Desenvolvimento do modelo de pseudovírus com expressão da proteína Spike de SARS-CoV-2 para ensaios de neutralização e Fotoinativação utilizando células HEK293T-ACE2

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pinto Júnior, Fábio Francisco
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76133/tde-08042025-081044/
Resumo: Diferentes estratégias baseadas em luz são investigadas para inativar vírus. Aqui, desenvolveu-se um modelo pseudotipado baseado em HIV de SARS-CoV-2 para estudar os mecanismos de inativação do vírus usando duas estratégias diferentes; a fotoinativação por luz UV-C e inativação fotodinâmica (IF) com o fotossensibilizador Photodithazine (PDZ). Construiu-se para isso duas partículas pseudovirais sendo uma que abrigou o gene repórter Luciferase-IRES-ZsGreen com a expressão da proteína S, Spike, espícula do SARS-CoV-2, na membrana e outra sem a spike como um pseudovírus de controle puro. Os mecanismos de inativação viral por UV-C e IF baseados em PDZ foram estudados por meio das caracterizações bioquímicas e PCR quantitativo em quatro níveis; danos virais de células livres; entrada de células virais; integração de DNA; e a expressão de genes repórteres. Os tratamentos de UV-C e de PDZ podem destruir o RNA de fita simples (ssRNA) e a proteína spike do vírus, com proporções diferentes de danos. No entanto, o vírus ainda foi capaz de se ligar e entrar nas células HEK293T com expressão da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE- 2). Uma maneira dependente da dose de irradiação UV-C danifica principalmente o ssRNA, enquanto a IF baseada em PDZ destrói principalmente a espícula e a membrana viral em concentrações e maneiras dependentes da dose. Observou-se que as células infectadas pelo vírus e tratadas com UV-C ou IF à base de PDZ não expressaram o gene repórter da luciferase, significando a inativação viral, apesar da presença dos genes de RNA e de DNA estarem intactos.
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