O grupo (de esquerda) de Osasco. Movimento estudantil, sindicato e guerrilha (1966-1971)
| Ano de defesa: | 2011 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-25062012-164453/ |
Resumo: | A presente pesquisa tem por objetivo estudar a trajetória do Grupo de Osasco, grupo que reunia operários, estudantes e estudantes-operários. Para o desenvolvimento de nosso projeto utilizaremos fontes documentais provenientes de inquéritos policiais e material produzido pelas organizações revolucionárias (periódicos, manifestos, programas). Estes documentos são encontrados em arquivos como o Arquivo do Estado de São Paulo e o Centro de Documentação e Memória da UNESP (CEDEM). Também trabalharemos com História Oral, com base em depoimentos colhidos com personalidades que estiveram diretamente envolvidas com os eventos analisados em minha pesquisa. O recorte cronológico abrangerá o período que vai de 1966, início das atividades políticas do Grupo de Osasco, até 1971, quando praticamente todos os seus membros estavam exilados, presos ou mortos. Em setembro de 1971 tomba a última grande liderança remanescente de Osasco, José Campos Barreto, juntamente com Carlos Lamarca, no sertão da Bahia. Ao longo da segunda metade da década de sessenta, o Grupo de Osasco foi o principal movimento de esquerda nesta cidade. Em meados de 1968 dominava o movimento estudantil local, reunido em torno do CEO; dominava o sindicato dos metalúrgicos, e expandia sua influência a outras categorias através da criação de comissões de fábrica, mecanismo de representação que articulava os trabalhadores pela base, a margem do sindicato. Possuíam um vereador e vários representantes seus nas secretárias municipais. Pouco antes do AI-5, este grupo estava organizando associações de bairro sob sua influência, e nessas associações ministravam cursos de marxismo para populares. Coube ao Grupo de Osasco a organização da greve de julho de 1968, que se somou a onda de manifestações anti-ditadura que sacudiram o país. A repressão pós greve de julho jogou praticamente todos os militantes do Grupo de Osasco na clandestinidade, e estes acabaram por se integrar a VPR e partiram para a luta armada. |
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O grupo (de esquerda) de Osasco. Movimento estudantil, sindicato e guerrilha (1966-1971)The groups (lefrist) of Osasco: student movement, union and guerrillaautonomiaautonomycoupdictatorshipditaduragolpegreveguerrilhaguerrillamovimento estudantiloperariadoOsascoOsascosindicatostrikestudent movementunionvanguardvanguardawork forceA presente pesquisa tem por objetivo estudar a trajetória do Grupo de Osasco, grupo que reunia operários, estudantes e estudantes-operários. Para o desenvolvimento de nosso projeto utilizaremos fontes documentais provenientes de inquéritos policiais e material produzido pelas organizações revolucionárias (periódicos, manifestos, programas). Estes documentos são encontrados em arquivos como o Arquivo do Estado de São Paulo e o Centro de Documentação e Memória da UNESP (CEDEM). Também trabalharemos com História Oral, com base em depoimentos colhidos com personalidades que estiveram diretamente envolvidas com os eventos analisados em minha pesquisa. O recorte cronológico abrangerá o período que vai de 1966, início das atividades políticas do Grupo de Osasco, até 1971, quando praticamente todos os seus membros estavam exilados, presos ou mortos. Em setembro de 1971 tomba a última grande liderança remanescente de Osasco, José Campos Barreto, juntamente com Carlos Lamarca, no sertão da Bahia. Ao longo da segunda metade da década de sessenta, o Grupo de Osasco foi o principal movimento de esquerda nesta cidade. Em meados de 1968 dominava o movimento estudantil local, reunido em torno do CEO; dominava o sindicato dos metalúrgicos, e expandia sua influência a outras categorias através da criação de comissões de fábrica, mecanismo de representação que articulava os trabalhadores pela base, a margem do sindicato. Possuíam um vereador e vários representantes seus nas secretárias municipais. Pouco antes do AI-5, este grupo estava organizando associações de bairro sob sua influência, e nessas associações ministravam cursos de marxismo para populares. Coube ao Grupo de Osasco a organização da greve de julho de 1968, que se somou a onda de manifestações anti-ditadura que sacudiram o país. A repressão pós greve de julho jogou praticamente todos os militantes do Grupo de Osasco na clandestinidade, e estes acabaram por se integrar a VPR e partiram para a luta armada.This research aims to study the trajectory of the Group of Osasco, group bringing together workers, students and student-workers. For development of our project will use documentary sources from of police investigations and material produced by organizations revolutionary (journals, manifestos, programs). These documents are found in archives and the Archive of State of São Paulo and the Documentation Center and Memorial of UNESP (CEDEM) . Also work with oral history, based on testimonies gathered with personalities who were directly involved in the events analyzed in my research. The outline will cover the chronological period from 1966, beginning of political activities of the Group of Osasco, until 1971, when virtually all of its members were exiled, imprisoned or killed. In September 1971 falls the last great remaining leadership of Osasco, Joseph Campos Barreto, along with Carlos Lamarca, in the interior of Bahia. Throughout second half of the sixties, the Group was the main Osasco leftist movement in this city. In mid-1968 dominated the movement local student, gathered around the CEO; dominated the union metallurgical, and expanded its influence to other categories by creating workplace committees, representation mechanism which articulated the workers at the base, the margin of the union. They had a city councilman and several their representatives in the municipal secretaries. Shortly before the AI-5, this group was organizing neighborhood associations under its influence, and these ministered associations for popular courses on Marxism. It fell to Group Osasco organizing the strike in July 1968, which added to the wave anti-dictatorship protests that rocked the country. The repression of post strike July played virtually every militant group in Osasco underground, and these will eventually join the VPR and went to battle armed.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGuariba Netto, Ulysses TellesOliveira, Sergio Luiz Santos de2011-09-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-25062012-164453/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:31Zoai:teses.usp.br:tde-25062012-164453Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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