A sintaxe pronominal na variedade afro-indígena de Jurussaca: uma contribuição para o quadro da pronominalização do português falado do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Campos, Ednalvo Apostolo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-18032015-174310/
Resumo: Esta pesquisa aborda a sintaxe pronominal pessoal da comunidade quilombola de Jurussaca/PA, sob os pressupostos da teoria gerativa, nas versões de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1986) e Minimalista (Chomsky, 1995, 2001). Dentro desse quadro, destacam-se os estudos sobre a categoria pronominal desenvolvidos por Zwicky (1977), Kayne (1975, 1991), Borer (1981), Bonet (1991), Cardinaletti & Starke (1999), Ewerett (1994), Duarte & Matos (2000), Duarte, Matos & Gonçalves (2005), Galves (2001a,b), Galves & Abaurre (2002), Déchaine & Wiltchko (2002), entre outros. Parte-se, inicialmente, da expressão do português brasileiro a partir do viés dicotômico existente entre suas variedades: o PB e o PVB. Essa dicotomia tem sido denominda de polarização sociolinguística do Brasil (LUCCHESI, 2008, 2009). Assume-se (cf. Oliveira et alii, no prelo) o conceito de Português Afro-indígena, relativo às variedades de português popular faladas no Brasil em comunidades rurais que conservam especificidades etnolinguísticas. Propõe-se que essas variedades localizam-se dentro de um continuum de variedades de português brasileiro [+marcadas] (como o português afro-brasileiro e o indígena). Analisa-se, a partir da sócio-história, e das construções sintáticas da expressão da comunidade: pronomes clíticos e tônicos atemáticos; o pronome de 1ª. pessoa nós [ns] em posição pré verbal ou proclítica, entre outras, como parte de fatores sintáticos (e etnolinguísticos) que sugerem uma provável reestruração em certos aspectos da sintaxe pronominal de Jurussaca; apontam para a existência prévia de um forte contato linguístico e são tomados como suporte para as hipóteses assumidas
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spelling A sintaxe pronominal na variedade afro-indígena de Jurussaca: uma contribuição para o quadro da pronominalização do português falado do BrasilThe pronominal syntax in the afro-indigenous variety of Jurussaca: a contribution to the framework of the pronominalization of the portuguese spoken in BrazilAfro-indigenous portugueseBrazilian portuguesePortuguês afro-indígenaPortuguês brasileiroPronominal syntaxSintaxe pronominalSyntactic theoryTeoria sintáticaEsta pesquisa aborda a sintaxe pronominal pessoal da comunidade quilombola de Jurussaca/PA, sob os pressupostos da teoria gerativa, nas versões de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1986) e Minimalista (Chomsky, 1995, 2001). Dentro desse quadro, destacam-se os estudos sobre a categoria pronominal desenvolvidos por Zwicky (1977), Kayne (1975, 1991), Borer (1981), Bonet (1991), Cardinaletti & Starke (1999), Ewerett (1994), Duarte & Matos (2000), Duarte, Matos & Gonçalves (2005), Galves (2001a,b), Galves & Abaurre (2002), Déchaine & Wiltchko (2002), entre outros. Parte-se, inicialmente, da expressão do português brasileiro a partir do viés dicotômico existente entre suas variedades: o PB e o PVB. Essa dicotomia tem sido denominda de polarização sociolinguística do Brasil (LUCCHESI, 2008, 2009). Assume-se (cf. Oliveira et alii, no prelo) o conceito de Português Afro-indígena, relativo às variedades de português popular faladas no Brasil em comunidades rurais que conservam especificidades etnolinguísticas. Propõe-se que essas variedades localizam-se dentro de um continuum de variedades de português brasileiro [+marcadas] (como o português afro-brasileiro e o indígena). Analisa-se, a partir da sócio-história, e das construções sintáticas da expressão da comunidade: pronomes clíticos e tônicos atemáticos; o pronome de 1ª. pessoa nós [ns] em posição pré verbal ou proclítica, entre outras, como parte de fatores sintáticos (e etnolinguísticos) que sugerem uma provável reestruração em certos aspectos da sintaxe pronominal de Jurussaca; apontam para a existência prévia de um forte contato linguístico e são tomados como suporte para as hipóteses assumidasThis research addresses the syntax of the personal pronoun system of the maroon community of Jurussaca/Pa, under the assumptions of generative theory, in its Principles & Parameters (Chomsky, 1986) and Minimalist (Chomsky, 1995, 2001) versions. Within this theoretical framework, the studies of pronominal category developed by Zwicky (1977), Kayne (1975, 1991), Borer (1981), Bonet (1991), Cardinaletti & Starke (1999), Ewerett (1994), Duarte & Matos (2000), Duarte, Matos and Gonçalves (2005), Galves (2001a, b) Galves & Abaurre (2002) Dechaine & Wiltchko (2002), among others, are highlited. The study departs from a consideration of the bias in dichotomy existing between the varieties known as Brazilian Portuguese (BP) and Brazilian Vernacular Portuguese (BVP). This dichotomy has been refered to as the \"sociolinguistics polarization of Brazil\" (LUCCHESI, 2008, 2009). The study assumes the classification Afro-Indigenous Portuguese (cf. Oliveira at al, in press) in relation to to the popular varieties of Portuguese spoken in Brazilian rural communities that preserve ethno-linguistic specificities. It is then proposed that these varieties are located on a continuum of [+ marked] Brazilian Portuguese varieties (such as Afro-Brazilian and Indigenous Portuguese). As from the socio-history of the community it is analyzed syntactic constructions with clitic pronouns and athematic tonic pronouns devoid of thematic role; the 1st person pronoun nós [ns] (we) in the pre-verbal or proclitic positions, among others, are syntactic constructions that suggest \'grammatical restructuring\' and point to the prior existence of a strong language contact and are taken as support for the hypotheses here assumedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Márcia Santos Duarte deCampos, Ednalvo Apostolo2014-08-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-18032015-174310/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:11:56Zoai:teses.usp.br:tde-18032015-174310Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:11:56Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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