Efeito do treinamento físico na neuropatia autonômica diabética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Alonso, Denise de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-16012026-165923/
Resumo: A neuropatia autonômica (NA) é uma das complicações do diabete e causa alterações no controle cardiovascular. Diabéticos (DM) com NA apresentam redução da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), do descenso noturno da pressão arterial (PA), da bradicardia reflexa e da vasodilatação. Este estudo avaliou 8 DM (29 ± 3 anos, HbA1c 7,5 ± 0,5%) e 9 controles (CT, 30 ± 2 anos) antes e após quatro meses de treinamento físico (TF). O grau de NA do grupo DM foi leve. A VFC foi avaliada no repouso e durante o exercício por meio do desvio-padrão da média de frequência cardíaca, o descenso noturno da pressão arterial, por meio da monitorização ambulatorial da PA, a bradicardia reflexa, por infusão de doses crescentes de fenilefrina e a vasodilatação, por meio das respostas de fluxo sanguíneo (FS, pletismografia de oclusão venosa), pressão arterial média (PAM) e resistência vascular do antebraço (RVA, razão entre a PAM e o FS) ao exercício isométrico leve e moderado e à oclusão circulatória (OC) pós exercício. Em repouso, não foram observadas diferenças nas variáveis cardiovasculares entre os grupos DM e CT. Durante o exercício, a VFC diminuiu do repouso até o limiar anaeróbio e até a potência de 30 W, permanecendo assim até o pico do exercício, nos dois grupos. Não se verificou diferença no descenso noturno da PA entre os dois grupos. O TF aumentou a bradicardia reflexa do grupo CT. A resposta vasodilatadora ao exercício e à OC foi semelhante entre os dois grupos. Em conclusão, diabéticos com grau leve de NA e controle glicêmico adequado não apresentam disfunções cardiovasculares e o exercício pode ser de grande valia na manutenção destas funções
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