\"Fique em casa!\": uma perspectiva interseccional do isolamento social das pessoas idosas na pandemia de Covid-19
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-27022026-122658/ |
Resumo: | A presente pesquisa de cunho qualitativo investiga o isolamento social das pessoas idosas durante a pandemia de COVID-19. Essa medida sanitária foi instituída em um momento em que não havia previsão de vacinas. Sua execução mostrou-se complexa, principalmente em relação ao grupo de idosos. Situações como a impossibilidade de se fazer o isolamento, a solidão de alguns idosos, a falta de uma coordenação nacional na adoção de medidas sanitárias e o desconhecimento sobre as pessoas idosas foram fatores complicadores na resposta à pandemia e desnudaram o etarismo implícito nas ações sobre este grupo. Em virtude disso, o objetivo pretendido é investigar esse isolamento a partir de narrativas dos próprios idosos. Para tal foi utilizada a interseccionalidade, que busca analisar a vida dos grupos mais vulneráveis entre as diversas estruturas de poder. Foram feitas 16 entrevistas semiestruturadas com idosos a partir de 60 anos que não apresentassem declínio cognitivo em função de doenças neurológicas, psiquiátricas e demências. O grupo caracterizou-se por 14 mulheres e dois homens distribuídos em quatro regiões da cidade de São Paulo. Foi realizada uma análise temática com a produção de três categorias principais: a morte como fatalidade, o cuidado para além do isolamento social e o isolamento social como confinamento nas experiências de raça, classe e idade. Espera-se que a pesquisa tenha contribuído para a compreensão da heterogeneidade do grupo de pessoas idosas e para o combate ao etarismo presente nas abordagens sobre os idosos. |
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A presente pesquisa de cunho qualitativo investiga o isolamento social das pessoas idosas durante a pandemia de COVID-19. Essa medida sanitária foi instituída em um momento em que não havia previsão de vacinas. Sua execução mostrou-se complexa, principalmente em relação ao grupo de idosos. Situações como a impossibilidade de se fazer o isolamento, a solidão de alguns idosos, a falta de uma coordenação nacional na adoção de medidas sanitárias e o desconhecimento sobre as pessoas idosas foram fatores complicadores na resposta à pandemia e desnudaram o etarismo implícito nas ações sobre este grupo. Em virtude disso, o objetivo pretendido é investigar esse isolamento a partir de narrativas dos próprios idosos. Para tal foi utilizada a interseccionalidade, que busca analisar a vida dos grupos mais vulneráveis entre as diversas estruturas de poder. Foram feitas 16 entrevistas semiestruturadas com idosos a partir de 60 anos que não apresentassem declínio cognitivo em função de doenças neurológicas, psiquiátricas e demências. O grupo caracterizou-se por 14 mulheres e dois homens distribuídos em quatro regiões da cidade de São Paulo. Foi realizada uma análise temática com a produção de três categorias principais: a morte como fatalidade, o cuidado para além do isolamento social e o isolamento social como confinamento nas experiências de raça, classe e idade. Espera-se que a pesquisa tenha contribuído para a compreensão da heterogeneidade do grupo de pessoas idosas e para o combate ao etarismo presente nas abordagens sobre os idosos. |
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