanuário, Priscila de Oliveira2025-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16102025-154427/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T19:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-16102025-154427Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T19:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A dor lombar (DL) é a principal causa de incapacidades no mundo, comum em todas as idades e crescente com o envelhecimento populacional. A prevalência global de DL é de 70 a 80% ao longo da vida, afetando 569 milhões de pessoas. Em idosos brasileiros, é a segunda condição crônica mais comum após a hipertensão arterial sistêmica (HAS), com grandes impactos socioeconômicos e nas atividades diárias. Objetivo: Mensurar a prevalência de DL e avaliar a intensidade da dor e o nível de incapacidade funcional em idosos de Barra Mansa, Rio de Janeiro. Metodologia: Estudo transversal com 516 idosos, 60 anos ou mais, de ambos os sexos. Foi aplicado um questionário de prevalência de DL, abordando três períodos: no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida e outro com variáveis sociodemográficas, clínicas, comportamentais e ocupacionais. A intensidade da dor foi avaliada pela Escala Numérica de Dor, e a incapacidade funcional pelo questionário Roland Morris. O nível de significância estabelecido foi de 5%. Resultados: A prevalência de DL foi alta no momento da entrevista 51,4%, (IC 95% 0,467-0,575), no último ano foi 93% (IC 95% 0,899-0,954) e em algum momento da vida 77,4% (IC 95% 0.710-0.80). A incapacidade funcional (11,93 ± 6,08) e intensidade da dor (6,72 ±2,28) foram moderadas. Maior incapacidade funcional mostrou associação significativa com idade entre 60-70 anos (p = 0,001), baixa renda (p = 0,010), baixa escolaridade (p = 0,020), percepção de saúde ruim (p < 0,0001), atividades como mudar de posição frequentemente (p = 0,047), apetite ruim (p = 0,010) e andar distâncias curtas (p = 0,018). Maior intensidade da dor foi associada a baixa escolaridade (p = 0,001), sexo feminino (p < 0,0001), trabalho no comércio/ad ministrativos (p = 0,008) e percepção de saúde ruim (p < 0,0001). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a presença de DL e menor índice de massa corporal (IMC) (p = 0,004), sexo feminino (p < 0,001), HAS (p = 0,003), incapacidade funcional (p = 0,025) e percepção de saúde regular (p < 0,001). Idosos mais ativos apresentaram menos DL; pessoas de raça/cor branca apresentaram maior prevalência de DL; e interferência da saúde física ou de problemas emocionais nas atividades sociais foi observada de forma ligeira, moderada ou extrema no momento da entrevista (p < 0,05). A diabetes mellitus (DM) e a viúvez foram associadas a uma maior prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Associações significativas foram observadas entre a ocupação, a funcionalidade e a DL, verificouse que maior incapacidade funcional piora a DL no momento da entrevista (p < 0,05), enquanto uma menor incapacidade aumenta a prevalência de DL em algum momento da vida (p < 0,05). Maior intensidade da dor também se relaciona a maior prevalência de DL no último ano (p < 0,05). Conclusão: Os achados mostram alta prevalência de DL entre os idosos no momento da entrevista, no último ano e algum momento da vida, com intensidade da dor e incapacidade funcional moderadas, associadas aos fatores sociodemográficos, clínicos e, especialmente, ocupacionais. |
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