A formação em Museologia nas universidades brasileiras: reflexões sobre o ensino da gestão e do planejamento sob a ótica da Museologia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Isolan, Fiorela Bugatti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/103/103131/tde-17102017-110303/
Resumo: A oferta de cursos universitários em Museologia se expandiu de maneira significativa ao longo das duas últimas décadas no Brasil. Se até princípios dos anos 2000 o país contava com apenas dois cursos de Bacharelado ativos - o da Universidade Federal do Estado do Rio de janeiro (UNIRIO) e o da Universidade Federal da Bahia (UFBA) -, atualmente, encontram-se cadastrados no Ministério da Educação (MEC) dezesseis cursos voltados para essa área de formação, o que evidencia a dinamização e crescimento do setor museológico no cenário brasileiro. Não obstante, este processo de ampliação das perspectivas de formação profissional suscita uma série de questões e desafios, devendo ser objeto de análises que colaborem para a proposição de diretrizes comuns para a capacitação profissional, com vistas ao fortalecimento do campo disciplinar da Museologia. Sendo assim, no intuito de contribuir para as discussões voltadas à capacitação na área - principalmente no que se refere ao ensino das noções de gestão e de planejamento, sob a perspectiva desta disciplina - a presente pesquisa teve como finalidade mapear o perfil da oferta formativa que caracteriza os cursos de Bacharelado em Museologia atualmente em funcionamento e, mais especificamente, verificar como as ideias de gestão e planejamento aparecem nos currículos dos referidos cursos. Para o seu desenvolvimento, nos valemos de métodos qualitativos de análise, como levantamento bibliográfico sobre a consolidação da Museologia enquanto campo disciplinar independente e sobre a trajetória do ensino na área dentro do contexto brasileiro; além da consulta das diretrizes nacionais para formação na área e dos programas pedagógicos dos cursos, com suas respectivas matrizes curriculares e ementários das disciplinas. A sistematização e posterior análise dos dados permitiu identificarmos que houve avanços no âmbito da formação profissional em nível de graduação em Museologia no Brasil não só em termos quantitativos, como também em termos qualitativos, o que, sem dúvida, vem contribuindo para a consolidação deste campo disciplinar. Com relação à gestão e ao planejamento, o protagonismo alcançado por estes temas junto ao universo museológico fez com que, na atualidade, sejamos levados a tratá-la como uma função do museu, para além das tradicionais funções de salvaguarda, pesquisa e comunicação (DESVALLÉES; MAIRESSE, 2013). De fato, esta centralidade se reflete na configuração da oferta formativa em vigor no país, que dispõe de componentes curriculares que abordam questões relacionadas a estas noções. Entretanto, sinalizamos para a importância de pensarmos a gestão desde uma perspectiva museológica, que dialoga com as dimensões teóricas e práticas do campo, contribuindo para a consolidação da Teoria Museológica e para a conformação daquilo que Maria Cristina Oliveira Bruno (2015a) identifica como olhar museológico - olhar este que se fundamenta em contraposição às visões fragmentadas e tecnicistas que tendem a compreender as experimentações no campo de modo compartimentado, o que impossibilita o entendimento de sua totalidade dentro de uma perspectiva processual.
