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Modelagem fluidodinâmica computacional (CFD) do escoamento sanguíneo na aorta humana.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gomes, Rafael Giglio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
CFD
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-14112024-110253/
Resumo: O sangue é um fluido com muitas particularidades pois diversos fatores afetam seu comportamento reológico, como a quantidade de glóbulos vermelhos presentes, o pH e saturação de O2. O estudo do escoamento sanguíneo é de suma importância, visto que o desenvolvimento de patologias arteriais como trombose e aterosclerose pode ser identificado. Além disso, o estudo pode auxiliar no desenvolvimento de novas drogas pelo fato de poder ser analisado como ocorre o transporte das substâncias através dos vasos sanguíneos. Este estudo focou-se em analisar algumas das variáveis hemodinâmicas na aorta, a pressão, velocidade total (frequentemente referida como magnitude da velocidade), velocidade radial e tensão de cisalhamento na parede. Foram considerados quatro modelos de viscosidade para o sangue: o modelo Newtoniano, Power-Law, Carreau e Casson. Além disso o estudo também, analisou o comportamento destas variáveis na presença de uma obstrução (estenose) parcial da artéria. Todos os resultados numéricos foram obtidos através do software Ansys Fluent e o estudo deu-se em duas partes. Antes do início efetivo do estudo, foi realizada uma simulação em regime permanente, com o intuito de realizar o teste de independência de malha. Posteriormente, a simulação foi conduzida em regime transiente, abordando o escoamento pulsátil. Para simular esse escoamento, uma tabela de dados da velocidade média na entrada da artéria em função do tempo, gerada a partir do trabalho apresentado por Vasava (2011), foi inserida como condição de contorno na entrada da artéria reproduzindo o pulso cardíaco. Para o sangue, foi utilizado a massa específica de 1060 kg/m³ e viscosidade dinâmica de 3,5.10-3 Pa.s, no modelo Newtoniano, considerando a temperatura constante de 37 °C e escoamento laminar. Além disso, o escoamento sanguíneo foi simulado para uma pessoa considerada saudável, cuja pressão sanguínea média na entrada é de 100 mmHg e 90 mmHg nas saídas. Também foram aplicadas as condições de não deslizamento e paredes rígidas na geometria aórtica. Na primeira etapa do estudo, foi conduzida a simulação de uma artéria saudável, sem obstruções, utilizando os quatro modelos de viscosidade mencionados. Os resultados obtidos mostraram uma alta similaridade entre os quatro modelos em relação à velocidade total, velocidade radial e pressão. Para a tensão de cisalhamento na parede os modelos Newtoniano e Power-Law também apresentaram comportamento similares. Entretanto, os modelos de Carreau e Casson apresentaram comportamento distintos entre si e entre os demais. Na segunda parte uma obstrução esférica foi inserida à artéria e foi analisada a resposta de cada variável em seus valores máximos e mínimos, considerando cada um dos quatro modelos de viscosidade. É válido destacar que os resultados apresentados nos parágrafos a seguir foram comparados à soluções analíticas e não a dados experimentais. Na variável pressão os quatro modelos apresentaram um aumento na pressão máxima bem próximos entre si, uma média de 3,45%. Já o aumento da pressão mínima foi mais pronunciado no modelo de Casson com 3,60% e menos pronunciada no modelo de Carreau, com 2,67%. A velocidade total, bem como a pressão, apresentou praticamente o mesmo aumento em relação à velocidade máxima nos quatro modelos, sugerindo que somente a obstrução influencia no aumento da velocidade máxima. Já a velocidade mínima teve uma queda muito próxima a zero, sugerindo que a obstrução dificulta o retorno do sangue nos momentos de desaceleração do fluxo sanguíneo. Para a velocidade radial, observou-se um aumento praticamente uniforme nos valores máximos nos quatro modelos. Da mesma forma, um aumento quase uniforme na velocidade radial mínima foi observado nos modelos Newtoniano e Power-Law. Nos modelos de Carreau e Casson, entretanto, os valores mostraram discrepâncias, resultando em um aumento de 3,57% e 6,14%, respectivamente. Esses resultados sugerem que os dois modelos capturam de forma mais precisa os efeitos das forças centrífugas em baixas velocidades, devido à consideração da natureza reológica do sangue. Por fim, quanto à tensão de cisalhamento na parede, observaram-se diferenças mais significativas entre os quatro modelos. Ao analisar os valores mínimos, nota-se uma diferença no aumento percentual dos valores nos modelos de Carreau e