Da ordem ao caos: mito, arquétipo e tragédia em Lavoura Arcaica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Meira, Lucas Emanoel Soares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-23072025-155150/
Resumo: DEste trabalho propõe uma chave de leitura trágica e mítica do ro- mance Lavoura Arcaica por meio da aproximação com os mitos e as tragédias gregas, os relatos bíblicos, os arquétipos junguianos e a simbologia religiosa. O romance traz em sua temática uma inegável carga trágica, bem como possui uma conformação performática que permite uma aproximação com certas estru- turas formais e conceituais da tragédia, tal qual compreendida em suas preposi- ções clássica. Assim também, dada sua densa carga simbólica é possível a apro- ximação tanto com os mitos gregos quanto com os relatos, com os textos e ritos oriundos de diversas tradições religiosas. Os textos retóricos, didáticos e poéti- cos da Bíblia também comparecem nesse estudo comparativo. A premissa para essas aproximações é a consciência de que o romance possui uma simbologia complexa, assumidamente constituída a partir de diversas culturas. Uma vez ex- plorado todo esse arcabouço cultural subjacente à obra, ela acaba revelando ricas possibilidades interpretativas. A escolha pelo mito grego e pelos relatos bí- blicos se dá em função da influência que as culturas do Oriente Próximo têm sobre o autor, segundo sua biografia e a fortuna crítica. De igual modo, o mito grego e os relatos bíblicos foram aproveitados pela psicologia e por outras áreas das humanidades, o que permite utilizá-los na mediação com textos de outra natureza como do direito, da filosofia e das artes plásticas. Os mitos, e aqui os relatos bíblicos primevos também se encaixam, nada mais são do que metáfo- ras, laboratórios de linguagem onde o desenvolvimento humano pode ser ludi- camente observado, estudado, analisado. De certa maneira, o mito foi a primeira literatura e ainda mantém seu poder a formação do imaginário coletivo de ma- neira insuspeita e por isso explicitar sua presença sempre pode resultar, no campo de estudos literários, em perspectivas reveladoras
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