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spelling A formação em Museologia nas universidades brasileiras: reflexões sobre o ensino da gestão e do planejamento sob a ótica da MuseologiaThe training in Museology in brazilian universities: reflections on the management and planning teaching from the perspective of MuseologyEnsino e FormaçãoGestão MuseológicaMuseologiaMuseological ManagementMuseologyTeaching and TrainingA oferta de cursos universitários em Museologia se expandiu de maneira significativa ao longo das duas últimas décadas no Brasil. Se até princípios dos anos 2000 o país contava com apenas dois cursos de Bacharelado ativos - o da Universidade Federal do Estado do Rio de janeiro (UNIRIO) e o da Universidade Federal da Bahia (UFBA) -, atualmente, encontram-se cadastrados no Ministério da Educação (MEC) dezesseis cursos voltados para essa área de formação, o que evidencia a dinamização e crescimento do setor museológico no cenário brasileiro. Não obstante, este processo de ampliação das perspectivas de formação profissional suscita uma série de questões e desafios, devendo ser objeto de análises que colaborem para a proposição de diretrizes comuns para a capacitação profissional, com vistas ao fortalecimento do campo disciplinar da Museologia. Sendo assim, no intuito de contribuir para as discussões voltadas à capacitação na área - principalmente no que se refere ao ensino das noções de gestão e de planejamento, sob a perspectiva desta disciplina - a presente pesquisa teve como finalidade mapear o perfil da oferta formativa que caracteriza os cursos de Bacharelado em Museologia atualmente em funcionamento e, mais especificamente, verificar como as ideias de gestão e planejamento aparecem nos currículos dos referidos cursos. Para o seu desenvolvimento, nos valemos de métodos qualitativos de análise, como levantamento bibliográfico sobre a consolidação da Museologia enquanto campo disciplinar independente e sobre a trajetória do ensino na área dentro do contexto brasileiro; além da consulta das diretrizes nacionais para formação na área e dos programas pedagógicos dos cursos, com suas respectivas matrizes curriculares e ementários das disciplinas. A sistematização e posterior análise dos dados permitiu identificarmos que houve avanços no âmbito da formação profissional em nível de graduação em Museologia no Brasil não só em termos quantitativos, como também em termos qualitativos, o que, sem dúvida, vem contribuindo para a consolidação deste campo disciplinar. Com relação à gestão e ao planejamento, o protagonismo alcançado por estes temas junto ao universo museológico fez com que, na atualidade, sejamos levados a tratá-la como uma função do museu, para além das tradicionais funções de salvaguarda, pesquisa e comunicação (DESVALLÉES; MAIRESSE, 2013). De fato, esta centralidade se reflete na configuração da oferta formativa em vigor no país, que dispõe de componentes curriculares que abordam questões relacionadas a estas noções. Entretanto, sinalizamos para a importância de pensarmos a gestão desde uma perspectiva museológica, que dialoga com as dimensões teóricas e práticas do campo, contribuindo para a consolidação da Teoria Museológica e para a conformação daquilo que Maria Cristina Oliveira Bruno (2015a) identifica como olhar museológico - olhar este que se fundamenta em contraposição às visões fragmentadas e tecnicistas que tendem a compreender as experimentações no campo de modo compartimentado, o que impossibilita o entendimento de sua totalidade dentro de uma perspectiva processual.The offer of courses in Museology in universities has expanded significantly in the last two decades in Brazil. If until the early 2000s the country had only two active bachelor\'s degrees courses -the Federal University of the State of Rio de Janeiro (UNIRIO) and the Federal University of Bahia (UFBA) -today there are currently registered in the Ministry of Education (MEC) sixteen courses connected to this area of training, which evidences the dynamization and growth of the museological sector in the Brazilian scenario. Nonetheless, this process of the expansion of the perspectives on professional training raises a number of issues and challenges and should be the subject of analyzes that contribute to the proposal of common guidelines for professional training, aiming to strengthening the disciplinary field of Museology. Therefore, in order to contribute to the discussions focused on training in the area -mainly in relation to the teaching of management and planning concepts from the perspective of this discipline -the present research had the purpose of mapping the profile of the training offer that characterizes the bachelor courses in Museology currently in operation and, more specifically, to verify how the ideas of management and planning appear in the curricula of the same courses. For its development, we use qualitative methods of analysis, such as a bibliographical survey on the consolidation of Museology as an independent disciplinary field and on the trajectory of teaching in the area within the Brazilian context; besides the consultation of the national guidelines for training in the area and the pedagogical programs of the courses, with their respective curricular matrices and courses of the disciplines. The systematization and subsequent analysis of the data allowed us to identify that there has been progress in the field of professional training at the undergraduate level in Museology in Brazil, not only in quantitative terms, but also in qualitative terms, which undoubtedly has contributed to the consolidation of this disciplinary field. With regard to management and planning, the protagonism achieved by these themes in the museological universe has made us nowadays treat it as a function of the museum, in addition to the traditional functions of preservation, research and communication (DESVALLÉES; MAIRESSE, 2013). In fact, this centrality is reflected in the configuration of the training offer now operated in the country, which has curricular components that addresses issues related to these notions. However, we point out the importance of thinking about management from a museological perspective, which dialogues with the theoretical and practical dimensions of the field, contributing to the consolidation of the Museological Theory and to the conformation of what Maria Cristina Oliveira Bruno (2015a) identifies as a museological view(olhar museológico) -which is based in opposition to the fragmented and technicist visions that tend to understand the experiments in the field in a compartmentalized way, which makes it impossible to understand its totality in a processual perspective.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBruno, Maria Cristina OliveiraIsolan, Fiorela Bugatti2017-08-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/103/103131/tde-17102017-110303/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-07-17T16:38:18Zoai:teses.usp.br:tde-17102017-110303Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-07-17T16:38:18Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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