Casson, sendo de 3,40% e 10,29%, respectivamente, entre si e em relação aos modelos Newtoniano e Power-Law, que apresentaram diferenças percentuais de 4,66% e 4,14%, respectivamente. Esses resultados reforçam a robustez dos modelos de Carreau e Casson em capturar os efeitos causados por uma obstrução, levando em conta a reologia sanguínea. A hipótese de modelar o sangue como um fluido Newtoniano quando submetido a taxas de cisalhamento acima de 100 s-1, condição comum nas artérias como a aorta, é levantada por diversos estudos e publicações. Observou-se que, para essas taxas de cisalhamento, a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de cisalhamento pode ser aproximada linearmente, apresentando um coeficiente de correlação (R²) de 0,9946 no modelo Power-Law, o qual demonstrou ser o menos preciso. No entanto, para que esses modelos possam ser integrados ao contexto Newtoniano, ajustes na viscosidade são necessários. As viscosidades equivalentes calculadas foram de 0,0020 Pa.s para o modelo de Power-Law, 0,0037 Pa.s para o modelo de Casson e 0,0051 Pa.s para o modelo de Carreau.
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Este estudo focou-se em analisar algumas das variáveis hemodinâmicas na aorta, a pressão, velocidade total (frequentemente referida como magnitude da velocidade), velocidade radial e tensão de cisalhamento na parede. Foram considerados quatro modelos de viscosidade para o sangue: o modelo Newtoniano, Power-Law, Carreau e Casson. Além disso o estudo também, analisou o comportamento destas variáveis na presença de uma obstrução (estenose) parcial da artéria. Todos os resultados numéricos foram obtidos através do software Ansys Fluent e o estudo deu-se em duas partes. Antes do início efetivo do estudo, foi realizada uma simulação em regime permanente, com o intuito de realizar o teste de independência de malha. Posteriormente, a simulação foi conduzida em regime transiente, abordando o escoamento pulsátil. Para simular esse escoamento, uma tabela de dados da velocidade média na entrada da artéria em função do tempo, gerada a partir do trabalho apresentado por Vasava (2011), foi inserida como condição de contorno na entrada da artéria reproduzindo o pulso cardíaco. Para o sangue, foi utilizado a massa específica de 1060 kg/m³ e viscosidade dinâmica de 3,5.10-3 Pa.s, no modelo Newtoniano, considerando a temperatura constante de 37 °C e escoamento laminar. Além disso, o escoamento sanguíneo foi simulado para uma pessoa considerada saudável, cuja pressão sanguínea média na entrada é de 100 mmHg e 90 mmHg nas saídas. Também foram aplicadas as condições de não deslizamento e paredes rígidas na geometria aórtica. Na primeira etapa do estudo, foi conduzida a simulação de uma artéria saudável, sem obstruções, utilizando os quatro modelos de viscosidade mencionados. Os resultados obtidos mostraram uma alta similaridade entre os quatro modelos em relação à velocidade total, velocidade radial e pressão. Para a tensão de cisalhamento na parede os modelos Newtoniano e Power-Law também apresentaram comportamento similares. Entretanto, os modelos de Carreau e Casson apresentaram comportamento distintos entre si e entre os demais. Na segunda parte uma obstrução esférica foi inserida à artéria e foi analisada a resposta de cada variável em seus valores máximos e mínimos, considerando cada um dos quatro modelos de viscosidade. É válido destacar que os resultados apresentados nos parágrafos a seguir foram comparados à soluções analíticas e não a dados experimentais. Na variável pressão os quatro modelos apresentaram um aumento na pressão máxima bem próximos entre si, uma média de 3,45%. Já o aumento da pressão mínima foi mais pronunciado no modelo de Casson com 3,60% e menos pronunciada no modelo de Carreau, com 2,67%. A velocidade total, bem como a pressão, apresentou praticamente o mesmo aumento em relação à velocidade máxima nos quatro modelos, sugerindo que somente a obstrução influencia no aumento da velocidade máxima. Já a velocidade mínima teve uma queda muito próxima a zero, sugerindo que a obstrução dificulta o retorno do sangue nos momentos de desaceleração do fluxo sanguíneo. Para a velocidade radial, observou-se um aumento praticamente uniforme nos valores máximos nos quatro modelos. Da mesma forma, um aumento quase uniforme na velocidade radial mínima foi observado nos modelos Newtoniano e Power-Law. Nos modelos de Carreau e Casson, entretanto, os valores mostraram discrepâncias, resultando em um aumento de 3,57% e 6,14%, respectivamente. Esses resultados sugerem que os dois modelos capturam de forma mais precisa os efeitos das forças centrífugas em baixas velocidades, devido à consideração da natureza reológica do sangue. Por fim, quanto à tensão de cisalhamento na parede, observaram-se diferenças mais significativas entre os quatro modelos. Ao analisar os valores mínimos, nota-se uma diferença no aumento percentual dos valores nos modelos de Carreau e Casson, sendo de 3,40% e 10,29%, respectivamente, entre si e em relação aos modelos Newtoniano e Power-Law, que apresentaram diferenças percentuais de 4,66% e 4,14%, respectivamente. Esses resultados reforçam a robustez dos modelos de Carreau e Casson em capturar os efeitos causados por uma obstrução, levando em conta a reologia sanguínea. A hipótese de modelar o sangue como um fluido Newtoniano quando submetido a taxas de cisalhamento acima de 100 s-1, condição comum nas artérias como a aorta, é levantada por diversos estudos e publicações. Observou-se que, para essas taxas de cisalhamento, a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de cisalhamento pode ser aproximada linearmente, apresentando um coeficiente de correlação (R²) de 0,9946 no modelo Power-Law, o qual demonstrou ser o menos preciso. No entanto, para que esses modelos possam ser integrados ao contexto Newtoniano, ajustes na viscosidade são necessários. As viscosidades equivalentes calculadas foram de 0,0020 Pa.s para o modelo de Power-Law, 0,0037 Pa.s para o modelo de Casson e 0,0051 Pa.s para o modelo de Carreau.Blood is a fluid with many particularities, as various factors affect its rheological behavior, such as the number of red blood cells present, pH, and O2 saturation. The study of blood flow is of utmost importance, as it can help identify the development of arterial pathologies such as thrombosis and atherosclerosis. Furthermore, the study can aid in the development of new drugs by allowing for the analysis of how substances are transported through blood vessels. This study focused on analyzing some of the hemodynamic variables in the aorta: pressure, total velocity (often referred to as velocity magnitude), radial velocity, and wall shear stress. Four viscosity models for blood were considered: the Newtonian model, Power-Law, Carreau, and Casson. Additionally, the study also analyzed the behavior of these variables in the presence of a partial arterial obstruction (stenosis). All numerical results were obtained using Ansys Fluent. Before the actual start of the study, a steady-state simulation was conducted to perform the mesh independence test. Subsequently, the simulation was carried out in a transient regime, addressing pulsatile flow. To simulate this flow, a data table of mean velocity at the artery inlet as a function of time, generated from the work presented by Vasava (2011), was inserted as a boundary condition at the arterys inlet, reproducing the cardiac pulse. For blood, a specific mass of 1060 kg/m³ and a dynamic viscosity of 3.5 × 10³ Pa.s were used in the Newtonian model, considering a constant temperature of 37 °C and laminar flow. Additionally, blood flow was simulated for a person considered healthy, with an average blood pressure of 100 mmHg at the inlet and 90 mmHg at the outlets. The conditions of no-slip and rigid walls were also applied in the aortic geometry. In the first stage of the study, a simulation of a healthy artery, without obstructions, was conducted using the four viscosity models mentioned. The results obtained showed a high similarity among the four models regarding total velocity, radial velocity, and pressure. For wall shear stress, the Newtonian and Power-Law models also exhibited similar behavior. However, the Carreau and Casson models showed distinct behavior from each other and from the others. In the second part, a spherical obstruction was inserted into the artery, and the response of each variable at its maximum and minimum values was analyzed, considering each of the four viscosity models. It is worth noting that the results presented in the following paragraphs were compared to analytical solutions rather than experimental data. Regarding the pressure variable, all four models showed an increase in maximum pressure very close to each other, averaging 3.45%. However, the increase in minimum pressure was more pronounced in the Casson model at 3.60% and less pronounced in the Carreau model at 2.67%. The total velocity, as well as pressure, showed nearly the same increase in relation to maximum velocity across the four models, suggesting that only the obstruction influences the increase in maximum velocity. In contrast, the minimum velocity experienced a drop very close to zero, indicating that the obstruction hinders blood return during periods of blood flow deceleration. For radial velocity, a nearly uniform increase in maximum values was observed across the four models. However, in the Carreau and Casson models, the values showed discrepancies, resulting in increases of 3.57% and 6.14%, respectively. These results suggest that the two models capture the effects of centrifugal forces at low velocities more accurately, due to their consideration of the rheological nature of blood. Finally, regarding wall shear stress, more significant differences were observed among the four models. When analyzing the minimum values, a notable difference in the percentage increase of values was found between the Carreau and Casson models, at 3.40% and 10.29%, respectively, compared to the Newtonian and Power-Law models, which showed percentage differences of 4.66% and 4.14%, respectively. These results reinforce the robustness of the Carreau and Casson models in capturing the effects caused by an obstruction, considering blood rheology. The hypothesis of modeling blood as a Newtonian fluid when subjected to shear rates above 100 s-1, a common condition in arteries such as the aorta, is supported by various studies and publications. It was observed that, at these shear rates, the relationship between shear stress and shear rate can be approximated linearly, presenting a correlation coefficient (R²) of 0.9946 in the Power-Law model, which was shown to be the least accurate. However, for these models to be integrated into the Newtonian context, adjustments in viscosity are necessary. The equivalent viscosities calculated were 0.0020 Pa.s for the Power-Law model, 0.0037 Pa.s for the Casson model, and 0.0051 Pa.s for the Carreau model.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVianna Junior, Ardson dos SantosGomes, Rafael Giglio2024-09-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-14112024-110253/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-25T11:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-14112024-110253Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-25T11:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Na variável pressão os quatro modelos apresentaram um aumento na pressão máxima bem próximos entre si, uma média de 3,45%. Já o aumento da pressão mínima foi mais pronunciado no modelo de Casson com 3,60% e menos pronunciada no modelo de Carreau, com 2,67%. A velocidade total, bem como a pressão, apresentou praticamente o mesmo aumento em relação à velocidade máxima nos quatro modelos, sugerindo que somente a obstrução influencia no aumento da velocidade máxima. Já a velocidade mínima teve uma queda muito próxima a zero, sugerindo que a obstrução dificulta o retorno do sangue nos momentos de desaceleração do fluxo sanguíneo. Para a velocidade radial, observou-se um aumento praticamente uniforme nos valores máximos nos quatro modelos. Da mesma forma, um aumento quase uniforme na velocidade radial mínima foi observado nos modelos Newtoniano e Power-Law. Nos modelos de Carreau e Casson, entretanto, os valores mostraram discrepâncias, resultando em um aumento de 3,57% e 6,14%, respectivamente. Esses resultados sugerem que os dois modelos capturam de forma mais precisa os efeitos das forças centrífugas em baixas velocidades, devido à consideração da natureza reológica do sangue. Por fim, quanto à tensão de cisalhamento na parede, observaram-se diferenças mais significativas entre os quatro modelos. Ao analisar os valores mínimos, nota-se uma diferença no aumento percentual dos valores nos modelos de Carreau e Casson, sendo de 3,40% e 10,29%, respectivamente, entre si e em relação aos modelos Newtoniano e Power-Law, que apresentaram diferenças percentuais de 4,66% e 4,14%, respectivamente. Esses resultados reforçam a robustez dos modelos de Carreau e Casson em capturar os efeitos causados por uma obstrução, levando em conta a reologia sanguínea. A hipótese de modelar o sangue como um fluido Newtoniano quando submetido a taxas de cisalhamento acima de 100 s-1, condição comum nas artérias como a aorta, é levantada por diversos estudos e publicações. Observou-se que, para essas taxas de cisalhamento, a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de cisalhamento pode ser aproximada linearmente, apresentando um coeficiente de correlação (R²) de 0,9946 no modelo Power-Law, o qual demonstrou ser o menos preciso. No entanto, para que esses modelos possam ser integrados ao contexto Newtoniano, ajustes na viscosidade são necessários. As viscosidades equivalentes calculadas foram de 0,0020 Pa.s para o modelo de Power-Law, 0,0037 Pa.s para o modelo de Casson e 0,0051 Pa.s para o modelo de Carreau.
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